" ..quer que eu acredite que ele consegue viver na presença de mais alguém..."Diante de tanto caos, diante de tanta bagunça, brigas, desentendimentos e desespero, diante de tudo de errado que nos nasce a cada manhã, a sociedade e sua passividade, pouco a pouco, vai criando e alimentando indivíduos auto-permissivos, cansados e vencidos que, gradualmente, vão entregando os pontos ao(s) adversários. A vitória passa a ser egoísta apenas, em primeira pessoa. O prazer momentâneo vira troféu a ser conquistado, a conquista a ser buscada, a busca da glória, comemorada sob lençóis silenciosos e a heroína, a melhor amiga, a salvadora aliviante e o que restou diante de todo esse quadro, torna-se uma peça incapaz de ser manchada: a reconfortante sensação entorpecida. O quarto escuro para o qual todos queremos fugir.
É a paz em mercado-negro.

2 comentários:
É uma dura e triste realidade. Os piores sensores são os olhos fechados de uma sociedade que ignora o que está a sua volta. Sem chances, esses moribundos se agarram a única e derradeira forma de se libertarem. Será? O peso de uma prostação ante dificuldades múltiplas é que se torna o verdadeiro estímulos a esses mercados negros, onde uma suposta paz, reina. E o que fazer?
Consuma-os. Andorinhas já não existem mais e nossos verões andam andam camuflados e sob máscaras de outonos cinzinhas, cinzinhas...
Quer um compromido?
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