Esther
gostava de João, que gostava de Julia, que gostava de Paulo. Este gostava de
Amanda, que ficava com João Paulo, que amava Maria, que quando não tinha muito
que fazer, dava pro Vítor, que gostava – não muito - de ficar com Isabella.
Isa
era louca pelo Igor, que gostava da Carol, Carolzinha pros íntimos, que, apesar
de lutar contra essa ideia, tinha uma ligeira vontade de experimentar a Carla, todavia
amava mesmo era o Rafael - que, apesar de namorar Cristina, num fim de um
churrasco em Saquarema quando todos bêbados ao som de uma banda baiana qualquer,
tinha dado uns pegas atrás da churrasqueira na mesma Carla, que de biquíni verde
e com aquele tesão que toda bebedeira provoca se insinuou com gestos e olhares pro
malandro, isso em Junho passado - que tava afim mesmo era de uma putaria junto dela
e Carol, que assim como Carla, também odiava a Cristina e torcia fervorosamente
pra que terminassem o namoro e realizassem a nunca comentada, mas jamais vetada,
brincadeirinha entre eles três.
Cristina
namorava - mas planejavam noivar, diziam - o já mencionado Rafael, mas na
verdade nutria um sentimento forte pelo irmão dele, Rodrigo, que se masturbava
sempre vendo Chaves - mais precisamente nas cenas em que a Chiquinha aparecia
com suas coxas à mostra - mas gostava mesmo era da Monique, uma sem sal que se
achava diferente e especial, e que imaginava boas fodas ao som de João Gilberto
e tinha um “Carpe Diem” tatuado às costas.
Mas
Monique era tarada e louca por Michel, o vizinho do bloco II, jogador de
basquete, alto, muito mais alto que ela - e que alimentava pensamentos nela,
algo parecido com espartilhos e salto alto - que estudava filosofia e era
assinante de canais pornô. Além disso, Michel jogava gamão pela internet e
tinha um pôster do Kenny G autografado que era sempre elogiado por Mariana,
melhor amiga da prima dele, a Tabatha, que tinha a tara de sair toda madrugada
de carro para transar com estranhos em seu Renault Clio preto 2.004 ao som de “
I put a spell on you “, do Screamin Jay Hawkins, música que conheceu através do primo Michel,
que desde esta época já sonhava com Mariana, moreninha mignon, de cintura fina e
aparentemente meiga, mas que adorava mesmo era sexo selvagem e umedecia quando fantasiava
sendo estuprada, entretanto, apesar dos mesmos gostos musicais, não enxergava em Michel nenhum atributo que a
sentisse vontade de realizar tal cena. Ela,
Mariana, só tinha transado uma vez na vida, com o Rodolfo, professor de lambaeróbica
da época de adolescente, mas já tinha experiência em saliências nas escadas do
prédio com Pedro, um órfão cheirador que roubava dinheiro da avó e que era
amarradão pela Roberta.
Mas
Roberta não queria saber de porra nenhuma desde que levou um pé na bunda quando
o ex a abandonou e foi morar em Nova Dhéli “com uma vaca” esbraveja. Só que Raíssa,
sua irmã mais nova, notou os maliciosos olhares de Michel sempre que Roberta aparecia
e tentou alertá-la. Em vão, pois Roberta não queria porra nenhuma mesmo com
ninguém, apenas ficar vendo Dexter e as reprises do Tiny Toon até o dia em que
se viu olhando com desejo pro Dudu, que tava afim mesmo era do Diego, que
gostava quando a Danielle bebia, não propriamente da Daniella, esta que,
contrariando seu estúpido gosto por gordinhos branquelos, nutria uma espécie de
tesão pelo André, que era moreno e de cabeça raspada e frequentava pagodes e
fazia “ V “ nas fotos em que saía rodeado de belas mulheres antes de postá-las
na rede social, mas que, às vezes, não muito raro, dava uns amassos no Chico às
escondidas, este que era incubado e que além de bi, era tri, pois torcia pro
fluminense e admirava Larissa, que vez em quando, mais precisamente nas noites
de segunda, talvez pressionadas pela carência e pelo remorso dos finais de
semana, mantinha umas transas casuais com Esther, aquela lá do início da
história.


Um comentário:
Preciso de um mapa para acompanhar.. rs! Bj! Ana PD
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