Aquela mina tenta sempre alguma coisa comigo. Eu sei pelo jeito que ela me olha. Não que eu esteja me gabando, ora porra. Nada disso. Só quero dizer que vai passando a vida e a gente vai, com o tempo, sabendo principalmente o que não se quer mais. E o não querer não é desdenhoso, é apenas sabendo que ali não existe vida. Eu já passei da fase testosterona. Aliás, eu to devagar pra caraleo. E to feliz com o que tenho. O resto são insatisfações que só condizem a mim, são problemas internos meus. Eu tenho total autoria sobre meus vícios e defeitos e deles não abro mão. Sendo assim, podem me evitar, desejar, o mau, denegrir, querer, xingar, sei lá, qualquer coisa, juro que não me toca mais. Passei pruma fase que só quem alimenta bolinhas de pinball na cabeça consegue alcançar. E isso não é paz. Nem no estágio anterior, nem no atual. Nem é vantagem, nem nada do tipo.
Isso tudo pode ser uma espécie de auto-tateamento que eu – e ela, espécie momentânea de paz e, por hora, sossego – conseguimos enxergar e alcançar como um topo a se descansar.
Amanhã é outro dia e qualquer um de nós pode querer subir ou descer, essa é a vida. Mas a princípio, ando dispensando quaisquer tipos de olhares. E isso é uma afirmação.
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A gente vive pra ver se passa no teste que nos colocaram. Que é pra ver se temos algum tipo de talento pra (con)viver com tudo isso e poder morrer em paz. Algumas pessoas, poucas, é verdade, conseguem...

5 comentários:
Venho sempre, comento nunca. Ou quase.Gostei muito.
gostei mto da carinha nova do seu blog :-)
Eu gosto das coisas que você escreve. Das suas não-conclusões. Gosto.
obrigada baby, pelas palavras. as especificamente para mim lá no blog e as que sinto para mim aqui. beijos.
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