quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Metrô Rio agradece




Metrô 2012. Transportando os meus, teus, nossos defeitos. O Metrô trabalha arduamente para colocar mais 12 vagões circulando em sua frota. Isso, o Metrô faz por você.


Mais conforto, mais praticidade, mais velocidade, mais agradabilidade. Mais 12 vagões?? Mais lugares, mais vagões femininos porque é uma falta de respeito o que estes homens de hj em dia são capazes, mais empurra empurra, mais corre corre porque eu não posso perder esse vagão, senão perco o capítulo do BBB onde o moço sarado e a moçinha drogada vão se esfregar embaixo do edredon, sabe?, mais desrespeito ao idoso, mais desgaste físico e emocional, mais gente, mais mal-humor, mais defeitos, mais doença, mais viroses, mais inquietação, mais vuco vuco, mais esfrega-esfrega, mais neguinho vindo da praia trazendo consigo quilos de areia, mais celulares novos que tocam sons altos de gostos totalmente duvidosos, mais tchucas e tigrões com seus vestuários in-decentes, mais baldeação, mais baldes em ação, mais ônibus que te leva pra lá e pra cá, por apenas R$ XYZ, mais filas, mais engarrafamentos, mais trânsito caótico, mais colisões, mais fechadas vai tomar no cu tá maluco porra comprou carteira?, mais combustível sendo gasto, mais pessoas, mais lixo, mais ar-condicionado porque esse calor do Rio é de matar, mais jovens desnudas que desrespeito olha o tamanho do short dessa menina a mãe não vê isso não?, mais próxima estação putaqueopariuó e nem o capeta conseguiu descer, mais ficaremos parados por alguns momentos aguardando a normalização do tráfego a frente, mais o Metrô Rio agradece e desejam a todos uma boa noite..

"...Não vou dizer que é a melhor coisa do mundo, mas não há nada pior do que um bom homem se sentindo mal. E a gente não vai dar esse mole, simplesmente porque a gente não merece..."

Daqui. De novo. Aprecio.
"Aprendi a possibilidade de esquecer muitas coisas importantes o que foi para mim um grande alívio. Como se me tivesse libertado de uma bagagem muito pesada que já estava farto de carregar. A capacidade de esquecimento é uma coisa extremamente importante".

(Leonard Cohen)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Defeitos não tão perfeitos. E, do encanto, perde-se o efeito.
Em suma, gestos rarefeitos concluem tudo - sempre - da mesma forma e jeito.
A saber...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Não!!


Não!!

Eu não quero ouvir qual a próxima estação. Não quero ouvir qual é a próxima melodia. Se está noite ou dia. Se toca Lilian ou Luíza. Se é Noel ou Jobim.

Não!!

Não quero saber se está perto do meio ou do fim. Tá bom pra mim assim. No meu cantinho de soslaio, de sopetão. Na ponta da língua: Não.

Não parei pra perceber em que merda tô metendo a mão...

Não!!

Não quero. Tô de férias e pensamentos não me caem bem, principalmente pela manhã, onde as pessoas caminham atrás de seus óculos escuros esbanjando poses posudas, vitoriosas, glamourosas, quando na verdade, assumidamente possuem uma gama de derrotas explícitas na cara e nas atitudes. É notório, nítido, claro. Tá na cara, na face e, mesmo sob os óculos, percebe-se a peça teatral em que cismam em atuar.

Por enquanto a merda tá macia e o seu cheiro não me inspira nojo.

Nojo eu tenho de vocês e seus julgamentos e facilidades para com rótulos. Nojo eu tenho de mesquinhos comportamentos de indivíduos que se acham capazes de coisas que, na cabeça deles, considera fodas, dignas de aplausos.

Asco de inúteis devaneios assim.

E é verão...
"Mas o que realmente o incomoda é o vazio e a falsidade das pessoas, que por mais promissoras que pareçam sempre acabarão por se revelar como mais uma decepção. "

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Versus X Versus.

Ele é paciente mas irritado.

Ela é falante mas calada.

Ela é baixinha, mas um mulherão.

Ele é alto, grande e gordo. Mas perto dela se permite um menino.

Ele é um doce - até demais, isso nem sempre o grada - mas é um grosso.

Ela é frágil e miúda, mas curta e seca.

Ele sempre grita pra fora.

Ela muito guarda pra si.

Ele acena.

Ela não vê.

Ele se inquieta e acena mais.

Ela se irrita com iso.

Ele flamula.

Ela flameja.

Ele relaxa e goza.

Ela nem sempre.

Ele observa e relata.

Ela se baseia em argumentos e os usa como defeitos.

Ele não se dificulta.

Ela não se facilita.

Ele se intimida ao falar.

Ela é tímida ao ouvir.

Ele tem a facilidade de expor.

Ela, dificuldade.

Ele tem como passado uma gripezinha de fácil resolução.

Ela, uma doença de um doloroso e lento processo de recuperação.

Ele sabe como agir.

Ela não.

Ele quer pegá-la no colo.

Ela quer permanecer no chão.

Ele se acha chato.

Ela se acha com defeitos.

Ele vive torcendo pra lembrar.

Ela pra esquecer.

Ele não gasta.

Ela não cobra.

Ele é PET.

Ela é smart.

Ele é o "senso comum" dos "alternativos.

Ela é a "alternativa" dos " senso comum".

Ele é o trabalho dela.

Ela é o turismo dele.

Ele é Vinícuis e Novos Baianos.

Ela é Chico e Jorge Ben.

Ele não deixa ir pra longe.

Ela não deixa chegar perto.

Ele se considera cauteloso.

Ela se acha esperta.

Ele é um porre.

Ela é a ressaca.

Eles são babacas.
Ela não.

Eles não se completam.

Eles se encaixam.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aff!
Acordei assim, vazio, mal humorado, de mal com o mundo, com sono, insatisfeito internamente, com saudades dos fdp´s ( não quero mais isso pra mim não. E logo eu, que tava me saindo tão bem nesse quesito ), indeciso, invariável, (des)esperançoso....sei lá!!

Esse calor me irrita, me agride. Acordei me sentindo pobre de espírito, pobre de saldo, pobre em tudo. Escasso de beleza interior, exterior, sentimental. Hj acordei naqueles dias. Se fosse mulher, culparia a TPM. Mas nem pra isso sirvo.

É a tal da porra do defeito de querer entregar medalha a combatentes que nem sequer lutaram, só pela vontade de ficar bem ao distribuí-las.

É a suspeita de que tais desafogos sejam oriundos da proximidade em questão. A proximidade de alguém que possui a cabeça tão a mil quanto ele. Ou quanto ela. Enfim. Alguém que possui os pensamentos brotando, borbulhando, degladiando-se enquanto procura resposta pra tudo e todos.

Porra, não era assim. Eu era solto, livre, leve. Mesmo "preso" me permitia a transloucadas porra louquices. E agora me vejo toda hora com impropérios aqui dentro, frutos de uma insegurança escrota e totalmente dispensável. Nego quer meu pouco e suado dinheiro em troca de latinhas de cerveja. Levem humildade, levem bagunça, levem incertezas para os mais certos, levem dúvidas para os convictos. Tanta coisa pra trocar kct...

E, pra variar, acordei hoje com o rádio da empregada nas alturas ouvindo axé gospel...

Jesus, me chicoteia.