E lá foi eu entrar no depósito de decepções humanas – local das mais profundas viagens a sós que alguém pode ter. Sim, é lá onde tudo termina ou começa. É lá onde nós nos encontramos e chegamos a decisões que futuramente são tomadas, pensadas e/ou analisadas – pra saciar minha fisiológica vontade. Trinco fechado, coloco meu instrumento de criação e prazer pra fora e me preparo pra jogar fora todo líquido excedente na carcaça da alma. E PUM!!!! Eis que a bomba visual decepa minhas entranhas, pondo a fundo toda euforia que o prazer pra fora me daria.
Lá estava a merda boiando solitariamente como se quisesse me afrontar. Lá estava aquela porra, ops, aquela merda me olhando com seus co-irmãos pequeninos. Parece que me diziam: “ ei, ó nós aqui...não nos afogue mais..” A porra ( caralho, é merda! ) com todos os ingredientes que um somaliano jamais deve ter conhecido. Estava lá revestida e acompanhada de uns cinco grãos de milho, alguns de feijão, alguns grãos indecifráveis e eu, sem o menor interesse de saber de onde vieram. Reluzente, vistoso, graúdo mas de qualidade duvidosa, expelia sem o menor pudor todo seu odor totalmente dispensável.
Minha face foi totalmente invadida pelo asco, pelo nojo. Também sem o menor pudor, despedi-me lentamente deles, dando-lhe tchaus e vai-na-sombra a cada um dos já tontinhos pedaços de dejetos, que finalizaram a despedida rodando, rodando, rodando e sumindo, rodando, rodando, rodando e sumindo, rodando e sumindo, sumindo, sumindo e sumindo.
Blopt!! Ainda deu tempo de dar um último adeus e atentar-lhes com as barcas e catamarãs que fatalmente iriam encontrar.

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