terça-feira, 1 de julho de 2008

De novo não.

Não senhora. Com todo respeito que lhe tenho, mas desta vez não. Há exatos um mês que a recebera. Fui cordial, respeitoso e meu passivo silêncio fez com que seu admirável trabalho fosse cumprido.

Desculpe, mas como ousa retornar tão cedo com um olhar de quem tem certeza do triunfo? Não tens medo próprio?

Desta vez o respeito passará longe caso se aproxime. A passividade já não existe e a admiração encontrará forças na decepção, na mágoa.

Não foi este o acordo verbal. Nem de longe este foi o trato. O combinado foi manter distância enquanto meus pedidos de reza matinal continuarem. Não é justo bumeranguear tão rápido pois existem outros. A lista é extensa. Imensa e interminável. Incalculável. Como ousa furar fila e reaparecer? Nem convidada fostes...

Irá se arrepender!!! O pequeno príncipe nos chegou há pouco tempo e despertou nela uma vontade de viver jamais vista. Comprove e veja.

Não poderás competir com as forças que a cercam. Não adianta resistir. Encare teu habitat pós-própria e se contente com visitas relâmpagos e repentinas em lares alheios.

Já a aceitamos assim! Seja esperta e conforte-se. Abuse de seu poder mas sem exageros atropelados. Entenda.

Aconselho-te a seguir em frente sem a audácia de olhar pra trás. Cumpra teu ciclo e não provarás do próprio veneno...

Não siga em paz. São meus singelos votos...

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