quarta-feira, 2 de junho de 2010

E na noite procuro princesas esbeltas, mesmo sabendo que na manhã seguinte, quem me dará bom dia é mais uma burguesinha fútil e débil.
E na noite, vejo mórbidos principezinhos atrás de donzelas vazias, sem saber o que oferecer a elas, sem saber como agradá-las ou conquistá-las.

E na noite vejo de tudo. Parasitas assassinando garrafas de álcool, anfíbios incapazes de uma frase original, moçoilas querendo diversões temporárias com sorrisos doces e meigos desesperados por um anjo, diabos atrás da gente e uma porrada de coisas a mais que só a noite estupidamente fria e gelada de alma pode oferecer.

Eu vejo e observo tudo isso, enquanto no balcão empadas me chamam, berram e fazem de tudo para que sejam consumidas.

E eu não to perguntando nada.


Um comentário:

Anônimo disse...

vai uma empada aí?