quarta-feira, 27 de maio de 2009

Faço hora extra até pra beber...

Descobri que meu sonho foi por água abaixo. Não mais posso sonhar o sonho do futuro. Aquele assim, sabe, que torna nossos olhos brilhantes, nossa alma envaidecida e que, por motivos de tal euforia, nos deixa com aquela insegurável vontade embebecida.
Me falaram, quer dizer, na verdade li, que um grande escritor – e não enquadramos aqui a verve em que ele deseja ( sonha? ) se encaixar – pra se tornar um de fato, necessita de ter nascido pobre e – o mais importante – ter sofrido. E muito...
Não sei até que ponto o sofrimento possa ser medido. Um ISSO 9002 sentimental, creio eu, ainda não foi inventado. Não sei se meu mimado e rebeldezinho sofrimento é capaz de ser inserido e encapitulado em gramaturas e capas duras à ponto de divulgação. A segunda parte, também creio – vale ressaltar, não foi me medida por mim – ou ambos os dois – o que me deixa atônito, incrédulo na dúvida certa de que o que foi lido, tem pra lá, seu fundo de veracidade.
Isso me deixa assim, meio sabe-se-lá-o-quê....Só sei que escrevi.
E que vou beber pra – tentar – esquecer, ou, lembrar de tais fatos na mesa de boteco. ( Porque mesa de bar é pros escritores ditos acima, passamos deste nível - to indo bem, vistes? )

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