sexta-feira, 5 de junho de 2009


Eu não nego as dívidas, elas existem sim. Mas eu fujo delas, isso eu sou homem de admitir. Porque estas porras não esperam o dia que eu ficar rico para que possam receber? Caso eu não fique e minha vida fique moribunda, que eles se orgulhem de ao menos, terem tentado. Ou, por parcos e raros momentos, terem me feito felizes ou dignos, quando ofereceram tais produtos/serviços.
Tá, eu sei que eu não fui obrigado a nada e, se o fiz, talvez, foi com a consciência tranqüila ou com algum teor de álcool na mente, mas porra, já foi feito, é justo eles me cobrarem mas também é justo eu tentar postergar qualquer tipo de compromisso sob alegação de insanidade mental ou excesso de ironia petulante, não acham???
E, mais, tamanha sinceridade é difícil de ser encontrada por aí, não?
To sendo sincero porra. Eu não digo: “ Vou ali no banco e volto já.”, ou, “ Mês que vem te pego sem falta.”
Não, eu assumo que não tenho verba suficiente ou – como já aconteceu – eu não lembro.hahahah

Tá, nem tem graça, eu sei. Mas eu também não pedi graça ou achei de alguma coisa. Não acham graça de desgraça de pobre? Pois então, to dando o troco (sem trocadilho) rindo da desgraça dos ricos. Porra, é justo não é? A vingança da plebe rude sobre os magnatas em suas Bolsas (Prada) de Valores. É como se eu não recebesse nenhum trocado quando lavo o vidro das Mercedes da Vieira Souto ou quando recebo silêncio e desprezo logo depois de ficar em cima de ombros, tentando equilibrar bolinhas de tênis enquanto o sinal não abre. É uma diversão pra vocês, não? Pois então. Eu não posso pagá-los porque não recebo de vocês, entendem?

Eu podia estar roubando, matando ou torcendo para o Flamengo. Mas estou aqui, sem carteira assinada, trabalhando e divertindo vocês dos estresses que sofrem em seus escritórios refrigerados enquanto aqui fora, o calor me massacra mas que, nem por isso, não rouba meu sorriso. Não é admirável? Poético?

Façamos assim: Me concedam aquela moedinha que fica escondida nas bolsas ou que viram chantagem pros seus filhos e, em troca, juro, prometo que tento, logo que possível, saldar de forma saudável a dívida adquirida durante o tempo ou época em questão que me cobram.

(Sinal ) Fechado??? Ó como me equilibro bem ó...ó as bolinhas que não caem...


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