terça-feira, 28 de outubro de 2008

Castigo Machadiano

" O povo tem direito de se punir elegendo determinado candidato para os próximos quatro anos..." .
Tá. A frase original não é essa, mas chega bem perto e foi dita por Machado de Assis, não sei quando.
Perdemos e soubemos perder. A eleição mais disputada pós-ditadura chegou ao fim, tendo como vencedor o candidato "menos-limpo" no que se atribui à forma de como se chegou lá. Sem entrar no mérito de cada um dos candidatos- até porque já foi decidido - a eleição foi dura pra ambos. O resultado não nega o quão difícil foi qualquer eleitor comemorar a vitória momentos antes da divulgação. De positivo - eu Gabeirei - apenas a felicidade de ver o povo se unindo e expulsando o prefeito-fanfarrão-virtual de onde nunca deveria ter entrado.
Se dias melhores virão, desconfio. Mas ao menos fico aliviado em perceber que pior do que era, não vai ficar. A não ser que o jovem eleito tenha a audácia de se superar e, nivelando-se por baixo, chegue bem perto do processo cesarlístico de ser. Apesar de não duvidar, não creio que aconteça.

Que ele seja bem-vindo e que a tão pregada "união municipal-estadual-federal-continental-intergalaxial-chupa-meu-ovo" se concretize, levando embora os dias sombrios que o ex( qualquer ex é terrível, não?) fez questão de estapear a nós, moradores passivos do purgatório da beleza e do caos. Que ele quebre a cara de pessoas que, assim como eu, votaram no homem da tanga e traga melhorias acentuadas a Cidade de São Sebastião. Que faça jus aos que nele apertaram o verde e pregue um pouco de luz, paz, esperança, diversão e dignidade aos que já tanto imploraram por dias de sol.

Seja bem vindo moço!
Faça o que já fez lá nos terrenos da moradia de quem me pôs no mundo no restante da cidade, tentando cumprir ao máximo as promessas geradas antes da conquista. Fico feliz e o parabenizo que tenha vencido. Nada contra. Apenas optei pelo "novo", pela "inocência" e pelo "muderno", quem sabe assim na esperança de mudanças em prol de todos.

De qualquer forma, fico feliz. Mesmo sabendo que as
artimanhas e manobras usadas para enfraquecer o "inimigo" e "inexperiente" tenham sido pra lá de baixas. E que pessoas que se manifestaram na matéria, " O Gabeira perdeu dois votos, meu e do meu marido, mas este é o primeiro fim de semana com sol. Decidimos viajar" , segue mais " Votei no Gabeira no primeio turno, agora decidimos justificar porque decidimos aproveitar o último feriado do ano." não se surpreendam caso o castigo Machadiano seja profetizado, sentindo-se decepcionadas ou frustradas caso o novo rapazinho da cidade não cumpra determinadas promessas.

No mais, é "chocolate, biscoito e caramelo".

ó dúvida...

Não sei se vou dormir ou toco uma punheta...Aff!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Aula do Cuenca 2

Putaquepariu!! Já vai dar 18 hrs e este cara vai se atrasar mais uma vez pro curso! É sempre assim. Ele nunca chega na hora marcada. Nem consulta médica ou encontro amoroso o faz honrar seus compromissos. Semana passada foi a mesma coisa. Acordou pensando: " Hoje é sexta. Tomara que eu não chegue atrasado." É tão incompetente que ele acorda torcendo pra não perder a hora. E olha que o atraso à qual ele se refere será daqui a 8 horas. Ao invés de se programar até lá, já se lamenta e torce pra que nada dê errado. Parece baiano: se lamenta de ter que tombar ao avistar um buraco.

Há três semanas é assim, desde que iniciou a oficina. Mal os ponteiros acusam dezoito horas e ele se encaminha pra Casa do Saber. O trajeto é igual. Sempre. Sai esbaforido e com seu habitual mau-humor rumo ao antro de "festa estranha e gente esquisita..." que é cada vagão de metrô. É camelô, empresário, turista, ladrão, vadia, puta, viado, veado, banhista, secretárias, boys, girls, estudantes, operários, safados, pilantras, padres, diabos, etc, tudo e todos dividindo o espaço com ele, sempre de forma democrática como manda ser o figurino. Sexta-feira de novo. Calor de ver o capeta de sunga. E lá vai ele...Na cabeça segue a expectativa de mais uma aula de "pensamentos incessantes e suas viagens que nem sempre o trazem de volta ao local de partida" enquanto o corpo dá sinais de mais uma exaustiva semana. “Tô precisando relaxar. Tomar uma cachaça, acender um, drinkar, tomar um chopp, gozar, respirar, enfim. Mas relaxar, viver" deve estar pensando.

"Próxima estação: Cantagalo!!!" Ele salta em meio ao mar de gente indo, vindo, correndo, caminhando e voltando. “O mundo tá um caos!" vocifera na mente. Sai da estação e se depara com um monstruoso engarrafamento. Isso o irrita. Pensa que são um bando de cornos trancafiados em seus monstruosos carangos, vivendo seus respectivos mundinhos condicionados a um bom cd, e quiçá, boas lembranças. Mal sabem curtir a vida. Vivem a semana inteira em seus works-fucks, suas viagenzinhas a negócios, seus gadgets, seus estresses, seus " Amor, vc volta quando?", " Papai, traz aquele doce gostosinho do free-shop?" e " Estela, agora não posso falar, minha esposa está na outra linha. Te ligo depois. Te amo. Bjs", enquanto a vida tá aí fora, doidinha pra ser vivida, doida pra ser fodida e fudida. Tenta em vão uma solução. "

"Calor do caraleo. Se eu pegar a porra de um ônibus vou me atrasar, além de ficar parado no trânsito. Se optar por um táxi, fico no trânsito, porém sem calor!" E nessa indecisão, o que mais o consola foi talvez a única certeza de ter feito algo certo na vida: vender o carro ao tomar conhecimento da tal da Lei Seca. Só assim sai, bebe, fuma, dorme no chão, no bar, na casa, na rua...enfim...mas não se preocupa com mais nada. Chega de IPVA, seguro, flanelinha, estacionamento,blitz, duras, propinas, assaltos, furtos, etc, etc e etc. Resolve subir o Corte andando. Os carros andam devagar, quase parando. Troca olhares com alguns motoristas.

De um lado medo de ser assaltado por " este cara esquisito barbudo e com cara de bêbado que nos encara", de outro " Ai, que inveja deste rapaz!! Caminha calmamente enquanto a gente fica aqui parado nesse congestionamento absurdo!! Está me dando uma vontade de ir tomar um whisky..". Ele gargalha por dentro enquanto ri: " Vende a porra do carro filho da puta! Não sabe mais andar a pé??". Cruza com um mendigo e sua "caça as latas vazias".

" Essas porras sim que são felizes. Cagam pra gente. Escarram desdém pra nossas vidas."

Ele adora mendigos. E filosofa: " Nada mais são do que vira-latas humanos. Remoendo e revirando nossas vidas, nossas entranhas. Sabe o que comemos, o que desperdiçamos, sabe o que temos, nossas preocupações e estresses. Nosso lixo diz tudo".

Olha pra cima, pra floresta de pedra em que vive. Portas fechadas. Janelas fechadas. Cheiro de noite chegando. De sexta-feira no ar. Cheiro de bagunça, de farra. Sexo, violência, rock n´roll. "Cada um no seu mundinho mesquinho. Passando o tempo tomando whisky e cheirando, enquanto acompanha os noticiários na web e tenta relaxar ao som de Barry White".

" Quer saber? Vou pegar um táxi!"

Mas tudo está parado. A Lagoa não se move, os carros não se movem. Até os pensamentos se cruzam. " Bendito curso nessa maldita sexta. Vontade de parar no primeiro boteco e começar a farra com os cachorros-de-rua humanos. Foda-se o JP, os alunos, os coleguinhas de curso que nunca mais irei vê-los na vida. Defequei bombons de caramelo pra eles." Ele quer fazer de tudo pra esquecer a crise conjugal da semana. O estresse que qualquer relacionamento impõe, toma e assalta. Bem -feito. Quem mandou ceder aos encantos daquele sorriso, aos pedidos angelicais diabolicamente mais íntimos??? Agora vê se aprende a dizer NÃO!!!
Mas não adianta. Na próxima vez ele vai fazer tudo igual. De novo. Assim como foi da última vez.

E segue caminhando, desta vez já vendo as luzes prediais da Lagoa. Suas varandas abertas e luzes acesas. A lua linda, límpida e cinzenta sendo espelhada nas águas que se contrastam com o barulho dos motores que rosnam pressa e arrotam fumaça. O mesmo contraste que separa a Mercedes da Carolina - empresária do ramo petrolífero e moradora de São Conrado - do Mercedes lotado e empacotado da Maria das Dores, diarista residente em Austin, Nova Iguaçu.

Ele segue cruzando com vans, ônibus, carros, bicicletas e pessoas a pé. Viaja em tudo, devaneia com todos. Troca informações mentais com tudo que se mova ao mesmo tempo em que perde seus olhares, pensamentos e a linha de raciocínio em uma tentadora coxa feminina.

“Gostosa” pensa. E olha. E deseja. E percebe que não vai mais pegar porra de condução nenhuma. Já tá suado, molhado, fedido, fudido, atrasado e perto demais da Casa do Saber.

“Porra!! Não esqueço aquela coxa. Gostosa”.

Atravessa a rua, sem antes, quase não ser atropelado. “ Anfíbio fanfarrão ruim de roda” .

“ Boa Noite senhor, seja bem-vindo”, é o que ouve do segurança da Casa.
“ Só se for pra você. Leão de Chácara da poha”

E sobe as escadas..
E torce pra que tudo termine quando a aula iniciar.
E torce pra que o dia chegue ao fim...
E chega na porta..
E torce..
E torce...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Precisando...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Desejos confessos de uma sociedade hipócrita.

Eu sempre fui assim, não adianta. Desde que me conheço como homem, vivo desejando todas as mulheres por quais eu cruzo. E depois que cruzo com elas... Não sei se é doença mas eu gosto de ser assim. E as mulheres também. Elas pedem, mesmo que inconscientemente, para que a fodam, a destruam no maior sentido do prazer. Elas se vestem para o sexo, o tempo todo. Freud estava certo. Ele afirmou que o sexo é instinto inconsciente em todos nós. Quando o ser humano vê alguém interessante, automaticamente ele pensa em sexo. Não adianta negar nem ser hipócrita. Sexo é bom, que mal há nele à ponto de ser um tabu entre as pessoas? Pura hipocrisia de gente que não assume o que deseja. Ainda mais pela cidade, estão todos espalhados, preocupados com suas reuniões e aparelhos de última geração. Maridos viajando em suas loucuras corporativas enquanto as esposas ficam à mercê dos outros machos que ficam à espreita de uma oportunidade. Eles trazem dinheiro pra casa mas esquecem de, também, vir com fúria corporal, com desejo de sexo, de amor, de carinho, afim de satisfazer suas companheiras. E depois? E depois reclamam ou, injustamente, a julgam com as mais baixas nomenclaturas quando elas ficam assim, ansiosas por uma bela e faminta rola. Somos humanos. E, independente de sermos homem ou mulher, possuímos desejos, fantasias, vontades, volúpias... E aí? E aí aparece alguém disposto a dar o melhor de si, a acompanhá-las nos momentos mais íntimos, de estar presente estrategicamente nas horas de carência, de se dedicar exclusivamente nas horas escondidas e elas acabam se entregando, mesmo que não num primeiro momento. Eu sou assim. Desde pequeno eu soube captar a essência feminina. Sempre soube absorver, capturar com um olhar o desejo ou a carência que delas era expelido. Não me considero um depravado ou pervertido, pelo contrário. Eu não saio por aí cantando ou falando besteira a qualquer mulher que passa. Eu possuo respeito e exigo o mesmo, que fique claro. Acontece que quando a gente gosta e é aficcionado por uma coisa, a gente acaba exalando isso. Meio que fica escrito na cara o quão gostamos de determinada coisa. Acredito que comigo aconteça isso. Eu não rotulo ou pré-julgo ninguém. Apenas exponho o que penso e gosto e na maioria das vezes a mulher sente interesse. Fazer o quê? O marido ou namorado não gosta mas eu e elas gostamos, entendeu? No fundo acho que até faço o bem. Entendo que relacionamentos são difíceis. Depois de um bom tempo de convivência, a coisa ou piora ou se acomoda. O cara já não liga pra mulher como antes por diversos motivos. A mulher vai sentindo-se desvalorizada, sentindo-se incapaz de despertar algo na pessoa com quem decidiu viver e acaba se acomodando. Se enfeiando e não percebendo isso. E aí a relação esfria sentimentalmente. Sexualmente, inexiste. É aí que entro pra salvar a relação. Com algo extra-conjugal, a mulher não se sente tão desvalorizada. Ela se sente desejada em determinados momentos e acaba não levando “problemas” nem estresses ao marido que, por sua vez, em determinado estágio de vida, só quer paz e arroz. Desse modo, acabo levando ( mesmo sem estar presente) paz às relações terceiras. E ainda tem nego que me acha vulgar e canalha?? Ah, vão se foder. Eu gosto disso mesmo e assumo. Eu amo. Eu adoro sexo. E elas também. Repito toda hora porque isso me faz bem, me acalma e me dá paz. Os executivos em suas reuniões desejam apenas lucro e cifras altíssimas. As esposas deles, desejam apenas um cartão de crédito ( que eles fornecem ) e uma boa e gostosa gozada ( nesse caso, fornecido por mim). É ou não é um bom negócio?? Elas pedem, volto a repetir. Elas gostam. Pedem que eu dê na cara delas. Eu capricho. Nada de porrada, apenas dosados e tentadores tapas que a deixam com aquela sensação de êxtase. Sentem-se dominadas, desejadas, devoradas, consumidas, consumadas....deliciam-se em mim enquanto me delicio nelas. É justo, concorda? Em meio a tanto caos urbano, tanta violência, as pessoas precisam trabalhar menos e gozar mais, porém, quem enxerga isso?? E aí, uma me recomenda pra outra, que passa meus desejos pra uma terceira, que me liga e marca de sair. Elas já sabem o que quero e já sabem também o que desejam. Com isso, não tem perda de tempo, coisa rara e sagrada hoje em dia. Elas pedem mais, pedem que eu as prove, experimente, lamba, chupe-as, sussurre, grite, aperte....elas querem viver, coisas que os relacionamentos atuais não permitem ou cerceam. Elas querem viajar. Desejam sentir-se damas, meninas, moças, puritanas, cachorras, piranhas, safadas, vadias. Sabem que não são e possuem potencial bem longe disso. Muitas também são executivas, possuem seus altos cargos e suas responsabilidades lá no topo. Mas (pra mim, graças a Deus), não esquecem que antes disso tudo são mulheres e assim como elas, possuem suas maiores fantasias e loucas vontades de se entregar de verdade pra alguém que não está nem aí pra pudores ou pré-julgamentos. Elas, assim como nós, possuem seus desejos e vontades acumuladas por essa sociedade pra lá de hipócrita onde o homem pode ter amantes e comer as amigas das amantes, inclusive. A mulher – tadinha – a mulher fica em casa com a barriga no tanque.Sociedade essa que tanto buscou a igualdade dos sexos que elas se descobriram e hoje estão aí. Pro que der, dar e vier. Hoje elas trabalham, malham, ensinam, lecionam, buscam as crianças no colégio, pagam contas e no fim dos dias também conseguem estar lá, com a barriga no tanque. A diferença é que atrás dela tem alguém mordendo seus ombros, puxando seu cabelo, passeando com a mão por suas coxas, costas, lambendo e provando cada cm daquele corpo que anseia relaxar. O homem deliciosamente esfrega sua barba na nuca dela, que arrepia. Ela fecha os olhos e sente a respiração dele, a língua encharcando seus ouvidos, enquanto um abafado gemido escapa da parte delas. As mãos do seu dono naquele momento descobrem suas partes mais íntimas, apertam sua cintura, sua bunda, mordem suas coxas, mordiscam seus seios, aperta, belisca, ele é voraz, guloso, tudo que ela é mais que ele. Ela não pensa em mais nada, apenas na louca vontade que está no momento. Ela já cumpriu o seu papel do dia. Ela já honrou os pgtos, colocou as crianças pra dormir, deu atenção (que não é recíproca ) ao marido, agendou e marcou reuniões. Agora ela tem tempo pra ser ela, ou melhor, dos desejos dela. Sem vergonha alguma...Ela anseia o momento que vai virar, morder e provar aquele cara. O momento em que vai ajoelhar e sem pudor algum, vai engolir por inteiro a pica por inteiro. Provando, saboreando, engolindo, esfregando na cara, batendo com ele no rosto, chupando o saco e repetindo esse processo por inteiro. Ela se sente molhada, encharcada e quer mais. Muito mais. Nem o marido na sala de casa a espanta. Foda-se ele no momento, fodam-se eles, ela e o cara que nesta altura esta abrindo as pernas dela e deliciosamente mordiscando a buceta que implora por algo mais. Foda-me, é o que pensa agora. Ele aperta sua bunda enquanto com a língua experimenta todos os sabores que ela à ele proporciona. Foda-se o mundo. Fodam-se eles, obviamente. Ela pensa no quanto as relações estão falidas e no quanto há tempos, ela deseja um momento como este. Ela se perde em meio à prazeres e devaneios. Ela pensa e não age, apenas geme com sofreguidão, quase chorando. Ela sofre de prazer, se afoga entre soluços, desejos e vontades. Ela não percebe, ela está entregue no exato momento em que ele penetra com toda força sua já não mais usada buceta. Há quanto tempo ela não sente algo do gênero? Há quanto tempo não sente essa coisa louca, essa sensação de sentir-se domada, usada, adorada e adorando? Ela sente a piroca desvirginá-la novamente. Ela não percebe mas já está de 4 na beira do tanque enquanto o cara soca gostoso nela, enquanto com uma mão a pega pelos cabelos e a outra castiga seu rabo com deliciosos e “ mais, bate mais, bate mais” tapas... Ela quer mais. Ela não quer mais nada. Ela ouve em alto e bom som: “ Geme sua vadia, geme. Era isso que vc queria. Rebola gostoso que vc queria isso, pica.”. Ela obedece, ela delira só com a sensação de obedecer. E ele não pára: “Vai piranha, sinta-se desejada enquanto te uso, te como, delicio-te e me dou prazer...” Ela desfalece, ela delira, ela voa, flutua...e nesse tempo enquanto flutua, mal percebe que já encontra-se de joelhos, com a boca aberta e com a cara toda lambuzada, jorrada, suja e inundada.... ela sorri, ela gargalha, ela desfalece de vez, ela se sente feliz, talvez como nunca tivesse se sentido na vida. E, em meio a esta felicidade, ela não percebe que seu homem foi embora e que tudo não passou de deliciosos momentos de desejos e fantasias em sua mente carente..... Eu sou assim, entende? Eu gosto de sexo. Elas gostam, elas desejam e eu também. Não me culpe por ser assim, digamos, imparcial com seus desejos e vontades mal-saciadas. Eu sou assim...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Odeio dias de calor.

preciso aprender a destoar dos demais. aprender a filtrar somente o que convém. fazer com que essa angústia, essa inquietude vá embora. sem amargura. um misto de coisas. mal-humor, desapego, desejos, vontades, irritação, sufoco, nó na garganta e aquela vontade de, lá no fundo, chorar. é coisa de mulher essa porra né?será que tô de TPM? pqp, nem eu tô me guentando. a confusao aqui dentro me deixando apreensivo, embora eu saiba qual decisão deve ser dada. mas por outro lado, a propria decisao sabida, da forma como deve ser dada tb possui suas duvidas e indiferencas. queria eu poder nao sentir mais essa poha, é ruim, admito. palavras jogadas, cuspidas e encatarradas no papel fazem bem, ao menos aliviam e o que sobrou aqui dentro, ao menos vao se encaixando. assim mesmo, da forma como escrevo, sem ponto nem virgula. talvez algumas...
quer saber? vou dar uma volta la no espaço cultural recem aberto. so assim divido meus sentimentos com aquela porrada de palavras desejando ser lidas, troco informaoes de forma mental e, por fim, percebo que o copo dagua da tempestade que fiz ja foi tomado, pronto pra outra.
dessa vez quero cerveja, pronto, ao menos ajuda logo a definir as coisas, estragando-as ou ajudando.
santo remedio.
cambio, desligo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Moderna Idade

Pensamos como um todo. Sociedade, união, cavalheirismo, solidariedade, " só vamos sair desta juntos, força" e coisas assim. Pensamos numa esfera de conjunto, " um não é nada, não pode nada. Todos sim, podemos", mas estamos cada vez mais nos habituando com o singular, o único. A cada dia que passa somos mais "EU" e menos " NÓS". A singularidade e a pessoalidade vivem aumentando enquanto o conjunto e a tendência da idéia de grupo, turma, tropa, cai.


Temos a cada dia mais e mais perfis de comunidades de sites de relacionamentos, por outro lado, somos cada dia menos vistos no real, olho no olho, irís na iría, troca de ações da retina...


Unidos venceremos. A união faz a força. Chega até a ser uma contradição. Estamos cada vez mais sendo únicos e ímpares e não é por caráter ou personalidade, tenha certeza. Vivemos em uma sociedade que , em função de determinados fatores, fica-se cada vez mais individual. E isso tende a crescer... Nos tornamos mini-mundinhos blindados, ininvadíveis. Viramos a união da hipo com a crise, manifestando virtudes ou sentimentos que realmente lá no fundo não temos. Uma preocupação com o próximo totalmente fajuta, cada vez mais falsos, menos real. A Coca-Cola deve saber disso...essa não é a real.


Pensamos como um todo, ainda somos domados a agir assim mas essa vocação vem se transformando cada vez mais. Visualizamos em massa mas agimos no singular. A intenção é boa e válida mas a (n)ação caminha a passoa largos na direção oposta.


A tecnologia à medida que avança destrói um pouco mais do que outrora poderíamos taxar normalmente de sociedade. Ainda não sei se isso é bom ou preocupante, porém, é fato que vem acontecendo em larga escala. Somos cada vez menos plural. Mais únicos e menos nós. A essência do coletivo vem sendo anulada.


Atualmente cada um de nós vivemos nossos milhões de miúdos mundinhos a sós. "Viajamos" em nossos Ipod´s, sendo nosso próprio show e platéia. Nossos nomes são confundidos, trocados e personalizados por nicknames ou perfis. Perdemos um pouco de nossa personalidade a cada dia. Podemos ser quem quisermos, as atitudes que desejarmos e no fim, nos despirmos de um personagem para o qual criamos ou fomos criados. É a mistura do que se pensa com o que se deve pensar. Nossas festinhas são virtuais, cada um em sua própria casa, atrás de seus monitores, dançando o que melhor nos convém, enquanto "socializa" e mostra o quão simpático e interessante somos através de dígitos cada mais vez mais habilidosos.


Hoje qualquer criança cria seu próprio perfil, antes mesmo de aprender a comprar pão. Antigamente uma banda atraía multidões ao mesmo local, fazendo e detonando a alegria da galera. Hoje se toca de casa enquanto a mesma multidão se divide respectivamente em seus cafofos, com as devidas seguranças econômicas e longe dos perrengues e brigas por perto. Cada um de nós elabora seu próprio Rock in Rio, com direito a trocar de banda na última hora.


Antes, caso quiséssemos conhecer alguém legal, bastava colocar um jeans esperto, passar um gel gumex ou new wave no cabelo, uma camisa supimpa estampada e ir remexer o esqueleto em qualquer discoteca da moda. E hoje? Hoje qualquer um pode acender seu baseado, criar seu perfil e acessar qualquer portal de bate-papo, destilando charme e veneno, não em uma, mas em mais de 10 pessoas ao mesmo tempo....


Hoje somos cada vez mais "Sim City", "A Ilha", "Cidade Partida" e "Nome Próprio", enquanto aceleradamente tomamos distância de "Curtindo a Vida Adoidado", "Goonies", "Hair" ou "Didi e as-aventuras-não-sei-onde". Somos menos "A Turma da Mônica" e mais " O fantástico mundo de Bob ". Antes, penávamos pra encontrar algo que buscássemos interesses. Recorríamos a Enciclopédias ou bibliotecas das escolas pra detalharmos à fundo as mais dolorosas pesquisas solicitadas. Hoje temos o Google que encontra até bala perdida. As coisas vão mudando a cada segundo, as pessoas se isolam mais e mais, fazendo com que se crie uma sociedade cada vez mais sozinha, acostumando à isso e de escassos heróis. É cada vez mais cada um no seu quadrado enquanto cobramos das pessoas atitudes e gestos legais, o que só nos leva a crer que nos faltam espelhos. O egoísmo cresce em cada um de nós enquanto, por outro lado, andamos procurando pessoas legais e interessantes que andam-em-falta, onde-estão???


Hoje em dia falamos no MSN, encontramos no Orkut, matamos as saudades nos Fotologs, emitimos expressão via blogs, revemos no Skype e ninguém sente falta de um abraço, um cheiro, um afago de verdade.
Até as guerras perderam graça. Nos falta heróis ou homens de atitude. Dificilmente teremos novas versóes de Che, Mandela, Dalai, Malcom X, Pol Pot, Rasputin, Kennedy, Àtila, etc...a não ser em grandes produções hollywoodianas acompanhadas de uma bela pipoca. Hoje o cara aperta um botão e um país inteiro do outro lado do mundo é pulverizado. Nem soldados ou tropas competentes são mais necessárias. Desse jeito, daqui há cem anos teremos a inauguração da praça Brigadeiro Virtual Fulano de Alencar - Patrono responsável pelo aperto do botão X que aniquilou o inimigo na batalha Y.


Pensando bem, pra quê? Da maneira como as coisas caminham, daqui há tanto tempo iremos acabar assistindo a tal inauguração de nosso PC-TV de casa, acomodados em nosso pufs cibernéticos, zapeando canais e se deliciando com aquele milk-shake que aprendemos a fazer no www.façaseumilkshake.com.br




terça-feira, 7 de outubro de 2008

Agora vai!?!?!?!?


quinta-feira, 2 de outubro de 2008



Tá me testando????
Tá querendo ver até onde eu aguento e consigo ir?
Tá querendo que eu desiste?
Tá analisando até onde suporto?
Tá desejando me ver quando assumo a derrota?
Tá querendo que eu desande, exploda e fuja?
Tá querendo ver até onde aguenta enxergar?
Tá me olhando daí de cima, analisando, aprovando e reprovando todos os meus passos, mesmo sabendo a maneira como o qual vejo e vivencio tua obra?
Tá né?
Tá bom!
Manda mais não.
Tá?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Fazem falta...