quarta-feira, 24 de junho de 2009

Coturnos no umbigo

Lembrei de você, nem sei por quê. Aliás, venho lembrando não só de você, mas de uma par de gente que passou e ainda passa por aqui por dentro. Lembrei do seu sorriso. Preciso e momentâneo. Decidido e indeciso. Teu próprio sorriso. Pode ser nosso sorriso, nossa própria cara? Pois teu sorriso é a tua cara, me entende?
Lembrei de suas auto-cobranças. Lembrei também de suas auto-lambanças. Lembrei de nossos sonhos de criança. Separadamente se juntando.
Lembrei do seu caminhar. Lerdo, lento, tosco, espaçado, meio caindo, meio se equilibrando, meio que pisando em ovos, escorregando em geléia. Definindo em poucas palavras, um olhar como se dissesse: ” Foda-se “ para o resto doto do mundo. O epicentro é você, nada mais importa.
Lembrei de você olhando e recebendo-me em troca. Lembrei do meu jeito mal-humorado que era rebatido com sorrisos e manhas a tarde, logo após acordar.
Lembrei de planos, sonhos e promessas. Lembrei das nossas vozes embargadas, puro efeito da cachaça. Lembrei da cachaça. Lembrei dos abraços de olhos fechados. Lembrei do quanto discutíamos futuros, presentes e passados. Lembrei de nossos presentes trocados. Dos não entregues e revelados. Lembrei de nossos segredos e de todos os que ficaram retidos dentro de nós. Lembrei de nossos medos, esperanças – principalmente nossas – vinganças e pirraçinhas.
Lembrei das minhas imaturidades velhacas e da sua incompetência para com as brincadeiras.
Lembrei dos telefonemas, mensagens e dos “send´s” apertados em desespero em meio à madrugada.
Lembrei de uma porrada de coisas nossas, só nossas. Lembrei do quanto fiz mal, passei mal e me auto-agredi em função de nós, da gente. Relativamente, um casal a ser levado a sério.
Lembrei tanto que cansei. Até lembrar que não estamos mais juntos e que, quem sabe, uma réstia de esperança ainda paira no ar.
Já pensou?
Repetirmos todos os erros de novo???
Seria sensacional.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chance zero. Chance remotíssima de voltar a acontecer. Já chega. Pro caraleo. Fui sincero e não fiz nada demais. De mau. Me abri, analisei com calma e, talvez, pela primeira vez na vida fui dignamente honroso com os fatos e acontecimentos. Então, não seria agora, do nada, propositalmente de repente, que velhas novidades me farão contrabandear-me.
Aliás, vou até descer porque já vi esse filme mais de mil vezes. E, aliás, apesar do merecimento ( espero estar errado), pré-vejo quedas.
Meu estômago ronca e não é de sono.
Maf...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pensamentos foram feitos para serem pensados. Às vezes, viram palavras. Palavras foram feitas para serem ditas, assim como o ouvido foi feito pra – opcionalmente – ouvirmos. A mente foi feita para absorver a palavra ouvida, captar a essência e o teor adentrado e, baseado nisso, tomar decisões que somente serão feitas após os pensamentos sentarem, dialogarem, discutirem e decidirem qual decisão será tomada.
Livros foram feitos para serem lidos. Mulheres pra serem amadas. Músicas são feitas em duas mãos: a primeira é criada baseada em algo, em uma mensagem - muitas vezes sem um remetente fixo – conselhos ou experiências passadas. A segunda é para quem ouve, capta, absorve e põe todo cérebro para funcionar, repetindo tudo que foi dito acima.
Algumas músicas tiveram suas inspirações em alguns livros – que foram feitos pra serem lidos – ou em algumas mulheres, estas, criadas para serem amadas e cuidadas.
De vez em quando aparecem livros ou músicas doidas, sem sentido, sem noção. Sem mensagem, sem remetente ou sem base alguma praquela paranóia toda. Você até se pega pensando: "Porque tô ouvindo isso?". Ou: " Que livro é esse? Pra que?" .
Acaba percebendo que não tem nada a ver com você.
Geralmente quando ouço estas, troco o dial, aperto forward ou, simplesmente, desligo e vou ler um livro – aquele que foi feito pra ser lido.

“ ...e o destino não quis, me ter como raiz, de uma flor de Liz...”

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Não. Não dá. Não dá mesmo. Tentei, me esforçei e errei. Mas, mesmo assim, não dá. Leio as últimas notícias e vejo um quadro surreal. Sem muito entender. Fico pasmo, que nem paspalhão rebolando entre o certo, o duvidoso, o errado e o ' um pouco de cada coisa, de cada vez".
É. Sei lá. Mas, acho que não dá.
Ou não...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Audácia

Lágrimas mimadas de Maria, choros berrantes de Teresa (ou seria Tereza?), ações agressivas e descontroladas de Aurora, atitudes pausadas e não convincentes – quem a conhece(u), sabe - de Juanna, cortes pulsantes de Marina, decepções assumidas de Rafaela, desespero desenfreado de Paola – logo ela? – audácia e violência de Gabriela, complacência metódica – eterna perdedora pelo visto – de Suzana e mais uma porrada de coisas que ainda virão.
Danilo é um merda e sabe disso.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Póstumas

Exigo indenizações. E quero cobrar meus direitos. A quem devo recorrer?? E com que direito?? E as noites em claro, a sós, onde perdi o sono ou assassinei todas as minhas economias com o álcool, este sim, capaz de me fazer esquecer de tudo, não lembrar de nada e, por fim, amém, Deus te abençoe, conseguir dormir? Sim, necessariamente nesta ordem.
Quem vai me devolver a paz e o sono perdido??
A culpa é de vocês. Eu não assinei porra de contrato algum com ninguém. Não prometi nada a ninguém. E assim, não mais que de repente, me aparecem cobrando e perguntando onde estão os louros da vitória?? A faixa de campeão?? O certificado de competidor?? Onde escondi os troféus e medalhas que me parabenizavam por essas porras todas e quaisquer criadas por vocês? Que jogo é este porra? Que disputa é essa? Eu não entrei em porra de combate algum. Volto a afirmar, eu não assinei contrato algum.
Eu procuro sim, a porra de encontrar um jeito, uma maneira com que (sobre )viva dignamente fazendo o que mais gosto. Isso sim, vem tirado meu sono. Isso sim, vem sendo responsável pelos litros de álcool e horas a mais nas ruas.
E foda-se seu carro zero do ano. Foda-se sua cobertura do Leblon. Você me convida pra sua festinha onde esbanja todo seu luxo. Em troca, eu me faço de embasbacado com tamanha beleza, tomo cerveja de graça e, se bobear, ainda dou uns pegas na tua filha ou esposa. É justo, não?
Você ostenta, eu sustento. Você desperdiça, eu aproveito. Você fala de sua viagem para todos os presentes. Eu a faço viajar com segredos ao pé do ouvido. Bate no peito e perde horas falando baboseiras sobre tua pulseira e relógio. Eu aproveito o tempo, falando sacanagens enquanto bato no bumbum dela. É justo. Nem vem que não tem. Você vive à sua maneira e me deixa aqui, na minha. Eu não lhe peço trocados e você não me pertuba.
Viu como é fácil sermos amigos??

Copos derrubados

Eu errei. Eu assumo. Mas a postura deles me tornou vitorioso. Virtuosamente vitorioso. As pessoas gritam demais. E à toa. Acham que estão certos em seus berçinhos de esquina mas estão errados, quase sempre. Menos ontem. Ontem estavam certos. Ontem não, naquele dia, visto que a ocasião tem certo tempo. Mas na ocasião, eles estavam certos e eu também, sabe?? Dois erros não fazem um acerto, certo?? Mas dois acertos fazem um puta acerto. Demasias de lá e cá. Um pacote de camisinhas não se transformam, automaticamente, em uma precaução, entende?? Um jorrar gostoso, na cara, sem sempre é sinal de prazer.
Pode ser um escape, uma válvula. E nem sempre a bíblia está certa. Já esteve. Que nem ontem estive errado e certo. Entendeu a malemolência e a efemeridade das palavras??
Obviamente, não. Que nem eu, relaxa. Cismo em encontrar e procurar beleza no belo. Inexiste. Nunca, quase sempre. Ou não, saca?? O Atlético joga na TV e uma menina, bela por sinal, me sorri.
Nada me encanta. Prefiro o canto e o encanto de meu canto, sacas?? Hahahah

Foda!!

O Cara entrou em casa, ainda movido por alguma espécie de combustão, andou a esmo pelo pequeno espaço do apartamento, sendo estapeado na cabeça por uma puta louca de rabo pontudo, tomou toda a água da garrafa e depois enfiou a cabeça sobre a torneira, na esperança de expulsar qualquer pensamento selvagem, mas a puta continuava a rir da sua cara. Só sentia a perna ranger como um velho navio em alguma tempestade. Nada que já não tivesse sentido antes. Nada que não fosse desrespeitosamente familiar. Ouviu os gritos vindo da rua, as sirenes da polícia e toda a turbulência esculpida por Deus num desses dias de trabalho forçado. Então percebeu o veneno disparando em sua corrente sanguínea. Achou que isso não teria importância se não sentisse também a cabeça sendo chutada e os olhos saindo pelas órbitas. E o antídoto não era uma garrafa de doze anos. Não era o sorriso de uma musa perfeita. Quando a tela apareceu na sua frente, e seus dedos espancaram o teclado com violência e determinação, entendeu toda a poesia, compreendeu a palavra “destino” e, finalmente sentiu paz ( ou algo do tipo).

Petiscos

As pessoas querem e buscam alguém legal. E eu não sou legal. Ainda mais depois do oitavo encontro. Quando enfim, sou revelado. Vou acabar me tornando alguém sozinho. A sós. Eu com eu. Melhor companhia e o melhor inimigo-amigo para uma fight vertiginosa.

Quando as pessoas me olham, eu bebo. E eu adoro isso, as pessoas. Caraleo, o mundo tem muita gente.
Você não sabe como agir comigo. Por isso, toda essa bagunça aí dentro. Viu como não te mereço? Você não sabe como me comportar.

Acorda e voa mariposa

Porque as pessoas perdem tempo pensando em uma maneira de responder qualquer coisa de forma inteligente ao invés de, simplesmente, responder????
As pessoas vão me perdendo aos poucos e mal sabem disso.
Talvez isso seja um ganho, vá saber.
Enquanto isso na terra, mafungos se proliferam...

terça-feira, 9 de junho de 2009

E dá-lhe o Senhor.....

Deus,
As pessoas fazem muita pirraça?
Não. Poupe-me da resposta.
Pois você acaba de tirar um sorriso lindo de um rosto.
E não, eu nem acho isso justo.
Tem tanto sorriso de plástico por aí e que seria um favor o Senhor retirá-los de cena.
Lamentável.
E eu aqui. Num bar. Sozinho. Como sempre quero. E como sempre desejei.
E eu não quero nada, creio. Quero apenas paz e, nesse momento, ela. A “metida”, a “tímida”, a “misteriosa”. Quero ela. Até ter a certeza de que ela é mais uma. Uma destas que virá a me bajular, ostentar. Uma destas que me convidarão, chamarão pra sair pra depois dar um bolo, sabe? Vai virar mais uma destas que mandará torpedos e que esperará de volta. E destas que tomarão bolos. Não por pirraça mas simplesmente por terem me feito crer que são “mais uma” que não me entenderão, sabe? Destas que me envolverei e terei retorno. Destas que, no fim de tudo, tirarão minha paz. A que sempre preciso e desejo. Destas que me farão entrar num bar a sós e escrever sobre outras quaisquer que virão...
E eu aqui. Num bar. Sozinho.

Canalha encabulado ou tímido safado?


E essa minha maneira, aliás, maneira não, meu jeito. Esse meu jeito de ser um tímido liberal só me fode.
Ou seria um canalha encabulado?
Penso nas maiores – ou em todas – as putarias, insanidades, safadezas, tudo que qualquer pensamento pecaminoso merece. E pior que penso na medida machista mesmo, assumo. E que tudo isso, tem vazão apenas para uma pessoa, caso esta mereça cafunés a meu lado, entende? E que, por sorte minha, as jocosas adoram.
Tá faltando homem no mercado?? Mas porque falo disso?
Acho que porque moças me olham e eu, idiotamente, não sei como agir.
Seria timidez em excesso? Receio de elas me conhecerem e saber que, nem de longe, possuo o grau da timidez que elas desconfiavam? Fico na minha porque sei que não presto, mesmo sabendo que presto, entende?
E daí que acabo ficando na minha. Sem dar início ao processo de paquera ou “azaração” ( odeio esse termo ) que tanto falam, saca?
Merda de filha da putice encabulada e vulgarmente tímida.
E cada vez mais achando, e preferindo, que não seja verdade que sozinho estou melhor do que com alguém a quem mal faço, capta? É como se desejasse estar sozinho mas com alguém “ por perto”, sabe? Mas quem aceitaria?
Sei que muita gente. Mas onde??
Começo a crer que o caos me move. Seria fake achar isso?
Pra onde caminho quando ele me assopra? Não sei dizer.
Mas quem é que sabe das coisas?
Das auto-coisas?
De si mesmo?
Aliás, quem é que sabe de alguma coisa??

Meu nome não sou eu.

Estou louco, ando louco ou ficando louco. Foda-se. Mas estou me permitindo a tudo que venho sentindo. Vertigens me assustam de vez em quando mas defeco bombons a elas. Posso ter me transformado num calhorda, covarde, insano, malandro, irresponsável ou qualquer coisa de baixo nível. Mas saibam que nada mais me importa. Sinceramente não me atinge. Sou digno de hombridade. Minhas atitudes são escrotas sob outras visões utópicas e esperançosas que nem final de filme americano. Eu não. Eu assumo a porra toda. Desde a merda mais mal feita até a maior bondade jamais imaginada por alguém. Eu sou assim. Vivo lá e cá. Não aprendi a camuflar, enganar ou forjar sentimentos. Talvez nem tenha aprendido a me equilibrar emocionalmente. Possuo a frieza de um repórter que fotografa um corpo ainda quente de quem acabou de ser assassinado. Possuo a frieza de olhar na cara, nos olhos, de um semi-morto. De alguém que acabou de ser transfigurado. Olho no osso da face exposta sem dor alguma. Sou capaz de desdenhar das tripas de alguém que acabou de ser atropelado. Mas também sou o que chora quando bebe e lembra de alguém. Sou o que pede penico quando alguém levanta e vai embora. Sou o que se vê chorando em uma cena de um filme ou um final feliz/infeliz. Sou aquele que aplaude emocionado a atitude de um idoso ou a coragem de um pré-adolescente. Sou o mesmo que chora e se derrete todo quando vê alguém em condições infinitamente piores que eu, não desgrenhar, desanimar e seguir sorrindo a vida. Sou lá e cá. Danço estranho quando danço, penso estranho quando penso. Sou o que pode desejar a morte do covarde da mesma maneira que posso tentar interferir caso alguém deseje exterminá-lo. Sou feito de sentimentos. Que fluem, balançam, me massacram aqui dentro. Deixo-os me dominar o tempo todo. Sou sincero, antes de tudo, comigo mesmo. Sou o que mente pro pai em prol do irmão. Mas também sou o mesmo que mente quando responde afirmativamente quando ele pergunta se ando bem. Quero paz. Quero ser eu. Quero que alguém me entenda ou que, ao menos, me respeite da maneira que sou. Não precisa me apoiar quando errar. Também dispenso aplausos e fogos nos acertos. Quero apenas ser eu. Sou isso tudo. Sou o atirador e o alvo. Mas também sou aquele que mira e acerta. O que pede um colo apenas pra chorar. O que nega contato com qualquer pessoa quando deseja ficar a sós. É foda ter que admitir isso. Mas é mais foda ainda ter que ouvir abobrinhas de pessoas que mal sabem calçar os sapatos. Que mal sabem chorar a sós. Que mal sabem sair às ruas sozinhas. Que mal sabem ir ao banco, dirigir a própria vida....

Pra ser esse bando de adultos dependentes de algo, alguém ou qualquer coisa, prefiro ser essa eterna criança chorona mas, copiosamente, verdadeira.

Até que provem o contrário.

Liga da Justiça, Peter Pan e o Bêbado Equilibrista.



Pronto. Fim. Zerado. Chega de impaciências e provocações no submundo da ficção.
O Predador apareceu, veio à tona. A Alice e seu País das Maravilhas ficou conturbado. O bêbado apareceu e foi posto como o rei da salvação, assim como fez Wendy que, em outro mundo deu a reviravolta e mandou o Peter Pan tomar no cu. A Sininho, sonsa como sempre, riu e gargalhou das diferenças de todos os seres humanos. O pequeno príncipe é chato, bobo e sem sal mas, ao menos, são o sonho da Alice, da Wendy e da Bruxa de Blair. Por enquanto, óbvio. Heroínas não sentem atração por Clark Kents.


O bebum ficou puto e brigou com o velho do bar que, na ficcção, deve ser o Barbabotas ou o Mestre dos Magos. O Superman apareceu mas mora longe e está sempre voando e ocupado com trabalhos demais( vide Alice e seu jardim.)


Aliás, ela, Alice, que ficava assim, tristonha e inquietamente desejando a volta do bebum, desistiu. Pôs fim a tudo e decidiu que iria sair com a Mulher Maravilha e seus remédios de anfetamina. A tiracolo, a Mulher jaca foi junto com seu namorado virtual. Wendy e Sininho andam por aí, escondidas junto com Bin Laden, talvez esperando alguma salvação. Alice se encheu e nada mais natural e justo.


O bebum anda pra cá, cambaleia de lá e se nega a assumir seus problemas e falhas. Com Wendy, é diferente. Ela reconhece as falhas mas cisma em achá-las perfeita. Já Sininho está sempre tomando bala e vendo o mundo cor de rosa-paralelepípedo, se alojando em cavernas alheias e, assim como Alice, dispensando o retorno do Predador trançudo. O bebum, indignado com sua confusão, resolve tentar amenizar as coisas e se abrir. ( Bebuns são sempre fofos. Apenas na visão deles, claro. )

Hoje em dia, anda acompanhado de matilhas e a sós, como todo ser humano deve aprender a ser. A malvada Super-Carência continua a solta. Ela anda nos colos da Mulher Maravilha que foge. Ataca a Wendy que despista e se fortalece nas pseudo-ajudas das amigas super poderosas: Lili, Lelé e Zazá. Alice não se conforma, não se permite e dilacera em seu jornal diário todo o sofrimento(?), dor e angústia que toma conta de si.( lembrando que desta forma encontrou o bebum – que também procurava um colinho na madrugada). Foi aquele início perfeito onde ambos demonstraram não ser o que eram. Wendy fez de seus dois bebuns passados a salvação da Lavoura Arcaica. (quem dera ser Rodrigo Santoro. Ele sim, poderia tudo, óbvio). O bebum segue puto e indignado por nunca entenderem ele. E vive arrumando brigas internas e externas, no entanto, certo de sua sinceridade com o mundo a fora. Aliás, ele anda começando a crer que é mais fácil mentir, ser corrupto, enganar, prometer mundos e fundos e, sempre, enganar o dono do estabelecimento de sua vida naquele momento. Pede fiado, vira viado, rebola daqui, rebola dali. Explode daqui, kamikaseia dali. Enfim, ele tá ali, tentando ser o mínimo defeituoso possível ou chegando o mais perto da perfeição – na cabeça dele, vale frisar. Mas os problemas e o passado da Wendy não a deixam enxergar, assim como o jardim suspenso, florido e mimado da Alice. E aí, resolveram enfim seguir a vida delas. Continuam esperando o Superman – que anda ocupado demais em seu excesso de trabalhos e vôos comerciais e domésticos – talvez salvando aviões de quedas. O bebum vai pro canto, senta no chão, faz pirraça e nota-se uma lágrima caindo de sua face.


- Injusto mundo. Esbraveja. Dona Flor teve dois maridos e Atração Fatal foi apenas um filme.


Ele não entende porque não o entendem. Ele é o dono da verdade e começa a achar que o Drácula, o Curinga, Lex Luthor, Mun-rá e Magneto é que possuem razão. É mais fácil sair por aí disparando ferro e fogo, cuspindo ácido e veneno nas heroínas carentes que esperam seus heróis do que tentar se fazer entender apenas com uma, aquela pela qual nutre um sentimento (sim, bebuns são os únicos humanos da história acima que amam).

- Quer saber? Ele pensa: Vou é chamar o Peter Pan e a Sininho para uma surubona....

Por que é tudo uma merda. Tudo cheira a bosta. A Mulher Maravilha foge até de seu chicote, exibindo-se por aí com pessoas chatinhas, sem sal, sem gosto, mas que ao menos não a deixam com gostinho de quero mais. A Alice seguirá o mesmo caminho, enganando(se) com Tom Jobins, Emílios Santiagos e todos os músicos que cismarem em cantar “ Terezinha” ao pé do ouvido. Wendy irá se permitir ao primeiro cavalheiro da távola redonda que adentrar o circuito prometendo mundos, fundos e fundilhos. A Sininho na entenderá nada. Nunca entendeu. Ainda bem que não conhece a Mulher Maravilha, senão, a chance de vararem a madrugada de forma trôpega juntas, unidas e tentando falar com Alice, seria certa. E aí, encontrariam a trupe de Magneto, Lex, Curinga e Mun-rás .Aí sim, uma grande fake e falsa festa. Os mesmos risinhos imbecis, inúteis e que a fazem crer e assinar que a vida é bela, linda e cheira a Ervegenegenildonildogenildo Zegna.


Mas tudo bem. Isso é apenas ficção. Amanhã o alazão larga do ogro bebum e aparece com lindos príncipes em cima, fazendo com que todas se encantem e uma suma da vida das outras como sempre acontece.

Aí, viverão felizes para sempre.

Ou, até a próxima Sininho aparecer ou o próximo Magneto, Curinga, Lex ou Mun-rá, levando-as aos impropérios, as desvirtudes e as porventuras pré-chorosas e lacrimejantes que outrora já sabiam, mas insistiam em negar.,

Ah, o bebum? Até lá já deve ter ido fumar um com o capeta, trocar uma idéia com Deus ou qualquer coisa que nunca ninguém fez questão de entender mesmo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009



Só pra aliviar um pouco o clima. Só pra que, talvez, alguns tentem entender alguma coisa desta porra de vida.

Um brinde.


Pensei no quanto te faço mal. Pensei no quão lhe faço sofrer ao ser do meu jeito, este, inconseqüente, porém sincero e de todo amor quando existente – que foi o caso. Pensei nas quanto mais pessoas terão que passar por isso. Pensei em quantas mais pessoas, situações, confissões, exemplos, acontecerão que também me farão me descompor mais ainda. Pensei demais. Ando pensando nisso, ainda mais depois da última vez. É foda ter que admitir o que não sabemos. Confissões do que não fazemos a menor idéia de como sair dessa. Ou esclarecer tais coisas. Porra, geral é diferente. No fundo, as coisas tinham que ser simples. No fundo elas são. Mas a gente vem interrompendo qualquer tipo de facilidade existente. Tudo a culpa da porra de nós, seres humanos pensantes e errantes, este último, principalmente.
Alguns amigos na mesma situação. As pessoas que conheço, a grande maioria, também passando pelas mesmas coisas. Olha pro lado. Enxerga a quantidade de gente igual a mim? Todas iguais? Cada um se auto-fudeu, se auto-flagelou em nome de que? Descobriu o que? A gente não consegue controlar nem o que já descobrimos que não desejamos. Imagina achar, captar e conseguir encontrar um local ou situação que nos permitirá paz??
A gente é feito de infernos... Sartre foi feliz. Ou não. Ou foi mais um infeliz como nós que esconde e oculta a tristeza atrás de sorrisos desfálicos, falsos e atitudes imbecis repletas de sorrisinhos bestas e contentes.

“...eu já não tenho escolhas e participo do teu jogo...”

sexta-feira, 5 de junho de 2009

solo

Vontade de chorar. E nem sei o porque disso. Ando numa sensibilidade do caraleo. Ando tendo vontade de chorar por coisas bobas. Hj no metro, vi uma menininha de uns 16, ceder o lugar pra um senhor de uns 60. achei lindo. Puro. Deu sim, vontade de chorar. Ando numa sensibilidade chata, desprezível. Porém, essa minha fragilidade e sensibilidade tem me feito uma pessoa no limite. To indo do frágil ao agressivo em questão de segundos. Não sei Tb explicar porque. Ando frágil, querendo ficar a sós, na minha, sozinho. Ando querendo tomar umas cervas a sós, lendo, escrevendo coisas que na minha cabeça, são boas e servem de algo. Ando querendo nada. Nada tem mais graça. As pessoas não têm mais graça. As baladas, nights, e qualquer coisa que seja nomeada de diversão não anda me divertindo. Pior que não tenho motivo. Desejo sorrisos e encontros. Mas não tenho paciência pra qualquer tipo de fagulha. Me estresso fácil. Ando a mil querendo ficar a dez. fico a dez, querendo mil coisas. Ando inconvenientemente pueril com minhas maldades. Nem elas mais fazem efeito. Quero ir pra copa mas tenho medo de voltar pra tijuca. Quero ir pra tijuca pensando em realengo. Quero ir pra realengo mas penso que, logo, vou querer voltar pra tijuca. Ou pra copa. Ou pro flamengo. Quero estar lá e cá. Ando em dúvidas sobre alguma depressão ou crise existencial. Ando em dúvida de que, até que ponto, a terapia me faz falta. Ou anda me fazendo falta. Mas ando sincero, como sempre andei. Ando com pena até de mim e isso é patético. Não é pena de pena, é pena de estar de uma maneira como nunca fui. Ando caindo no chão de casa e tomando esporro do meu pai. Ando prometendo melhorias de conduta e repetindo tudo de novo. Eh uma dor, um aperto, uma porra de um caraleo que não entendo ou consigo decifrar. Ando desequilibrado, trôpego. Ando negando pedido de amigos ao bar. Sei lá como ando. Ando com amnésia. Ando não lembrando ou não querendo lembrar de nada. Ando no meu canto. Ando sem cantar, apenas ouvindo. To foda. To um porre, chato, insuportável. Pode ser uma transgressão pra algo, admito. Mas so quero que termine. So que termine...


Eu não nego as dívidas, elas existem sim. Mas eu fujo delas, isso eu sou homem de admitir. Porque estas porras não esperam o dia que eu ficar rico para que possam receber? Caso eu não fique e minha vida fique moribunda, que eles se orgulhem de ao menos, terem tentado. Ou, por parcos e raros momentos, terem me feito felizes ou dignos, quando ofereceram tais produtos/serviços.
Tá, eu sei que eu não fui obrigado a nada e, se o fiz, talvez, foi com a consciência tranqüila ou com algum teor de álcool na mente, mas porra, já foi feito, é justo eles me cobrarem mas também é justo eu tentar postergar qualquer tipo de compromisso sob alegação de insanidade mental ou excesso de ironia petulante, não acham???
E, mais, tamanha sinceridade é difícil de ser encontrada por aí, não?
To sendo sincero porra. Eu não digo: “ Vou ali no banco e volto já.”, ou, “ Mês que vem te pego sem falta.”
Não, eu assumo que não tenho verba suficiente ou – como já aconteceu – eu não lembro.hahahah

Tá, nem tem graça, eu sei. Mas eu também não pedi graça ou achei de alguma coisa. Não acham graça de desgraça de pobre? Pois então, to dando o troco (sem trocadilho) rindo da desgraça dos ricos. Porra, é justo não é? A vingança da plebe rude sobre os magnatas em suas Bolsas (Prada) de Valores. É como se eu não recebesse nenhum trocado quando lavo o vidro das Mercedes da Vieira Souto ou quando recebo silêncio e desprezo logo depois de ficar em cima de ombros, tentando equilibrar bolinhas de tênis enquanto o sinal não abre. É uma diversão pra vocês, não? Pois então. Eu não posso pagá-los porque não recebo de vocês, entendem?

Eu podia estar roubando, matando ou torcendo para o Flamengo. Mas estou aqui, sem carteira assinada, trabalhando e divertindo vocês dos estresses que sofrem em seus escritórios refrigerados enquanto aqui fora, o calor me massacra mas que, nem por isso, não rouba meu sorriso. Não é admirável? Poético?

Façamos assim: Me concedam aquela moedinha que fica escondida nas bolsas ou que viram chantagem pros seus filhos e, em troca, juro, prometo que tento, logo que possível, saldar de forma saudável a dívida adquirida durante o tempo ou época em questão que me cobram.

(Sinal ) Fechado??? Ó como me equilibro bem ó...ó as bolinhas que não caem...


Yellows Submarines Blues

Um amigo enlouquecendo. As chagas de um sujeito que insiste em morrer, visto que o pai não estava aberto para negociações. Minha filha partindo. Minha mulher chorando. Outro amigo em crise terminal. Outro vai ficar internado até Junho. Outro é retirado todas as noites das ruas pelo resgate público detonado de crack. Minha vizinha pentelha que não para de reclamar do barulho da minha cadeira enquanto escrevo. Dos nervos, como diria Ricardo Lísias. Não há nenhum triunfo na dor. A exaltação de quem ainda acredita no sofrimento como forma de redenção. Ando cansado dessa baboseira. Embora esteja condenado à infelicidade. Como é que era mesmo, Maria Lúcia? Mas não vou pular do sétimo andar. Não vou dar tiro na cabeça e sequer beber até morrer. Meu ceticismo atingiu um grau tal que sequer acredito em suicídio. Vou só deitar na rede enquanto Noble Watts sopra o acorde inesperado, inusitado. E os fogos lá fora enlouquecem os pobres cachorros. A mim eles não enlouquecem, só aporrinham. E eu ainda consigo sorrir sozinho em minha kit. I Dont´t make promises. Eu aprendi que é de lei cumprir. Yeah man, Yeah. Fico prosaicamente com os meus blues e algum poema do velho Dylan. Ah, há dor demais no mundo.
Existe algo que pode ser desgaste da própria imagem. Quando você se olha no espelho e tem vergonha do que se transformou. Pratico o esporte do não escutar. Do fazer que não é comigo.
E isso elimina minhas vantagens?
Que tortura é essa a que nos submetemos diariamente?
Em nome do que, esse privilégio de continuar fazendo de conta?
Percorro o mesmo trajeto que sei em que merda de destino ele vai dar. As entranhas magoadas e banhadas por old eight e pizza de calabresa. Carrego o melhor e o pior dos mundos que convergem em minha direção via satélite, via informação manipulada à larga escala industrial me bombardeando e ao cachorro doente que quer escapar sempre que arroto porcamente visando pequenos luminosos da Antártica.
Pobre fudido, no fim da estrada tem um prêmio e um osso pra você, meu velho. A alegria abissal que é a de se sentir um recém-nascido.

Pra variar, do cara.

Dança Presidente, dança...

Somos todos animais. Disso, ninguém duvida. Por mais “normais” que tentamos ser, sempre, diariamente, estamos à beira da loucura. A sociedade é refém de sua própria ignorância. Ignorância em não enxergar que os “de cima”, os superiores autoritários, os tais governantes não nos deixam ser quem realmente somos e temos vontade. Essa vontade pode ser momentânea ou eterna, que seja. Mas não podemos ser privados de vontades que mau algum fornece a terceiros, certo?? Temos o direito de ir, vir, pular, cantar, dançar ou qualquer vontade que seja, desde que, não desrespeitemos o direito do próximo, estou certo?
Raul já dizia que “todos somos livres” . Temos totais direitos de tudo. Deus nos deu o livre arbítrio e isso nos torna, acima de tudo, livres, leves e soltos. Soltinhos.
Por isso, cante, dance, sorria, ria, esperneie, lamba liquid paper, cuspa bolinhas de sabão, assopre línguas-de-sogra enquanto atravessa a rua. Cambalhoteie no quarto. Grite no chuveiro. Extravase, ponha tudo pra fora. Se não fizer um puta bem, garanto que mal algum fará. Portanto amigo, permita-se. O mundo anda tenso e estressado demais. Os chefes andam perdidos. Os diretores ocupados demais perdendo a vida em trágicos acidentes aeres. Os presidentes bebem demais, viajam demais, mandam e desmandam demais. Mas se eles soubessem e tivessem a exata noção – a mínima que seja - da liberdade que nós, reles mortais, reles “vagabundos” ( FHC, lembra?), recheados de acertos, erros e defeitos, temos, ahhh, com certeza ele renunciaria a tudo e viria viver a vida. Essa aí mesmo. Essa que nos tira diariamente pessoas queridas e cheias de vida mas que, ainda, nos proporcionam a liberdade de uma forma jamais sentida por quem sabe, realmente, viver.

Veja o vídeo abaixo e terão a exata noção do que digo.



quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pai, fiz pirraça.


Não, não fui criado pra isso. Nem de longe. Todas os exemplos de postura e conduta, toda educação, tudo que me ensinaram a ser passou longe do fato acontecido. Me descontrolei. Deus, se vc existe me perdoa. Se não existe, paciência. A verdade foi que aconteceu e, independente de quem esteja certo ou errado, quem se equivocou, perdeu a linha ou não soube se comportar, independente de tudo, estou arrependido. Por tudo. Pelos fatos, pelas ocasiões, pelos envolvidos. Foi uma mistura de sentimentos. Esperança, infortúnio, emoção, grito entalado na garganta, raiva, desmerecimento, compaixão, saudade, força, vigor, sede, lembranças, propósitos e mais uma porção de coisas. Não me contive. Não me convide pra próxima. Terminei com a trágica festa. Errei, assumo. Perdi o compasso. Perdi tudo. Tenho apenas minhas confusões que vão se perdendo e, aos poucos, se alinhando aqui dentro. Peço desculpas. Não fui criado pra isso. Estou com vergonha. Vergonha esta que sei que me acompanhará por um grande tempo. Desculpa você, ele e desculpas a todos. Não soube me comportar como um rapazinho, da maneira como me ensinaram e me foram dados de exemplo. Pior, desrespeitei os mais velhos. Fiz pirraça e bagunça. Desarrumei o quarto todo e criei mágoas e decepções. Desculpas.
E agora, você??? Enfia lá dentro suas óbvias e inconclusivas certezas enquanto espera aquilo que sempre falei que não virá. Acorda pro mundo ô besta e enxergue a vida da maneira como ela, realmente, é.
Pai, peço perdão e agradeço a punição.

Poço, aí vou eu


Perdi. Tomei na lata, na cara. Caí, no chão, na mesa, nos copos. O tumulto foi meu, interno, egoísta. Perdi. Tomei na cara e perdi. Bem feito pra minha complicação e confusão que agora bate palmas e solta fogos, comemorando mais uma queda. Perdi. Perdi. O soco foi meu mas o destino foi minha própria cara. Me mutilei, me fugi e perdi. Tombei. Caí.
Auto-defesa pessoal de dentro pra fora. Os escombros são detalhes perto da dor da queda. O sangue rola dentro e fora.
Perdi. Me perdi. Não sei quem fui, quem sou, quem serei e, se, algum dia, serei. Só sei que sou. Que fui. Perdi, vacilei, hesitei, corri riscos, corri por fora, por dentro, mas perdi. Tombei. Trombei. Caí. Perdi tu, perdi você, perdi eu. Bem feito.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Faces

Bukowski me deixa deliciosamente mal-humorado.
Bortolotto me presenteia com uma depressão real que, ao mesmo tempo em que é aliviante, instiga. Fico maravilhado.
Kerouac me alivia com sua leveza e desapego. Sua simplicidade nem sempre condincente e convincente.
Zeca Fonseca me deixa de pau duro pra caraleo. Foda.
Chico me...bom, Chico dispensa comentários.
Gonzaguinha reforça meu lado inocente.
Lobão me instiga a revolução, o dedo na cara, o caraleo-a-quatro-cinco-seis...
Los Hermanos me deixa melancólico e com vontade de amar tudo mundo e mostrar sim, que pode ser bem melhor.
Racionais MC´s me inspira raiva e reação. Meio igual Sabota...

The Smiths me remete e não me deixa esquecer de momentos maravilhosos, de extrema alegria e felicidade.
Stevie Ray Vaughan me faz voar de olhos fechados e sentir algo que só quem já sentiu, sabe o que digo.
Lenine e seu sotaque me deixa pensante, pensativo, poeta, nordestinamente brasileiro.
Tom Zé me despiroca, me faz pular e tomar frangélico de canudinho no café da manhã.
Raul me deixa doidão. Querendo lamber liquid paper e comer tijolo.
Marisa Monte me lembra alguém de quem já nem lembro....

Uma porção de gente, me faz, me traz, me jazz uma porrada de coisas...Teresa, Clara, Adriana, João, Mombojo, Tim, Arnaldo, Biquini, Dire, Elis, Martnalia, Nação, Jovelina, Roberto, Paulinho, Novos Baianos, RPM, Planet, Stray Cats, Velha Guarda, Zeca, Candeia, Glu glu, O Rei, Secos....

Prazer, sou isso tudo!!
O mundo é feito de pessoas. As pessoas, de sentimentos.
O mundo nada mais é do que uma porrada de sentimentos babacas que só nos fodem. Uma porra de bosta acumulada, isso sim.
Eta coisa boa.

one day

Eu queria dar um presente a meus pais. Não somente a meus pais mas a uma porção de gente. Eu tava afim de seguir exemplos de pessoas consideradas exemplares para serem seguidas, sabe? Eu queria dar algo a todos nós. Algo com que deixasse de herança para o mundo. Eu queria dar um neto a meus pais, sobrinhos aos tios, primo aos primos e tudo que qualquer família digna de existir, merece.
Algo que os faça, ao menos uma vez na vida, terem orgulho de mim, diante de tantas merdas e decepções que desde que me entendo por gente, tenho “presenteado” a quem se preocupa comigo. Presente de grego é foda.
Porra, eu daria uma puta felicidade a eles caso me transformasse em um engenheiro, advogado ou qualquer merda destas que a sociedade acha digna(?). Todavia, mesmo que fosse algo citado acima e construísse uma família de comercial e assim sofresse de uma puta infelicidade? Mesmo que fosse extremamente de mal com o mundo, me permitisse atitudes parecidas a de meus amiguinhos da – nova – profissão ( leia-se desvios, falcatruas, traições, festinhas, orgias..), mesmo assim, caso fosse extremamente participante ativo deste meio de forma de vida, creio eu que, eles seriam bastante felizes por acharem que eu tivesse atingido o que chamam de qualidade de vida ou um “ homem” de verdade?

Eu sou feliz pra caralho do meu jeito. De verdade. Tenho tesão numa mulher que tente entender e não me perturbar. Que não perca tempo tentando me moldar no quesito que – ela – ache o ideal. Tenho tesão num bom som, uma porra de uma cerveja gelada, um pouco de solidão e, bons e deliciosos, livros. Isso sim, tornar-me-ia a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo que a tal felicidade durassem parcos momentos.
Achem que penso pequeno, fiquem a vontade. Mas minha “felicidade” teria nome, sobrenome, momento, razão e locais pra existirem, sabem?
Mas quem entende uma merda destas hoje em dia??
Com tanta porcaria - treinada para que não regurgitemos - recheadas de futilidade, banalidades, ecos, status e luxo, todas estas merdas juntas, quem iria perder tempo em entender? Andam ocupadas demais as bestas prediais...

É tudo merda, lixo, cocô. Nem pra adubar algo servem.
E, pra mim, não vale de porra nenhuma.

Decadência idolatrada


Eu quero me enternecer, eu quero me entupir, eu quero me sufocar. E sumir...
Eu quero me esquecer que é pra não lembrar, quero não fugir, sem jamais ficar.
Eu quero me embriagar de vaias, ignorar os elogios, me arrepiar nos sem sentidos e abraçar os vagabundos perdidos. Eu apoio os bêbados de rua em busca de sua ideologia. Eu adoro a noite. Eu fujo do dia. Eu sou o que nem sei. Eu sei o que ninguém sabe. Eu revelo segredos guardados a sete chaves porta adentro e relevo qualquer instrumento encorajadora de decisões no escuro e desesperadas visando apenas barracos barrocos. Eu desmistifico o mito, eu calo o grito, eu abafo o rito de passagem de uma rua a outra. Eu amo as putas e suas roupas sedutoras que me jogam no chão, local de onde nunca teria saído se não fosse a curiosidade da cocaína, a qual evito distância esperando ser salvo pela heroína que há muito já se foi. Eu a espero na janela, ela, minha cinderela descabelada, distorcida, embaçada e que me deixa embasbacado, engasgado, sufocado pelo merecimento da vida que teimo em levar e os tombos que me excitam. Eu ejaculo preces e profecias fajutas que somente os mais são, são capazes de ignorar. Eu gozo na cara da rebeldia e faço afagos no âmago amargo da poesia. Eu não sinto a dor dos poetas e minhas palavras não servem de nada. Me enterneço à medida que invento termos ermos que caibam perfeitamente dentro do que cismo em sentir. Eu invento falas e dialogo cenas. Eu faço filmes macabros onde a vítima principal soy jo soares à meia noite, enquanto goela adentro me filtro com substâncias salvadoras e sedativamente ativas. Eu me aplico morfina que é pra dar dor à cura. Eu me vejo confuso na difusão entre eu e o eu. E exigo respeito para comigo.
Não tenho as dores de um escritor nem as angústias de uma mente elevada. Minha vida é fácil porque dificulto os quebra molas que são construídos à minha frente e calo a boca dos que insistem em proclamar desgraças nos jornais nacionais da vida. Meu único amor nunca me visitou mas enquanto ela não vem, sigo inquietamente dilacerando vértebras nas traquéias alheias, pondo em risco qualquer sentimento de carinho trocado nesta incessante busca por améns.
É, mafungos são próprios e na minha mão, incólumes e humildes R$ 0,60 centavinhos.