sexta-feira, 22 de outubro de 2010

As três irmãs graça: sem graça, desgraça e nem de graça.


Na mesa ao lado, três garotas com sotaque de caipira conversam futilidades e coisas banais, algo como algum fulano ter ficado com a outra fulana, ou tal garota ter ficado com outros carinhas e acabam fazendo o que a maioria das pessoas fazem: apontam, julgam, pré-julgam e condenam . O Rio é igual a qualquer outro lugar: cheio de gente fudida e com alguma esperança não se sabe em quê. Eu tomo alguma coisa que retarde os reflexos enquanto o fluxo das pessoas é gigantesco.
Três caras  voltando da academia passam pela mesa das três minas malas com sotaque de caipira e as encaram com aquele olhar que a maioria do carioca tem, como se dissessem: “ Ei gatas, que tal irmos lá pra casa pra todos nós brincarmos um pouco? “, e como se continuassem: “ Estão nos vendo? Somos três rapazes e acabamos de sair da academia, onde malhamos nossos bíceps e peitorais, vejam só. E com nossos corpos esculpidos vamos fazer vocês todas gozarem em sequência alucinadamente”. Homem é tudo igual, sendo carioca então, nem se fala. Provavelmente terminaram a noite se comendo ou apelando pra vizinha gordinha. E eu ainda pensei em dizer: “Não, rapaziada. Melhor não, vocês vão se arrepender.”, mas logo desisto. O ideal é ficar distante desse tipo de gente. Eles que se mereçam.
E as pessoas vão passando. E as minas que saem da academia passam com suas poses desconcertantes e superiores, algo como: “ Me olhem!!! ”, como se fossem realmente gostosas. Algumas até são, mas a maioria não ganha nem seis de média. Já reparou que as meninas que andam com roupa de academia, com uma meia enorme, geralmente branca, até os joelhos, se acham boas de verdade?? E isso dá pena. A maioria delas não tem noção do que é ser uma mulher. Ainda mais uma mulher gostosa.  Mas isso não é algo que me preocupe, penso eu, enquanto peço mais uma cerveja...

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