quarta-feira, 3 de junho de 2009

one day

Eu queria dar um presente a meus pais. Não somente a meus pais mas a uma porção de gente. Eu tava afim de seguir exemplos de pessoas consideradas exemplares para serem seguidas, sabe? Eu queria dar algo a todos nós. Algo com que deixasse de herança para o mundo. Eu queria dar um neto a meus pais, sobrinhos aos tios, primo aos primos e tudo que qualquer família digna de existir, merece.
Algo que os faça, ao menos uma vez na vida, terem orgulho de mim, diante de tantas merdas e decepções que desde que me entendo por gente, tenho “presenteado” a quem se preocupa comigo. Presente de grego é foda.
Porra, eu daria uma puta felicidade a eles caso me transformasse em um engenheiro, advogado ou qualquer merda destas que a sociedade acha digna(?). Todavia, mesmo que fosse algo citado acima e construísse uma família de comercial e assim sofresse de uma puta infelicidade? Mesmo que fosse extremamente de mal com o mundo, me permitisse atitudes parecidas a de meus amiguinhos da – nova – profissão ( leia-se desvios, falcatruas, traições, festinhas, orgias..), mesmo assim, caso fosse extremamente participante ativo deste meio de forma de vida, creio eu que, eles seriam bastante felizes por acharem que eu tivesse atingido o que chamam de qualidade de vida ou um “ homem” de verdade?

Eu sou feliz pra caralho do meu jeito. De verdade. Tenho tesão numa mulher que tente entender e não me perturbar. Que não perca tempo tentando me moldar no quesito que – ela – ache o ideal. Tenho tesão num bom som, uma porra de uma cerveja gelada, um pouco de solidão e, bons e deliciosos, livros. Isso sim, tornar-me-ia a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo que a tal felicidade durassem parcos momentos.
Achem que penso pequeno, fiquem a vontade. Mas minha “felicidade” teria nome, sobrenome, momento, razão e locais pra existirem, sabem?
Mas quem entende uma merda destas hoje em dia??
Com tanta porcaria - treinada para que não regurgitemos - recheadas de futilidade, banalidades, ecos, status e luxo, todas estas merdas juntas, quem iria perder tempo em entender? Andam ocupadas demais as bestas prediais...

É tudo merda, lixo, cocô. Nem pra adubar algo servem.
E, pra mim, não vale de porra nenhuma.

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