quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Nunca mais? Não, nunca mais.

Nunca mais homem-aranha? Nunca mais tio Dânio? Nunca mais pikurrucha? Nunca mais Domingo à noite?
Nunca mais....

Noite totalmente em claro. Poucas horas de sono. Talvez poucos minutos e o restante do escasso tempo acompanhado apenas do descaso e do dia que tardava a amanhecer.
Pensamentos demais, sono de menos. A dúvida talvez seja a única certeza, assim como a saudades. Essa sim, latente, viva e forte. Não me recordo de uma noite tão mal-dormida assim pelo excesso de pensamentos dolorosos.


Enquanto isso, sigo olhando prédios e janelas de quem não conheço, talvez invejando, desejando, sonhando e, de repente, querendo apenas por momentos trocar de lugar com aquela luz acesa de mais um sonâmbulo social. Até que esse furdûncio todo passe e traga de volta meu caos, MEU caos, meus desafogos, devaneios, minhas pirraças, meus defeitos, manias e mentiras.
Todas minhas. Só minhas.

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