Vontade de colocar pra fora determinadas coisas.
Mas o quê, se nem eu sei?
Sabe aqueles dias em que acordamos angustiados, inquietos e com a – provável - certeza de que é sem motivo? É como se algo dentro de mim apertasse o peito e sufocasse, sem que isso fosse algo ligado a sentimentos, sabe?
Tem dias que acordo assim, indisposto, mal humorado, ranzinza, velho, reclamão, mas com uma disposição rara para o horário do dia. E é estranho. Ao menos me sinto assim. Sei que no decorrer do dia as coisas se dissolverão e voltarei a minha merdinha de vida que adoro. Mas até lá, fico nesse vai-não-vem de sentimentos borbulhando, brotando, como se pulassem querendo chamar minha atenção. Em outras épocas, me acusaria de viadagem. Mas não. Desta vez não. Talvez coisas que precisam ser gritadas, esperneadas, batidas, rebatidas, bebidas e choradas.
Mas, porra, o que pode ser??
Mordo meus lábios às vezes, forte. A sensação de uma leve dor me faz bem, talvez me fazendo crer que podia ser pior. Às vezes olho as pessoas na rua e fico – talvez pelo estereótipo – tentando imaginar qual a vida que lhe caiu. Às vezes vejo pessoas simples, humildes, e penso porque determinada vida não caiu ali? Ou, porque, logo aquela foi se encaixar lá?
Porque tanta ausência de coisas tão naturais e cotidianas com os outros?
Punição de vida outrora?
Destino?
Pureza para o aprendizado sabe-se-lá-onde?
Sei lá, só acho que, ultimamente, tenho reclamado de barriga cheia, mesmo sem a minha estar.
Acho que desejo a tal mola que o taxista de hoje de manhã veio me enchendo o saco. Aliás, acho que todos deveriam ter uma.

Nenhum comentário:
Postar um comentário