terça-feira, 25 de novembro de 2008
É o amoooooor!!
O cara é o maior picareta do universo, maior charlatão que a humanidade já (não) conheceu.
O amor não existe. O amor é oculto, vazio, não tem vida nem luz. É a maior invenção do mundo, superando até a tal da religião e seus dogmas pra lá de duvidosos. O amor é uma sensação falsa, um estado de espírito equiparado à felicidade que não se vende em potinhos nas ilhas de supermercado com seus rótulos pra lá de chamativos, muito menos existem versões light, diets ou bio-qualquer-porra. (Se bem que, caso existisse, um ligthzinho de vez em quando cairia super bem, não?).
O amor é um sentimento confuso no qual achamos que entramos nele em algumas situações, decepcionando-se em seguida e com a consolável idéia de que “desta vez não deu certo, mas da próxima vai dar”.
E seguimos assim, sempre atrás de pseudo-felicidades monetárias-corporativas-físicas-corporais-locais-estéticas-momentâneas-seja-lá-o-que-for-isso, enquanto a vida passa e deixamos de curtir os bons momentos que a vida está sempre proporcionando, mas que pela nossa cegueira diária e domada, nunca nos permitimos ver.
E vamos sempre em busca do grande amor que chegará em sua Ferrari Amarela, seus cabelos esvoaçantes, sua perfeição irritante e seus dizeres que nos deixarão encantados.
E aí começamos a encontrar incompatibilidades, defeitos surgem, nascem, se criam, nos atingem.
E aí, o palácio em que morávamos começa a apresentar infiltrações e rachaduras. A arquitetura já não mais agrada e a decoração é de péssimo gosto. A Ferrari, outrora linda, começa a engasgar, problemas de direção e excesso de álcool...
E aí começamos a olhar pros outros cavaleiros e amazonas da selva em que vivemos, começamos a nos deixar levar por pensamentos, achismos e pitacos alheios.
E aí, tudo vai descendo ladeira.
E aí, pra distrair, começamos a freqüentar tabernas com nossos amigo(a)s.
E aí, no meio da bebedeira, descobrimos que não somos felizes, que estávamos enganados quando, por um momento, achamos que tínhamos encontrado o amor e que nunca, nunca mais iríamos sofrer, afinal de contas, a felicidade chegou, o amor apareceu e agora somos a pessoa mais feliz do mundo.
E aí tudo desabada. E aí nos afogamos em lágrimas e achamos tudo injusto.
“Porque comigo?”
E aí, olhamos os outros casais de príncipes e princesas, invejando-os, querendo achar alguém à nossa altura, e “porque eu também não posso ser feliz?”
E aí você percebe que as princesas também andam insatisfeitas, os príncipes idem, a sociedade confusa, em conflito, a balbúrdia toma conta de todos e, no meio desse caos, você só queria outro grande amor, a chance de ser feliz, amar, ser amada e que a felicidade invadisse ( novamente) sua vida.
E aí o tempo passa, deixamos de apreciar as coisas simples e bonitas da vida. Os prazeres que temos em determinas coisas e situações, os conhecimentos, as descobertas, as novidades, sensações que surgem, pensamentos que se cruzam, desejos que vem à tona... Nada, nada, nada é percebido, tudo perdido....
E aí, começamos a achar as coisas vazias, o mundo sem graça, a vida sem cor. Tá tudo fora do rumo, nada presta.
E aí, mal percebemos que o vazio está dentro de nós, a falta de graça é conseqüência das horas em que não nos permitimos rir – seja por vergonha, por ocupação, por estar domado sistematicamente – e somos a pessoa mais sem cor existente....
E aí, percebemos que perdemos nosso próprio rumo acreditando em falsas promessas, em falsos profetas, em falsas histórias.
E aí, a impressão que fica, é que nós não prestamos, somos insignificantes e nossas mazelas pessoas nos dominaram, não nos permitindo ver a cor vermelha do hidrante, a graça dos palhaços de rua o conteúdo admirável de determinadas situações e pessoas...
E aí? E aí?
E eu que te pergunto?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Acorde-me o quanto antes.

Mas até aí também nada novo. O ruim é que foi ruim, capta? Acordei meio injuriado, com o coração apertado. E aí vem esse temporal de hoje a tarde, fazendo da tal Cidade Maravilhosa, uma piscina abandonada, cheia de emporcalhos humanos flutuando por aí. Me deixou mais borocoxô ainda...pensando, pensando, pensando...
Eita! Acordei estranho. Não, na verdade nem dormi. Ou mal dormi...
Fofo demais.
Re-descoberta
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Inócua experiência

Quando...
Quando você estiver com o pau da próxima companhia na boca, você vai lembrar dos beijos que eu te dei;
Quando estiver com os seios na língua dele, você vai lembrar dos sabores que tive de seu corpo;
Quando ele estiver mordendo teu rabo, você vai lembrar da ficção que eu tinha pela sua bunda;
Quando ele estiver te chupando, você vai lembrar da minha boca sussurrando em teu ouvido;
Quando ele estiver te despindo, você vai lembrar dos elogios que tecia a sua vestimenta;
Quando ele estiver te pegando no “papai-e-mamãe”, você vai lembrar de nossos falhos sonhos de marido e mulher;
Quando você estiver sentada na pica dele, vai lembrar das reboladas que dava pra mim, me provocando;
Quando ele estiver te comendo de 4, você vai lembrar das vezes em que ficamos em pé, bebendo, rindo e conversando;
Quando ele estiver te dando tapas, você vai lembrar dos leves passeios de mão que dava por seu corpo;
Quando ele estiver puxando teu cabelo, você vai lembrar dos puxões que te dava, procurando sua boca, seus lábios;
Quando ele estiver te chamando de vadia, puta, cachorra no pé do ouvido, você vai lembrar das juras de amor e das dóceis e sinceras palavras que pra você pronunciava;
Quando ele te matar de prazer, você vai lembrar que morri de amor;
Quando ele estiver gozando na tua cara, você vai lembrar de mim fazendo carinho em seu rosto;
Quando ele terminar, decidir ir embora e te magoar com a frieza como tudo aconteceu, você vai se lembrar de que também fui, maltratado e magoado pela sua decisão, da maneira como aconteceu;
E quando você se entristecer achando que não existe mais amor, você vai lembrar de mim. Sem saber que estarei despindo, lambendo, chupando, provando, batendo, xingando, sussurrando, metendo, fodendo, comendo, proporcionando e tendo prazer e gozando na cara de qualquer vadia que me aparecer. Enfurecidamente lembrando de um amor, que um dia tive....
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Falsa Idade e seus vários tipos de máscaras.
Incrível como temos a incapacidade de enxergar determinadas coisas que estão nítidas, expostas à nossa frente. Incrível a cegueira na qual ficamos quando participamos de determinadas situações.Nos expomos, nos abrimos, falamos tudo que nos aflige no melhor intuito, o de ser claro, sincero e compartilhar cumplicidades para com as pessoas que, a princípio, a gente confia. Lamentável o fim de muitas situações.
De um lado fica uma lacuna doída, indignada, triste e até com certo tipo de revolta por não ter dado certo em determinada ocasião. Do outro lado, ficam os “alicerces” festejando a vitória da próxima queda. Da próxima derrota, enquanto insistem em fugir pro próximo refugo espiritual-sacerdotal-angelical que promete “que tudo vai dar certo”.
De um lado fica a tristeza de ter feito de tudo, se exposto, aberto, entendido, aceitado, se vencido e se mudado pra que as coisas, enfim, andassem. Do outro lado, os dizeres de que tudo vai dar certo, um meteoro irá cair na terra e levará todos os nossos problemas, os quais “comemoraremos” no próximo fim de semana praiano.
A tola impressão da afinidade e do fortalecimento do alicerce, tendo apenas como base a proximidade das vidas, dos sofrimentos e dos “sei bem como é isso” De repente um duvidoso arrependimento de ter apresentado todas as facetas de sua vida, de sua intimidade, compartilhado pessoas e idéias, amigos pessoais sendo dividido, ter “trocado” de vida com a promessa de ser feliz até com trocados miúdos, porém sinceros. Uma incrível sensação de ter sido um ano no escuro, vazio, perdido, em vão.

Foge fuga, foge.

É na hora do vamos ver que se reconhece um homem de verdade. É nas horas de decisões, respiros, atitudes e gestos que se percebem o quão o pau é justificado ou não. E eu, nessa crise, nessas circunstâncias indecisas nas quais me encontro, até o momento, pelo jeito não passo de um moleque sem vergonha e sem caráter. Minhas fugas acabam fugindo de mim, indo ao encontro de mais e mais dúvidas.
A saber...
M.E.R.D.A.

Pronto! Mais uma merda feita, destilada, exposta e, que agora, terá que ser engolida, degustada, regurgitada até virar a próxima merda.
Meu jeito é inadmissível, minhas confusões me massacram e acabo sempre magoando as pessoas. Sempre. Minhas atitudes vão minando as pessoas, fazendo-as crer que não sirvo pra elas depois de um determinado tempo. É uma evolução que todas vão tendo e eu lá, paradão na minha, sem evoluir, dentro das minhas irresponsabilidades e gestos imaturos.
Sempre, sempre, sempre...
Porque essa neura, essa cobrança interna de que sempre temos que estar em evolução? Porque o não entendimento alheio com a estagnação momentânea (essa que pode durar dias, semanas, meses ou até anos?) e o the end decidido sem um pouco mais de paciência?
É a porra da praticidade que o dia a dia nos impões. É a porra da entrega arcaica ao sistema, a maneira como tudo nos é imposto e a não reação em nenhum momento.
Qual a diferença entre pessoas assim e putinhas de luxo? Nenhuma. Todas se vendem por ridículos trocados de trinta em trinta dias, sendo que o capitalismo é tão imenso que no segundo dia, tudo já se esgotou. Aí fica assim, os outros 28 dias de pura sobrevivência na selva, tentando reunir ridículas moedinhas pra honrar os compromissos da patética vida.
Te amo porra, custa entender?
Passa passado passivo

Enfim, e deu-se o fim de algo belo, bonito e de extremo orgulho. Algo a ser lembrado pro resto da vida, no passado e no futuro. Ensinamentos em troca de alegrias, cobranças substituindo euforias e erros justificando revelias. Boa noite e bom dia agora substituídos por “ ...você vai fica com a tia...”. Fim de mais um dia, de mais uma relação, fim dos nossos tempos, inverno em lugar de verão.






