
E aí sim, as baratas ditarão o ritmo e o novo jogo da vida.
Pense nisso.

É estranho, tá estranho. Foi tudo estranho. Mas foi bom. Foi legal. Foi interessante. Percebo que desde a última vez – quando cometi alguns erros – preciso melhorar. Não pra mim, não pra ela, não pra eles, não pra ninguém. Sim, pra mim. Percebo que preciso – conforme mamy fodasticamente me disse na última madrugada – cair no clichê e dar tempo ao tempo. Dar o meu merecido tempo à vida. Deixa ela fazer algo por mim também. Hoje eu não quero ser dono do meu destino e nem de minhas razões e, loucas, emoções. Hoje eu quero ser tudo e todos, menos eu. Mesmo sabendo que, de todos, tem um pouco de mim. Confuso né?eu sei, assumo. É estranha a sensação mas acho que é necessário ser feito, ser passado. Mais tarde ponho pra fora determinadas coisas, posterior a isso, nutro esperanças, perco-as, afogo-as, mas amanhã sei que é outro dia. Amanha é festividade em quem me pôs no mundo e nada melhor que colo encaixável para essas horas.

na verdade eu tenho que parar de ficar esperando mais dos outros. eu sei que eu já sabia disso, mas foda-se, agora resolvi esclarecer internamente pondo pra fora, saca? tenho que parar de ficar com essa angústia de ficar esperando de quem a gente espera, que entenda, que estamos esperando, saca? logo eu que volta e meia dou pitacos alheios nas outras vidas, expondo a minha opinião de que nunca devemos ficar esperando alguma coisa de alguém, principalmente, se esse alguém for quem a gente mais espera. saca? pois é, é bem aquilo do faça o que eu digo e não o que eu faço. pitágoras mandou bem quando deixou grafitado isso nas paredes das cavernas da antiguidade. a parada é essa. é preciso saber viver como já disse paralamas. ou titãs? sempre me confundo, embora admita que é inconcebível a confusão com esses dois grupos de homens. mas é isso mesmo. esperar nem sempre alcança. e eu aqui, cheio de pensamentos e se´s sobre possíveis atos ou desgostos profundos de quem nutro um profundo sentimento. e logo eu, que sempre me pego imaginando sem essa situação, fora dela, tomando na olhota mas sabendo rebolar gostoso a ponto de tirar o meu da reta e ficar pronto pra outra. e logo eu, sempre pagando de bom moço quando lá no fundo possuo meus maiores pecados e desejos mórbidos – estes à espera de alguém que me entenda e que se entenda, para que eu possa regurgitar tudo que vi e revi a vida toda – e, nisso, me igualo a todos os que se dizem sãos e humanos. porra, dá pra ser diferente? porque sempre esses percalços internos, me ensopando de inquietação, quando o que mais peço é paz, calma? tô começando a sacar o coé da vida. tô começando a entender como ela funciona. o lance é saber viver, respiração por respiração, sem titubear pra não enlouquecer com esse nosso cotidiano e as pessoas que dele fazem parte. saber que o máximo tá sendo feito, o máximo tá sendo doado, a quantidade de paciência posta pra fora, virando uma virtude, enquanto espero – errando – algo de quem mais aguardo.
não, não pode ser assim. e se já andei patinando até aqui e aprendi algumas coisas, tá aí, mais coisas à serem aprendidas, então. quem sabe lá no fim, olharei pra trás, a reboco, por cima de meus ombrinhos e chegarei à conclusão de que tudo tinha que ser assim? mas e as lágrimas?e a sensação de tombo da época ( no caso, agora )? lá vem ele de novo, me enervando, me distanciando da paz mesmo que eu estique o braço pra tentar pegá-la, toca-la, boliná-la, lá. é. certeza apenas a de que novos dias chegarão e com eles, sabe-se lá. pessoas vem e vão o tempo todo. saca?

Sou o maior exemplo de ajudar o próximo nesse quesito, sempre fazendo lembrar e crer que ninguém é de ninguém, que ninguém sabe de nada, ou aconselhando e desejando um relaxamento das coisas, pois elas simplesmente não mudarão ou se afetarão tendo em vista apenas nossos conflitos e atritos internos. Mas não, basta acontecer comigo e faço tudo ao contrário.
Ciúmes babaquinhas e que não levam a lugar algum. Foda-se. Eu gosto da encrenca, do caos, do distúrbio, da doença, da bagunça, da celeuma, do furdûncio. Odeio mundinhos azuis e com smurfs cantando enquanto buscam frutas no pomar. Odeio “bob´s” e seus mundinhos de videogames. A vida é foda e a gente trata de foder mais ela ainda.
A gente já nasce desvirginado. A gente já vem fodendo o mundo, a vida. Sendo mais uma boca pra comer, pra falar e vociferar. Em breve, mais uma cabeça pra pensar, opinar, discordar e causar o caos, a discórdia. Mais um animalzinho nessa vida que já não vale porra nenhuma.
Você nasce sendo ludibriado, enganado, enrolado de que o mundo é verdinho e rosa, os desenhos são a realidade, o Papai Noel existe, o coelhinho da páscoa deixa ovinhos de chocolate e nas férias, vamos todos viajar e ser feliz em algum lugarzinho longe de tudo.
Os desenhos são feitos por indivíduos intoxicados de ácido e LSD, o Papai Noel é cria da Coca-Cola, do consumismo desenfreado – assim como o Dia dos Pais é cria das organizações Globo – o coelhinho da páscoa nem existe mais, foi devorado, currado e estuprado por raposas selvagens que venderam o pêlo do pobre pras lojas de pele européias. O chocolate engorda - entope tuas veias e ai de você não praticar nenhum exercício pra ver se não fica que nem o boneco da Michelin, todo circunferenciado, sendo motivo de chacota - fora o malefício que faz no organismo, abreviando a visita ao capeta sem direito a retorno. As férias provavelmente não terão nada de especial, te fazendo ficar dias em um engarrafamento monstruoso, ouvindo funk e axé no Chevette oriundo de Olaria do lado, sendo roubado a cada R$3,00 pagos em uma garrafa de água e torcendo pro motor não esquentar e estragar tuas sonhadas férias em Jaconé.
Tu passas a vida correndo atrás do pouco, do nada. Tentando se convencer de que a vida vale à pena. Pagando teus carnêzinhos e sendo estupidamente seduzido pelos comerciais de TV, que te fazem lutar como um condenado pra atingir determinado status, enquanto de camarote, as pessoas assistem tua luta, tua corrida, cada inimigo que você vai devorando, degladiando e tentando sobreviver em meio à selva em que vive. De camarote, eles sorriem a cada derrota tua, arrotando prosecco e caviar enquanto cismas em alcançá-los no estilo de vida.
A gente vive se enganando. Arrumando barulho pra gente ouvir. O ser humano não consegue ficar em paz consigo mesmo. Luta o tempo todo pra isso e quando consegue, arruma balbúrdia e quiprocós a torto e direita. Somos imbecis de nós mesmo. Algozes e carrascos de tudo que fazemos, de cada passo que damos e que, provavelmente, reclamaremos um tempo depois, indagando Deus “o que eu fiz??”.
Depois fica lamentando, chorando e sentindo-se no direito de enlouquecer, de passar por cima dos outros, desrespeitando quem nada tem a ver com tuas escolhas. Achando que na “loucura” rebelde, irá encontrar respostas pra tais fugas, mal sabendo que cada vez mais foges do auto conhecimento e da evolução da própria alma.
É! Sou assim, to meio feliz hoje.

Quero brincar com a minha responsabilidade. Quero arrumar uma forma de desdenhar todos com essa mania de ser responsável, de ver o bicho pegar e de “correr atrás” pra ser feliz.
É arriscado, mas acredito que seja mais prazeroso enquanto ser humano do que se deixar amarrar e levar por essa forma escrota de se tentar sobreviver. Nem é questão de preguiça, mas sim de vivência, de saber viver, de saber sorrir....e de saber não sucumbir à “dogmas” como esse.
“ Que viveram. Depressa, depressa, demais.... A vida é doce”