
Eu quero me enternecer, eu quero me entupir, eu quero me sufocar. E sumir...
Eu quero me esquecer que é pra não lembrar, quero não fugir, sem jamais ficar.
Eu quero me embriagar de vaias, ignorar os elogios, me arrepiar nos sem sentidos e abraçar os vagabundos perdidos. Eu apoio os bêbados de rua em busca de sua ideologia. Eu adoro a noite. Eu fujo do dia. Eu sou o que nem sei. Eu sei o que ninguém sabe. Eu revelo segredos guardados a sete chaves porta adentro e relevo qualquer instrumento encorajadora de decisões no escuro e desesperadas visando apenas barracos barrocos. Eu desmistifico o mito, eu calo o grito, eu abafo o rito de passagem de uma rua a outra. Eu amo as putas e suas roupas sedutoras que me jogam no chão, local de onde nunca teria saído se não fosse a curiosidade da cocaína, a qual evito distância esperando ser salvo pela heroína que há muito já se foi. Eu a espero na janela, ela, minha cinderela descabelada, distorcida, embaçada e que me deixa embasbacado, engasgado, sufocado pelo merecimento da vida que teimo em levar e os tombos que me excitam. Eu ejaculo preces e profecias fajutas que somente os mais são, são capazes de ignorar. Eu gozo na cara da rebeldia e faço afagos no âmago amargo da poesia. Eu não sinto a dor dos poetas e minhas palavras não servem de nada. Me enterneço à medida que invento termos ermos que caibam perfeitamente dentro do que cismo em sentir. Eu invento falas e dialogo cenas. Eu faço filmes macabros onde a vítima principal soy jo soares à meia noite, enquanto goela adentro me filtro com substâncias salvadoras e sedativamente ativas. Eu me aplico morfina que é pra dar dor à cura. Eu me vejo confuso na difusão entre eu e o eu. E exigo respeito para comigo.
Eu quero me esquecer que é pra não lembrar, quero não fugir, sem jamais ficar.
Eu quero me embriagar de vaias, ignorar os elogios, me arrepiar nos sem sentidos e abraçar os vagabundos perdidos. Eu apoio os bêbados de rua em busca de sua ideologia. Eu adoro a noite. Eu fujo do dia. Eu sou o que nem sei. Eu sei o que ninguém sabe. Eu revelo segredos guardados a sete chaves porta adentro e relevo qualquer instrumento encorajadora de decisões no escuro e desesperadas visando apenas barracos barrocos. Eu desmistifico o mito, eu calo o grito, eu abafo o rito de passagem de uma rua a outra. Eu amo as putas e suas roupas sedutoras que me jogam no chão, local de onde nunca teria saído se não fosse a curiosidade da cocaína, a qual evito distância esperando ser salvo pela heroína que há muito já se foi. Eu a espero na janela, ela, minha cinderela descabelada, distorcida, embaçada e que me deixa embasbacado, engasgado, sufocado pelo merecimento da vida que teimo em levar e os tombos que me excitam. Eu ejaculo preces e profecias fajutas que somente os mais são, são capazes de ignorar. Eu gozo na cara da rebeldia e faço afagos no âmago amargo da poesia. Eu não sinto a dor dos poetas e minhas palavras não servem de nada. Me enterneço à medida que invento termos ermos que caibam perfeitamente dentro do que cismo em sentir. Eu invento falas e dialogo cenas. Eu faço filmes macabros onde a vítima principal soy jo soares à meia noite, enquanto goela adentro me filtro com substâncias salvadoras e sedativamente ativas. Eu me aplico morfina que é pra dar dor à cura. Eu me vejo confuso na difusão entre eu e o eu. E exigo respeito para comigo.
Não tenho as dores de um escritor nem as angústias de uma mente elevada. Minha vida é fácil porque dificulto os quebra molas que são construídos à minha frente e calo a boca dos que insistem em proclamar desgraças nos jornais nacionais da vida. Meu único amor nunca me visitou mas enquanto ela não vem, sigo inquietamente dilacerando vértebras nas traquéias alheias, pondo em risco qualquer sentimento de carinho trocado nesta incessante busca por améns.
É, mafungos são próprios e na minha mão, incólumes e humildes R$ 0,60 centavinhos.

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