sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quando...

Quando você estiver com o pau da próxima companhia na boca, você vai lembrar dos beijos que eu te dei;

Quando estiver com os seios na língua dele, você vai lembrar dos sabores que tive de seu corpo;

Quando ele estiver mordendo teu rabo, você vai lembrar da ficção que eu tinha pela sua bunda;

Quando ele estiver te chupando, você vai lembrar da minha boca sussurrando em teu ouvido;

Quando ele estiver te despindo, você vai lembrar dos elogios que tecia a sua vestimenta;

Quando ele estiver te pegando no “papai-e-mamãe”, você vai lembrar de nossos falhos sonhos de marido e mulher;

Quando você estiver sentada na pica dele, vai lembrar das reboladas que dava pra mim, me provocando;

Quando ele estiver te comendo de 4, você vai lembrar das vezes em que ficamos em pé, bebendo, rindo e conversando;

Quando ele estiver te dando tapas, você vai lembrar dos leves passeios de mão que dava por seu corpo;

Quando ele estiver puxando teu cabelo, você vai lembrar dos puxões que te dava, procurando sua boca, seus lábios;

Quando ele estiver te chamando de vadia, puta, cachorra no pé do ouvido, você vai lembrar das juras de amor e das dóceis e sinceras palavras que pra você pronunciava;

Quando ele te matar de prazer, você vai lembrar que morri de amor;

Quando ele estiver gozando na tua cara, você vai lembrar de mim fazendo carinho em seu rosto;

Quando ele terminar, decidir ir embora e te magoar com a frieza como tudo aconteceu, você vai se lembrar de que também fui, maltratado e magoado pela sua decisão, da maneira como aconteceu;

E quando você se entristecer achando que não existe mais amor, você vai lembrar de mim. Sem saber que estarei despindo, lambendo, chupando, provando, batendo, xingando, sussurrando, metendo, fodendo, comendo, proporcionando e tendo prazer e gozando na cara de qualquer vadia que me aparecer. Enfurecidamente lembrando de um amor, que um dia tive....

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