quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Réstias vagas da memória de um bêbado

* O Conto chegou pra esposa e disse:
- Vamos fazer uma continha?
- Claro, amor. Deixa-me só pegar um lápis, papel e calculadora.

* Preocupada com o estado de saúde e com o estresse cotidiano, Dona Crônica, aflita, indaga ao Dr.:
- Me fala Dr., o que tenho? É para me preocupar?
E o médico com cara reticente completa:
- Seu problema é crônico.

* O marido desconfiado da empolgação e da vestimenta mínima da lépida esposa, emenda:
- Para onde a senhora vai assim, toda prosa???
- Ai, como você é ciumento, Proso.

* Sr. Corcel pita com amigos enquanto, todo faceiro e orgulhoso, mata uma pinga. De repente ouve:
- E teus filhos Sr. Corcel, como vão?
- Ah!!! Meus filhos são meus orgulhos. Amém.
E segue:
- O mais velho mora no Nordeste e vive de música regional. É famoso por lá. É o Cordel.
Nossa. Deve ser mesmo motivo de orgulho pro Sr.
- O mais velho se meteu com esse negócio de TECOLOGIA e foi morar nos EUA. É conhecido no mundo todo. É o Corel.

* É tarde da noite e a discussão rola solta em família. O primo VERBO desafia o primo VERSO:
- Sem mim, você não vive.
E o VERSO, ironicamente, reage:
- Claro que vivo. AMOR, CÉU, VIOLÃO. COR, PASTEL E CORAÇÃO.
Revoltado, o primeiro abandona o recinto berrando:
- COMO VOCÊ É FALSO!!!

* Um casal apaixonado vaga pela Lapa numa chuvosa e deserta madrugada de segunda-feira. No carro, um casal:
- Diz a lenda que nunca mais se desgrudaram desde a primeira vez que se viram. Diz o marido.
- Sério? Que bonito. Como se chamam?. Indaga a esposa.
- Boemia é o senhor. A mulher é a poesia.

* O rato e a rata estão saindo e se conhecendo. No final da noite, não muito empolgado com a rata, o rato sem vergonha alguma dispara:
- E aí, vamos ratear???

* No interior, um caipira cruza com outro que sai de casa.
- E aí, firme??
- Não. Ainda tá na novela.

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