E na noite procuro princesas esbeltas, mesmo sabendo que na manhã seguinte, quem me dará bom dia é mais uma burguesinha fútil e débil.
E na noite, vejo mórbidos principezinhos atrás de donzelas vazias, sem saber o que oferecer a elas, sem saber como agradá-las ou conquistá-las.
E na noite vejo de tudo. Parasitas assassinando garrafas de álcool, anfíbios incapazes de uma frase original, moçoilas querendo diversões temporárias com sorrisos doces e meigos desesperados por um anjo, diabos atrás da gente e uma porrada de coisas a mais que só a noite estupidamente fria e gelada de alma pode oferecer.
Eu vejo e observo tudo isso, enquanto no balcão empadas me chamam, berram e fazem de tudo para que sejam consumidas.
E eu não to perguntando nada.

Um comentário:
vai uma empada aí?
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