Me alimentando de Bortolotto enquanto ponho as merdas pra fora. É engraçado. A gente passa a vida toda sendo adestrado pra vencer e seguir tudo que nossos pais não tiveram condições de fazer. E assim, eles sentem-se na obrigação de nos proporcionar coisas melhores que faltaram à eles. E aí, a vida corre pela nossa veia enquanto tentamos decifrá-la e, ao menos, entender o motivo que Ele nos pôs aqui. Pra que viemos? Com que intuito? É foda. Uma porrada de perguntas que cada um responde uma coisa que nos faz parar pra pensar. E aí, a vida passa e estamos ali, paralisadamente como um verme vendo o sol voltar todos os dias deixando esse dúvida se alastrar sobre todos nossos poros. Isso é uma merda. Falta praticidade e humanidade nos dias de hoje. Falta um pouco mais de sensibilidade nessa merda toda que cisma em nos colocar duelando com uma porrada de vermes como a gente todos os dias. E só existe lugar pra um vencedor, enquanto os outros "segundos" não passam de patéticos e imbecis perderores que se deixam afetar. Neguinho não quer nem empatar. Derrota então, inadmissível, senão, absorva todos os palavrões e olhares assimetricamente maldosos para sua pessoa enquanto, assim como alguém que toma um direto na cara, tenta se recompor.
As palavras possuem um peso do caraleo e a entonação à elas dadas podem soar como uma dor lacinante dentro de nós, tolos e pobres de experiência. Cabe a nós saber digerir e ligar aquele botãozinho que existe em cada um de nós ou interpretar isso estupidamente como um auto-desafio pra " mostrar pra eles que posso ser, e serei, o melhor, vão ver só cambada de filhos da puta".
E aí a vida passa e surra a gente a cada mannhã de janelinha aberta como se esfregasse em nossa cara as diversas caras que todos que nos cercam possuem. Aí sim, a gente passa a entender que não conhecemos ninguém, nem as que, realmente, achávamos que conhecia.
E aí é outro papo, quem sabe, pra outro dia.
Bando...

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