
É tristeza, bolação, essas porras. Sem essa de raivinha e ódio. Passei do prumo quanto a isso. Quero paz, sabe? Nada que me aborreça. Quero alívio, gelo no chopp, água na cerveja, um vento na cara, a sensação inebriante do porre vindo, a leveza de espírito. Essas porras que um homem necessita às vezes quando se vê chumbado, carregado de uma série de fatores que entopem a carcaça e, principalmente, a cabeça. Sem enchentes aqui dentro, quero a pluma que flui, a vida que anda, segue, caminha pela calçada de madrugada, chutando lata, conversando com o cachorro, dando trocado pros mendigos se drogarem, ouvindo apenas o barulho do caminhão de lixo e os trabalhadores invisíveis da madrugada. Já senti raiva antes e foi péssimo. Até hoje carrego traumas que me deixam inseguro, gaguejando, mentindo, omitindo, tudo pra não me ver novamente cercado pela aquela sensação horrível. Auto sabotagem, manja? A gente faz de tudo, passa até por cima da ética pessoal pra não ter que sentir aquela vibe agoniante, mastigando a garganta, triturando as costas, pesando as pernas, confundindo e drogando a cabeça. Sem fugas. E há fatos. E há traumas que só não chegaram porque construímos centenas de quebra-molas no caminho, loteamos de câmeras de segurança, de caubóis de asfalto armados com fuzis, com livre arbítrio pra atirar em qualquer sensação que ouse se aproximar. Nosso demônios são alimentados diariamente e tudo que a gente mais quer nessas horas é colocar chumbinho na comida, fugir pra bem longe. Sonhando com aquele lugar no canto do bar, escuro, à meia-luz, um blues, um Peter Green de fundo, uma dose, alguns copos, um cinzeiro, fumaças e fuzuês internos sendo afogados...
A vida vai acabando aos poucos. Talvez precise recuperar alguma coisa aqui dentro, passar por cima de diversos fatores, parar de ceder a apelos intermináveis que ecoam aqui dentro. Não dar trégua ao pensamento livre e doutriná-los da melhor maneira. Super egoísta mesmo. Mas, ao menos, é o que indica que vai funcionar agora. É o joelho ralado e, ao invés de medicar, seguir com ele sangrando, ardendo, mas seguindo. Não se para por qualquer motivo e, talvez, tenha chegado a hora de falar praquele sorriso que você tá aprendendo a entender a vida da maneira como ela é, sem enganações, outdoors de praias desertas, felicidades em comprimido ou qualquer coisa. Que percebeu que é a hora de tentar dar uma trava aos pensamentos perdidos, de tentar minar as lembranças que povoam a mente a cada esquina dobrada. De tentar fechar os olhos e não sonhar, de olhar pro nada e não pensar, de afirmar que será assim. Eu não to dizendo que será. Mas eu tenho que tentar de alguma forma, to certo?? O futuro ao cara pertence, mas o passado é mais pesado do que o que está por vir. O amanhã ainda não chegou e, por isso, sem muitos planos então pro momento. Vou agir igual, talvez dê certo. Economizei erros demais e acho que chegou a hora de não poupar. Acho que tô meio Tiger Woods...
Um homem vai viver sempre em dúvida de algo. E não serei eu que quebrarei essa regra.
A vida vai acabando aos poucos. Talvez precise recuperar alguma coisa aqui dentro, passar por cima de diversos fatores, parar de ceder a apelos intermináveis que ecoam aqui dentro. Não dar trégua ao pensamento livre e doutriná-los da melhor maneira. Super egoísta mesmo. Mas, ao menos, é o que indica que vai funcionar agora. É o joelho ralado e, ao invés de medicar, seguir com ele sangrando, ardendo, mas seguindo. Não se para por qualquer motivo e, talvez, tenha chegado a hora de falar praquele sorriso que você tá aprendendo a entender a vida da maneira como ela é, sem enganações, outdoors de praias desertas, felicidades em comprimido ou qualquer coisa. Que percebeu que é a hora de tentar dar uma trava aos pensamentos perdidos, de tentar minar as lembranças que povoam a mente a cada esquina dobrada. De tentar fechar os olhos e não sonhar, de olhar pro nada e não pensar, de afirmar que será assim. Eu não to dizendo que será. Mas eu tenho que tentar de alguma forma, to certo?? O futuro ao cara pertence, mas o passado é mais pesado do que o que está por vir. O amanhã ainda não chegou e, por isso, sem muitos planos então pro momento. Vou agir igual, talvez dê certo. Economizei erros demais e acho que chegou a hora de não poupar. Acho que tô meio Tiger Woods...
Um homem vai viver sempre em dúvida de algo. E não serei eu que quebrarei essa regra.

Um comentário:
a cada postagem percebo traços de um sobrevivente.
deve haver você em você em algum canto bem intimo ou indecente.
tanto faz.
você é um fofo sim.
principalmente quando parece ser um humano, como nessa postagem.
adoro essa gente humana, bêbada e confusa.
abracinho broto
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