quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pirilampos e cafeínas e toda espécie de amor



Esther gostava de João, que gostava de Julia, que gostava de Paulo. Este gostava de Amanda, que ficava com João Paulo, que amava Maria, que quando não tinha muito que fazer, dava pro Vítor, que gostava – não muito - de ficar com Isabella.

Isa era louca pelo Igor, que gostava da Carol, Carolzinha pros íntimos, que, apesar de lutar contra essa ideia, tinha uma ligeira vontade de experimentar a Carla, todavia amava mesmo era o Rafael - que, apesar de namorar Cristina, num fim de um churrasco em Saquarema quando todos bêbados ao som de uma banda baiana qualquer, tinha dado uns pegas atrás da churrasqueira na mesma Carla, que de biquíni verde e com aquele tesão que toda bebedeira provoca se insinuou com gestos e olhares pro malandro, isso em Junho passado - que tava afim mesmo era de uma putaria junto dela e Carol, que assim como Carla, também odiava a Cristina e torcia fervorosamente pra que terminassem o namoro e realizassem a nunca comentada, mas jamais vetada, brincadeirinha entre eles três.

Cristina namorava - mas planejavam noivar, diziam - o já mencionado Rafael, mas na verdade nutria um sentimento forte pelo irmão dele, Rodrigo, que se masturbava sempre vendo Chaves - mais precisamente nas cenas em que a Chiquinha aparecia com suas coxas à mostra - mas gostava mesmo era da Monique, uma sem sal que se achava diferente e especial, e que imaginava boas fodas ao som de João Gilberto e tinha um “Carpe Diem” tatuado às costas.

Mas Monique era tarada e louca por Michel, o vizinho do bloco II, jogador de basquete, alto, muito mais alto que ela - e que alimentava pensamentos nela, algo parecido com espartilhos e salto alto - que estudava filosofia e era assinante de canais pornô. Além disso, Michel jogava gamão pela internet e tinha um pôster do Kenny G autografado que era sempre elogiado por Mariana, melhor amiga da prima dele, a Tabatha, que tinha a tara de sair toda madrugada de carro para transar com estranhos em seu Renault Clio preto 2.004 ao som de “ I put a spell on you “, do Screamin Jay Hawkins, música que conheceu através do primo Michel, que desde esta época já sonhava com Mariana, moreninha mignon, de cintura fina e aparentemente meiga, mas que adorava mesmo era sexo selvagem e umedecia quando fantasiava sendo estuprada, entretanto, apesar dos mesmos gostos musicais, não enxergava em Michel nenhum atributo que a sentisse vontade de realizar tal cena. Ela, Mariana, só tinha transado uma vez na vida, com o Rodolfo, professor de lambaeróbica da época de adolescente, mas já tinha experiência em saliências nas escadas do prédio com Pedro, um órfão cheirador que roubava dinheiro da avó e que era amarradão pela Roberta.

Mas Roberta não queria saber de porra nenhuma desde que levou um pé na bunda quando o ex a abandonou e foi morar em Nova Dhéli “com uma vaca” esbraveja. Só que Raíssa, sua irmã mais nova, notou os maliciosos olhares de Michel sempre que Roberta aparecia e tentou alertá-la. Em vão, pois Roberta não queria porra nenhuma mesmo com ninguém, apenas ficar vendo Dexter e as reprises do Tiny Toon até o dia em que se viu olhando com desejo pro Dudu, que tava afim mesmo era do Diego, que gostava quando a Danielle bebia, não propriamente da Daniella, esta que, contrariando seu estúpido gosto por gordinhos branquelos, nutria uma espécie de tesão pelo André, que era moreno e de cabeça raspada e frequentava pagodes e fazia “ V “ nas fotos em que saía rodeado de belas mulheres antes de postá-las na rede social, mas que, às vezes, não muito raro, dava uns amassos no Chico às escondidas, este que era incubado e que além de bi, era tri, pois torcia pro fluminense e admirava Larissa, que vez em quando, mais precisamente nas noites de segunda, talvez pressionadas pela carência e pelo remorso dos finais de semana, mantinha umas transas casuais com Esther, aquela lá do início da história.

Um comentário:

Anônimo disse...

Preciso de um mapa para acompanhar.. rs! Bj! Ana PD