segunda-feira, 27 de abril de 2009

E depois, a culpa é de Deus


As pessoas não mudam. Não adianta caírem e se levantarem. Não adianta o dom ou a leve desconfiança da queda. Elas insistem em continuar como são, contudo, afirmando que mudaram. São tolas, afoitas, desesperadas, ansiosas e se cobram a todo o momento. Não adianta conselhos, papos descompromissados ou exemplos do que pode ou não ser feito. Caído uma vez, parece que passam a sentir o tesão em experimentar o solo novamente. E Bum!!! E aí, voltam a queixar-se de tudo e todos e de como a vida não foi justa com elas. E dá-lhe terapia, banho de reza, macumba, seitas, bateção de tambor e a pseudo ( e estúpida ) felicidade temporária ( daquelas que duram algumas horinhas com “amigos” ).
O mais foda é saber que a pessoa até tem talento mas que não consegue se desvencilhar do que a torna assim. O foda é rever todas as cenas novamente. Das mesmas maneiras que foram reclamadas, proteladas e estressadas. O foda é quando a pessoa não percebe que está simplesmente com as mesmas atitudes de antes, embora, jure que tais passos foram dados depois de looongas sessões no escuro consigo mesma.
Só pode ser burrice. E cegueira, óbvio.
Depois a culpa é de Deus.

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