segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eu sempre fui assim, não adianta. Desde que me conheço como homem, vivo desejando todas as mulheres por quais eu cruzo. E depois que cruzo com elas... Não sei se é doença mas eu gosto de ser assim. E as mulheres também. Elas pedem, mesmo que inconscientemente, para que a fodam, a destruam no maior sentido do prazer. Elas se vestem para o sexo, o tempo todo. Freud estava certo. Ele afirmou que o sexo é instinto inconsciente em todos nós. Quando o ser humano vê alguém interessante, automaticamente ele pensa em sexo. Não adianta negar nem ser hipócrita. Sexo é bom, que mal há nele a ponto de ser um tabu entre as pessoas? Pura hipocrisia de gente que não assume o que deseja. Ainda mais pela cidade, estão todos espalhados, preocupados com suas reuniões e aparelhos de última geração. Maridos viajando em suas loucuras corporativas enquanto as esposas ficam à mercê dos outros machos que ficam à espreita de uma oportunidade. Eles trazem dinheiro pra casa mas esquecem de, também, vir com fúria corporal, com desejo de sexo, de amor, de carinho, afim de satisfazer suas companheiras. E depois? E depois reclamam ou, injustamente, a julgam com as mais baixas nomenclaturas quando elas ficam assim, ansiosas por uma bela e faminta rola. Somos humanos. E, independente de sermos homem ou mulher, possuímos desejos, fantasias, vontades, volúpias... E aí? E aí aparece alguém disposto a dar o melhor de si, a acompanhá-las nos momentos mais íntimos, de estar presente estrategicamente nas horas de carência, de se dedicar exclusivamente nas horas escondidas e elas acabam se entregando, mesmo que não num primeiro momento. Eu sou assim. Desde pequeno eu soube captar a essência feminina. Sempre soube absorver, capturar com um olhar o desejo ou a carência que delas era expelido. Não me considero um depravado ou pervertido, pelo contrário. Eu não saio por aí cantando ou falando besteira a qualquer mulher que passa. Eu possuo respeito e exigo o mesmo, que fique claro. Acontece que quando a gente gosta e é aficcionado por uma coisa, a gente acaba exalando isso. Meio que fica escrito na cara o quão gostamos de determinada coisa. Acredito que comigo aconteça isso. Eu não rotulo ou pré-julgo ninguém. Apenas exponho o que penso e gosto e na maioria das vezes a mulher sente interesse. Fazer o quê? O marido ou namorado não gosta mas eu e elas gostamos, entendeu? No fundo acho que até faço o bem. Entendo que relacionamentos são difíceis. Depois de um bom tempo de convivência, a coisa ou piora ou se acomoda. O cara já não liga pra mulher como antes por diversos motivos. A mulher vai sentindo-se desvalorizada, sentindo-se incapaz de despertar algo na pessoa com quem decidiu viver e acaba se acomodando. Se enfeiando e não percebendo isso. E aí a relação esfria sentimentalmente. Sexualmente, inexiste. É aí que entro pra salvar a relação. Com algo extraconjugal, a mulher não se sente tão desvalorizada. Ela se sente desejada em determinados momentos e acaba não levando “problemas” nem estresses ao marido que, por sua vez, em determinado estágio de vida, só quer paz e arroz. Desse modo, acabo levando ( mesmo sem estar presente) paz às relações terceiras. E ainda tem nego que me acha vulgar e canalha?? Ah, vão se foder. Eu gosto disso mesmo e assumo. Eu amo. Eu adoro sexo. E elas também. Repito toda hora porque isso me faz bem, me acalma e me dá paz. Os executivos em suas reuniões desejam apenas lucro e cifras altíssimas. As esposas deles, desejam apenas um cartão de crédito ( que eles fornecem ) e uma boa e gostosa gozada ( nesse caso, fornecido por mim). É ou não é um bom negócio?? Elas pedem, volto a repetir. Elas gostam. Pedem que eu dê na cara delas. Eu capricho. Nada de porrada, apenas dosados e tentadores tapas que a deixam com aquela sensação de êxtase. Sentem-se dominadas, desejadas, devoradas, consumidas, consumadas....deliciam-se em mim enquanto me delicio nelas. É justo, concorda? Em meio a tanto caos urbano, tanta violência, as pessoas precisam trabalhar menos e gozar mais, porém, quem enxerga isso?? E aí, uma me recomenda pra outra, que passa meus desejos pra uma terceira, que me liga e marca de sair. Elas já sabem o que quero e já sabem também o que desejam. Com isso, não tem perda de tempo, coisa rara e sagrada hoje em dia. Elas pedem mais, pedem que eu as prove, experimente, lamba, chupe-as, sussurre, grite, aperte....elas querem viver, coisas que os relacionamentos atuais não permitem ou cerceam. Elas querem viajar. Desejam sentir-se damas, meninas, moças, puritanas, cachorras, piranhas, safadas, vadias. Sabem que não são e possuem potencial bem longe disso. Muitas também são executivas, possuem seus altos cargos e suas responsabilidades lá no topo. Mas (pra mim, graças a Deus), não esquecem que antes disso tudo são mulheres e assim como elas, possuem suas maiores fantasias e loucas vontades de se entregar de verdade pra alguém que não está nem aí pra pudores ou pré-julgamentos. Elas, assim como nós, possuem seus desejos e vontades acumuladas por essa sociedade pra lá de hipócrita onde o homem pode ter amantes e comer as amigas das amantes, inclusive. A mulher – tadinha – a mulher fica em casa com a barriga no tanque.Sociedade essa que tanto buscou a igualdade dos sexos que elas se descobriram e hoje estão aí. Pro que der, dar e vier. Hoje elas trabalham, malham, ensinam, lecionam, buscam as crianças no colégio, pagam contas e no fim dos dias também conseguem estar lá, com a barriga no tanque. A diferença é que atrás dela tem alguém mordendo seus ombros, puxando seu cabelo, passeando com a mão por suas coxas, costas, lambendo e provando cada cm daquele corpo que anseia relaxar. O homem deliciosamente esfrega sua barba na nuca dela, que arrepia. Ela fecha os olhos e sente a respiração dele, a língua encharcando seus ouvidos, enquanto um abafado gemido escapa da parte delas. As mãos do seu dono naquele momento descobrem suas partes mais íntimas, apertam sua cintura, sua bunda, mordem suas coxas, mordiscam seus seios, aperta, belisca, ele é voraz, guloso, tudo que ela é mais que ele. Ela não pensa em mais nada, apenas na louca vontade que está no momento. Ela já cumpriu o seu papel do dia. Ela já honrou os pgtos, colocou as crianças pra dormir, deu atenção (que não é recíproca ) ao marido, agendou e marcou reuniões. Agora ela tem tempo pra ser ela, ou melhor, dos desejos dela. Sem vergonha alguma...Ela anseia o momento que vai virar, morder e provar aquele cara. O momento em que vai ajoelhar e sem pudor algum, vai engolir aquela pica por inteiro. Provando, saboreando, engolindo, esfregando na cara, batendo com ele no rosto, chupando o saco e repetindo esse processo por inteiro. Ela se sente molhada, encharcada e quer mais. Muito mais. Nem o marido na sala de casa a espanta. Foda-se ele no momento, fodam-se eles, ela e o cara que nesta altura esta abrindo as pernas dela e deliciosamente mordiscando a buceta que implora por algo mais. Foda-me, é o que pensa agora. Ele aperta sua bunda enquanto com a língua experimenta todos os sabores que ela a ele proporciona. Foda-se o mundo. Fodam-se eles, obviamente. Ela pensa no quanto as relações estão falidas e no quanto há tempos, ela deseja um momento como este. Ela se perde em meio a prazeres e devaneios. Ela pensa e não age, apenas geme com sofreguidão, quase chorando. Ela sofre de prazer, se afoga entre soluços, desejos e vontades. Ela não percebe, ela está entregue no exato momento em que ele penetra com toda força sua já não mais usada buceta. Há quanto tempo ela não sente algo do gênero? Há quanto tempo não sente essa coisa louca, essa sensação de sentir-se domada, usada, adorada e adorando? Ela sente a piroca desvirginá-la novamente. Ela não percebe mas já está de 4 na beira do tanque enquanto o cara soca gostoso nela, enquanto com uma mão a pega pelos cabelos e a outra castiga seu rabo com deliciosos e “ mais, bate mais, bate mais” tapas... Ela quer mais. Ela não quer mais nada. Ela ouve em alto e bom som: “ Geme sua vadia, geme. Era isso que vc queria. Rebola gostoso que vc queria isso: pica.”. Ela obedece, ela delira só com a sensação de obedecer. E ele não pára: “Vai piranha, sinta-se desejada enquanto te uso, te como, delicio-te e me dou prazer...” Ela desfalece, ela delira, ela voa, flutua...e nesse tempo enquanto flutua, mal percebe que já encontra-se de joelhos, com a boca aberta e com a cara toda lambuzada, jorrada, suja e inundada.... ela sorri, ela gargalha, ela desfalece de vez, ela se sente feliz, talvez como nunca tivesse se sentido na vida. E, em meio a esta felicidade, ela não percebe que seu homem foi embora e que tudo não passou de deliciosos momentos de desejos e fantasias em sua mente carente..... Eu sou assim, entende? Eu gosto de sexo. Elas gostam, elas desejam e eu também. Não me culpe por ser assim, digamos, imparcial com seus desejos e vontades mal-saciadas. Eu sou assim...
Alguém, que não me lembro quem, me pediu a re-postagem.
Pelo visto, re-identificações.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

decorando fugas


Tesão. Delícia. Sussurras em silêncio teus desejos. Fale ao espelho, te encare e se admita. Se vença, se ganhe, se orgulhe e te perdoe. A vida é muito mais que abraços vazios sob a cama morna. A ficha vem caindo e você se despedaçando em decisões arrependidas. Imploras o tempo perdido nas esquinas que antecedem tua chegada. Chora e sorri, confusa, lágrimas de felicidade e sorrisos inválidos. Vida cruel e cretina, mas prazerosa quando te rende às imaginações férteis que lhe povoam. As unhas roídas, dando fim a réstias daquele esmalte bege-morto, trocando confidências com a língua que, maliciosamente, umedece os lábios e alimenta a mente. Fugas intempestivas atropelando possíveis pensamentos de arrependimentos. A adrenalina se torna o sangue, o desafio se torna o ar, tudo em volta escurece e o caminho à frente é a única solução pra cura das pernas trêmulas, dos disfarces cada vez menos convincentes e da secura que esquenta teu corpo. Te libere, pague teu próprio resgate e venha...apenas venha.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

e neguinho continua fazendo merda...

Porra, se pararem de fumar ou diminuírem a quantidade de fumaça inalada, as pessoas vão viver mais. E vivendo mais, são mais pessoas no mundo. Já não tá dando assim, imagina se aumentarem a média de anos vividos por todas essas pragas que insistem em não ceder? E com mais anos de vida a todos, teremos mais guerra, mais egoísmo, mais confusões, estresses, discussões, aborrecimentos, roubos, assaltos, estupros, pecado, gula, luxúria e mais todas estas mazelas que nós, o câncer da natureza, somos capazes de “colaborar” com o mundo. Com mais semanas de vida, presentaaaaaaaaaaaço, hein, a nós dados, é mais bebida ingerida, mais alcoolismo, mais conta a se pagar, mais crédito, mais débito, mais perda, mais traições, mais enganos, mais pessoas sem caráter fazendo hora extra no planeta, mais multas, mais apitos, mais maconha, pó, crack, haxixe, skank e afins consumidos. Mais Zezé di Camargo, Belo, Xande, Ivete, Claudia Leite, mais mulher melancia, mais meninas da uniban, mais remédios consumidos, inventados, comprados, degustados, mais pílulas do dia seguinte, mais camisinha, mais gravidez, mais nenéns, mais adolescentes, mais adultos, mais velhos, mais gratuidade obrigatória, mais filas em hospitais, maracanas lotados, mais flamenguistas, mais fechadas em trânsito, mais ônibus cheios, pontos de ônibus cheios, mais senadores, advogados, engenheiros. E mais construções, mais desabamentos, mais tragédias, mais mortes, mais caixões, mais enterros, mais velórios, mais lágrimas, dor, sofrimento, revolta, mais revoluções, tiros, tumultos, mais boates, mais túneis, mais poluição, mais achismos, mais formadores de opiniões, mais sábios, mais fodões, mais búzios, mais salvador, mais ouro preto, mais floripa, mais argentinos, mais paulistas, mais mineiros, cariocas, mais brasileiros, mais sul-americanos, mais êxodo, mais imigrantes, mais balas perdidas, mais filhos perdidos, mais pais perdidos, mais descobertas, mais histórias, mais conflitos, mais igrejas, mais deuses, mais santos, mais decisões....
Ufa, cansei. Tá vendo o que deu essa porra de lei do fumo. Deixem-me-nos morrer em paz. Ao menos isso, diante de tanto mais(es)....

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Impropérios injustos e o jorrar preciso do velho Buk...


Tava conversando com uma menina que trabalha na faxina aqui da empresa. Ela comentando que tava sem gás em casa e que precisava comprar. Reclamou do preço de onde ela mora, R$ 40,00, e quando questionei esse valor, recebi: “ ...é que o tráfico atua lá dentro também com um depósito de gás. Se você comprar fora da favela, eles tomam o bujão e te ameaçam. Assim, a gente só pode comprar deles, com eles, sempre. E, por sua vez, o caminhão da companhia de gás não pode entrar lá, eles não deixam.” E foi assim. E é assim. E neguinho comemora cegueta a chegada das Olimpíadas. Nada contra, acho que é por aí. Mas, diante de tanta bolsa-caralho-à-quatro, falta de luz, água, gás, helicóptero caindo, crack chegando, matando, exterminando, tiroteio, polícia sufocando os morros, fazendo com que a bandidagem desça às ruas e pratiquem todo tipo de delito e cagando bombons se tem ou não autoridade por perto, roubo à mão armada, tráfico, seqüestro, neguinho morrendo nos hospitais, médicos sem receber, professores humilhados, aposentados tratados com descaso, e, inerte a tudo isso, os governantes andando de carro blindado, no ar-condicionado, tomando whisky e garantindo sorrisos dos parentes, diante dessa porra toda estampada na nossa cara, me diz você, o que comemorar???

Não é pessimismo, é realismo. Essa menina que trabalha aqui, passa por maus bocados, acorda às 4, pega buzum – precário, vale dizer – lotado, trabalha pra porra, sai às 17 horas e quando chega em casa, não pode tomar um banho pois tá sem água, não pode assistir uma TV em função da falta de luz e, ainda por cima, não pode nem cozinhar nada porque a bandidagem inflacionou o bujão de gás e proibiu a compra fora da comunidade. E ainda dizem que exageramos e querem que deixemos de ser pessimistas?
Comentei com ela que ninguém é bonzinho à toa e que é foda ver o outro lado, saber que quando a polícia invade, morador colabora e ajuda os marginais. Assim, nem tem como cobrar, concorda??
Sei que muitos marginais ajudam os moradores. Alguns colaboram com remédios, mantimentos e uma porção de coisas. Mas em troca da conivência, é óbvio. Eles andam mais cagados que a gente, logo, aproveitam da incompetência do Estado e atuam como "heróis", em troca de comodato e silêncio. Mas, à toa e de graça, só boquete de bêbada. Paciência, baby.

É foda. Mas enquanto brincarmos de faz-de-conta, acharmos que as coisas vão melhorar e de que é preciso ter fé e acreditar no tal deus, caminhamos descalços a passos largos rumo à ponte.

Mudando, mulher que lê Bukovski, eu não conheço. Sei que existe uma porrada, mas é que devo estar andando no lugar errado ou as tais andam acordando muito cedo e dormindo cedo, fazendo com que vague por aí sem chances de encontrá-las. Mas é foda, é maneiro. Mulher identificar poesia, literatura e talento nas letras do velho, vale até uma rodada inteiramente grátis. E se, ainda por cima, pousar nua com um livro do devasso entre as pernas, Santo Deus, é de causar paudurescência pra caralho. Foi o que fez a Fernanda Young no ensaio da playboy.
Maneiro saber que, apesar de todas essas desgraças acontecendo, de todas os golpes tomados diariamente, das porradas mal dadas, mal recebidas, mal digeridas, de tudo isso enlouquecedor que chamamos de cotidiano, mesmo assim, determinadas atitudes me fazem crer que, no fundo, fundo mesmo, ainda restam coisas maneiras e aplaudíveis.
Buk deve estar feliz, socando uma punheta, soltando gemidos e brindando com o companheiro capeta as glórias que ainda irá receber.

Uma garrafa de hipocrisia, por favor.


Que quero que a lei anti-fumo se foda. Aliás, eu quero que os hipócritas tenham o mesmo caminho.
Saí de casa e levei uma “baforada” de monóxido de carbono de um carro na rua, onde o motorista bebia uma latinha de cerveja e esbanjava um adesivo “ Lei Seca. Eu apoio”, e ainda teve a ousadia de jogar papel de biscoito pela janela do carro.
Cheguei ao metrô e tive que gladiar com os demais semelhantes em busca de uma posição, no mínimo, digna de quem pagou o bilhete. A meu lado, um indivíduo deixava sair de seu ultra-super-celular, um funk de nível baixíssimo. No banco de idosos, várias ninfetas e suas periquitas saltitantes conversavam sobre TV, Msn e micaretas, enquanto os velhos contavam apenas com suas bengalas para não cair. Dentro do vagão, o ar não funcionava e se não fosse a falta de gel e o roupão branco, jurava que me encontrava dentro de uma sauna à espera da moçinha educada e gentil que me faria massagem e me mostraria que a vida até que vale. Ao chegar ao destino, com 12 minutos de atraso, vale ressaltar, quase fui atropelado por um carro que avançou o sinal vermelho. Procurei em volta um guarda, mas o mesmo estava dialogando animadamente com um camelô, que o aconselhava sobre filme X ou presente Y. Cheguei ao trabalho e a recepcionista me entregou um documento que me chegara, do Detran. Curioso, abri. Lá dentro, uma multa por excesso de velocidade de um carro que vendi a, exatos, nove anos atrás e que nunca esteve em meu nome.
Tentei relaxar. Tomei um café e abri o jornal. “Na capa, em fonte alta: “Bandido Paspalhão do Morro do Chocolate, liberado após falta de prova”, ” Governo estuda aumentar o imposto X”, “ Idoso morre na fila de hospital, enquanto esperava atendimento, após 12 horas em fila”, “ Paulo Coelho ganha o prêmio internacional XYZH”, “ Ninguém segura o Mengão: 2 X 0 no Bangu”, “ Jovem morre atropelada por motorista alcoolizado”, “ Família feita refém por marginal drogado”, “ Artista que lutava contra a desigualdade é assassinado”, “ Cantor de pagode leva 100 mil pessoas ao show”......
Desisti de viver e fui fumar, mas fui alertado por um colega de que é proibido e que eu corria o risco de ser preso.
Que sorte a minha ter um colega assim, pensei.

Procuro AP


Bolsa-celular, bolsa-escola, bolsa-família, bolsa-cachaça, bolsa-cigarro, bolsa-mau-humor, bolsa sorriso, bolsa boteco, bolsa-blues-rock-mpb, bolsa-dinheiro, bolsa-cartão-de-crédito, bolsa-cú, bolsa-boquete, bolsa-tapa-na-bunda, bolsa-puxão-de-cabelo, bolsa-toma-safada, bolsa-gozada-na-cara, bolsa-não-enche-o-saco, bolsa-metrô-vazio, bolsa-vasco, bolsa-pistola, bolsa-drogas, bolsa-não-apagão, bolsa-carteira, bolsa, bolsa e bolsa.
Exigo meus direitos. Como mero e reles contribuinte, quero deixar claro que meu direito de preferência também deve ser respeitado. Como cidadão – independente do nível social, econômico e político – desejo ostentar a medalha de carioca e brasileiro. Por fazer parte do mundo, quero ter o direito a todos os benefícios e facécias que aos outros são designados. Informo que procuro imóvel em favela onde não seja necessário o pgto de água, luz, gás e IPTU. E que o mesmo, seja próximo a uma birosca que aceite todos os tais programas citados acima. Aproveito pra também informar que, em função de inúmeras vantagens que nosso poderoso governo oferece a todos, não trabalharei pra não ter que acumular dívidas e assim, minimizar os custos do país. Ficarei em casa o dia inteiro usufruindo das artimanhas milagrosas que a nós são oferecidas, justificando assim o slogan: Brasil, o país do futuro. Ah, vou pagar com RioCard.



Porque é aquela coisa que volta e meia falam e que me deixa pensativo. Porque uma hora ou outra, não agüentam a “pressão” e desandam. Em paralelo, nem deixo de concordar. Levar a vida ao lado de um advogado, um engenheiro, um gerente de banco ou coisa que o valha, sem dúvida alguma, é bem melhor que por cá do lado. A vida é mais mediana, leve, sem muitas oscilações ou controvérsias e sinais de perigo e alarme tocando quando as contas chegam. E emoção – até porque é melhor não comprometer o coração com batidas descompassadas e nem exigir muito do cérebro que precisa estar a mil pro início da semana - só quando assistem aquele DVD água com açúcar no final da tarde de Domingo após voltar da visita da sogra, um abraço no sogro, uma leve discussão sobre o cunhado, um ciuminho da cunhada e, pronto, tá tudo certo. É óbvio que é muito mais fácil um passeio no shopping pra comprar um sapato, uma blusa social, aquele novo aparelho de celular e, pra fechar com a tal chave de ouro, um lanche do MC Donald´s na praça de alimentação. Diz pra mim: é ou não é uma vida de causar inveja???
Com o tempo, relaxa e fica geléia, de nada vai adiantar ser um puta companheiro, um excelente amigo, amante, homem, mulher, amigo, amiga ou qualquer coisa que também entre no quesito de valor, se a única satisfação e certeza é a insatisfação.
No fim, é tudo igual. Um bom livro, uma garrafa, um blues e você. Esse quarteto fantástico, capaz de causar inveja a quase ninguém que, por ousadia, tente vaticinar algo.

Mas, me diz, quem se importa??

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Reflexos Contemporâneos: Parcela-se a culpa, enquanto o prazer é à vista!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um guaravita, por favor.

Porque ao mesmo tempo que, sem reclamar, dou cigarros e moedas à esses moleques de rua, pensando que só assim, quem sabe, como ratos, se disseminam, aniquiliam, se contaminam (como eu) e vão-se embora mais cedo, deixando-nos livre dessas pestes, também tenho, às vezes, vontade de pegá-los pela camisa (quando os tem) e falar: “Porra, moleque. Tu não enxerga isso? Não enxerga que eles querem isso? Que vocês se matem? Que a gente se mate? Não possuem o mínimo de noção em ver que eles estão pouco se lixando pra vocês? Quanto menos, melhor?”

Fico indignado e entendo que não tiveram suporte psicológico, familiar, ninguém que servisse de algum tipo de alicerce para que observassem a situação em geral. Entendo que são vítimas e reféns – assim como nós – dessa maquinaria toda que existe por trás de promessas de melhorias e sorrisos na face. Compreendo que cresceram assim, tendo como base “heróis” que remam na contramão, contraventores de esquinas que se vangloriam por qualquer moeda excedente, fazendo-os crer que somente cenas assim, ações do gênero e atitudes similares é que os fazem ser vistos. Precisam de uma luz de palco neles e somente assim, conseguem.

Mas, porra, custa tentar fazer um mero esforço e adivinhar que querem que ajam assim? Que o cara que cheira, que esfola a porra do organismo no crack, que entope de benzina a mente, que alimenta o vício enganando a fome, é, na verdade, a peça principal pra que as coisas continuem assim? É o pseudo-ator que, nas cenas em que gesticula, o fazem crer que a “onda” é essa, que a “glória” e a salvação estão nos passos que dão? Porra, atitude companheiro, atitude!!!!!

Tente fazer o inverso, tenta de alguma maneira caminhar em outra direção, quem sabe assim, fodendo os de lá de cima, reais donos de todas as mercadorias por ti – nós? – consumidas. Dá a cara pra bater, o bote, o “perdeu”, o “ não reage” e o “fica quieto” neles, não em nós – eu e você – todos vítimas e alvos deles, sem exceção.

É foda dar o primeiro passo na direção contrária quando a massa toda vem em sua direção. É punk remar contra, tendo apenas como escudo a porra do remo manual, enquanto a cidade pulsa cegueira corporativa e te engole, te atropela, te amassa e te cospe nos bueiros e canteiros da esquina. É triste a admissão dos pontos perdidos.

Mas, foda-se. Quem sabe um dia, quando pararmos de apontar nossos fuzis um ao outro, quando quebrarmos os espelhos e decifrarmos que por trás deles existe vida, quando ousarmos audácias em gestos abusados, re-mirando e re-buscando os verdadeiros alvos atrás de babacas engravatados dando segurança a imbecis egoístas que reinam sentados em frente ao ar-condicionado enquanto fumam charutos e arrotam espumantes, a gente não dê a demão final, deixe as porras das máscaras caírem e mostre que, apesar da cara de babaca e da bunda na janela, ainda temos parcos pensamentos em prol de um todo.

A decisão final será nossa, só nossa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Literatura assassina sob sons e gemidos.

Bukovski me acertou em cheio.
Bortolotto veio no estômago
Kurt Vonnegut me atingiu na cintura.
Caio Fernando, maliciosamente, triturou meus pés.
Baudelaire, por incrível que pareça, precisamente, trincou meu joelho.
Raulzito montou no pescoço enquanto a caixa do Bob Dylan trocou de lugar com a clavícula.
Reinaldo Moraes e Mutarelli praticamente acabaram com minhas canelas e batatas da perna.
Hunter Thompson veio direto no queixo, rindo de forma sarcástica, caçoando de minhas dores, alucinadamente chacoalhando meus últimos suspiros.
Apesar de tudo, eu ia agradecendo por, ao menos, estar enxergando toda a cena quando, pra finalizar a ação conjunta, Kerouac e sua trupe, de forma irônica e trôpega, decretaram o fim da diversão me fazendo apagar a retina e tudo que um dia guardei na cachola.
É porque minha cama fica embaixo da minha prateleira de livros, Cd´s e DVD´s. Ela cedeu e, na madrugada, fui atropelado sem dó por todos eles. Até ter a porra da exata noção do que tinha acontecido pois, obviamente, estava dormindo, foi um pesadelo.
De resultado: arranhões, alguns rouxidões, dores pelo corpo e um galo na testa.
OBS: "Textos Autobiográficos", do Velho Buk, "Pornopopéia", do Reinaldo Moraes e o " A vida como..." do Nélson Rodrigues pesam pra caraleo!!! Ficaadica.