Tenho medo de passar a vida buscando um sentimento puro, livre de referência e que algum dia alguém possa ler, conhecer e entender. E o melhor: se identificar. Meses, anos, décadas, séculos e épocas depois, mesmo com todas as mudanças que o futuro e a modernidade impõem as cidades e sociedades, mesmo assim, se identificar e achar atual. Cabível perfeitamente no instante lido.
Mas tenho medo de só conseguir idéias inúteis, pensamentos vazios e circulares, como todo inútil e patético teria. Supérfluos e clichês que a todos agradam mas que aumentaria a humilhação diante do conhecimento dos sábios almejados.

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