terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tempos Modernos

Que nem sempre suporto o ser humano, isso já nem é mais novidade. Mas tenho que admitir que o convívio próximo à essa raçinha - pra lá de esquisita - as vezes me presenteia com situações das mais adversas. Dentre estas situações, algumas me fazem ter mais repúdio aos colegas de vida mas outras me fazem crer que estar por perto me garantirão, no mínimo, deliciosos pensamentos.
Eis que dia desses, em um dos lotados vagões matinais do metrô ouço a pérola entre duas jovens:
Morena: - Mas me diz amiga, que você fez esse fim de semana?
Loira: - Ah! Sexta fui ao cinema com a minha prima, sábado fui a um níver de um amigo e ontem fui a praia!
Morena: - Poxa, legal. Que filme viu? É bom? O Guto tá voltando de viagem e quero ir com ele essa semana.
Loira: - Vi o filme XXXXXXXXXXX. É bom demais, recomendo.
Morena: - Hummm! Vou falar com ele, tomara que curta a idéia.
Loira: - Acho que vocês irão gostar, vale a pena.
Morena: - Boa. Vou combinar com ele.
Loira: - E você? O que fez?
Morena: - Nada demais. Sexta dormi cedo. Sábado fui com a minha mãe na casa da minha tia e ontem dei pra caraaaaaaaaleo!!! Tô cansada até agora.
Loira: - ? Han? Mas o Guto não está viajando?
Morena: - Tá uéh!!!
Din, don!!!! Next Station....

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Não é não!



E a Lapa já nem é mais a mesma. Acho que a invasão de todos, o assentamento burguês, a liberação da libertinagem e a "legalização" do outrora proibido tiraram todo o charme que uma noite lá fornecia. A Lapa nem é mais a mesma. Anda tão sem gracinha com seus saltos inseguros e seus músculos previsíveis. Anda tão sem noção com seus regulares comportamentos oriundos dos antes dispensáveis locais. O vazio migrou pra lá e tirou qualquer emoção aventureira de uma noite bem curtida por lá. Ficou bussiness e perdeu o under. Coisa chata.

Ninguém atraente à ponto de uma investida literária, observatória, investigativa, mesmo que no meu mundinho de voyeur curioso.
Ninguém à altura de ser alvo imaginativo em qualquer nível de vertente. Todo mundo igual. Sem tempero, sal ou azeite. Nem uma pimentinha que desse jeito valeria. Todos os mesmos gostos.
Mesmíssimos.
Nenhum sentido desperto ou aguçado. Nada que chame atenção da visão, estimule o olfato, excite o paladar, interesse a audição, muito menos desperte o desejo do tato.
É de maior agrado assistir Gugu tomando ki-suco de limão ou passar o sábado jogando pac-man. Ninguém que mereça tempo perdido tentando ser desvendada. Ninguém em vista que seja alvo de discretos segredos ou delicioso anseios. Ninguém. Simplesmente ninguém.
A vida passa e vai levando o charme, os encantos e segredos das pessoas. E as mesmas não percebem isso, não se fazendo válida para um recall e nem percebendo que é necessário ou de extrema valia um reinvestimento pessoal. A ousadia jovial se foi e deu lugar a previsibilidade estática e seus gestos de zumbis.
As pessoas não mais se surpreendem.
Perderam suas forças de reação, de auto-prazer. Andam sem ânimo algum pra qualquer tentativa de inversão de jogo. Não esboçam nenhum tipo de reação em busca de algo novo, que a faça sentir orgulho e prazer. Andam acimentadas e suas faces são fixas, frias, imóveis. Parece que aguardam o fim dos dias, esperam passivas enquanto a locomotiva da vida passa e esmaga seus mais fajutos pensamentos.
E eu aqui, doidinho pra viver cada dia novo, descobrir novos prazeres, emoções, ter receio ou vergonha alguma de assumir isso. Gritar, pular, respirar, viver, errar, acertar, tentar e recomeçar sempre que carecer vontade ou encontrar motivo. E eu aqui, fazendo o que todos desejam escondidos mas preferem fingir que não, enquanto se perdem em pré-julgamentos, rótulos e taxas nada numéricas.

E saio sob a cegueira alheia...


Imagine alguma coisa. Sim, qualquer coisa.

Peraí, então tá. Imagine um helicóptero. Pronto. Imaginou?

Bom, há de convir que o "seu" helicóptero é diferente do "meu", certo? Assim vai ser com qualquer coisa. Seja o caso de imaginarmos um trator, uma lancha, uma nave, uma repolenga ou uma mariçota, concorda?

Cada um de nós vai ter uma determinada visão de algo sempre diferente do que a outra pessoa imaginou, mesmo que esta coisa seja a mesma. Pode até ser que a tal coisa imaginada se assemelhe aqui ou ali, mas definitivamente, são estes detalhes que farão com que o resultado final de cada um seja divergente do que seu vizinho imaginou.

Partindo deste princípio, podemos concluir que quando assistimos à um filme - tendo como base um livro - a leitura que faremos das cenas nada mais é do que o "helicóptero" do autor do filme. Estaríamos assistindo as imagens que foram criadas na cabeça do diretor, no exato instante que deu início à leitura da obra.

Resumindo: Qualquer filme baseado em um livro terá como cena, aquelas que foram imaginadas e construídas por quem leu, ou seja, o diretor.

Onde quero chegar? Apenas deixar claro que por mais que entenda tudo relatado acima, não é de minha obrigação aceitar. Por mais que tenha paciência e entenda sempre o outro lado, isso não me impede de ficar puto quando um filme pelo qual eu nutria todas as expectativas do mundo, seja cuspido e totalmente esporrado na tela, tendo a única explicação para isso, o pouco tempo de 2 horas.

Talvez o desespero de se colocar tudo do livro dentro das duas horas de filme, tenha feito com que algumas coisas fossem sacrificadas. Até se perdoa.

Mas, realmente, tentar procurar uma resposta para que cenas e trechos fundamentais fossem preteridas, dando lugar a ceninhas hoolyoodianas, realmente não é fácil.

Parece que a intenção foi apenas transmitir os momentos chaves do livro ( pouquíssimos, vale dizer) e fazer com que o filme terminasse.

Enfim, foda-se. ( Acharam que eu ía esquecer?) o filme me decepcionou. É uma merda. Frustrante.

Ahhhh

Uma puta sacanagem. Tô puto. Acabo de abrir a revista dos 50 mais sexys do Brasil e....cadê eu?
Fiquei puto mesmo, foda-se.
Ano que vem eu tenho que estar...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

BlogBlogs.Com.Br
Odeio a manhã. Sim, odeio mesmo. E ela também deve me odiar, que fique bem claro. A manhã foi feita pra dormir. Descansar da noite anterior, tenha sido ela farreada ou não.
Foda-se o sol, a manhã e os pássaros. A manhã só presta quando é fruto da continuação da noite anterior, quando ainda não dormirmos.
Full time.
Fora isso, a utilização dela deveria ser apenas pro sono, pro ronco, descanso. Foda-se o que você acha ou não de minha opinião. Foda-se também se nosso trabalho impõe que o corpo esteja fisicamente de pé na hora certa. Tolos empresários e suas rotinas sistemáticas.
Eles me enganam. Eles se enganam. Fingem que se preocupam comigo e que me remuneram à altura e, em troca, finjo que estou sempre de bom-humor e satisfeito. Eles me impõe a presença matinal em solo alheio, cu na cadeira e olhar no monitor e eu atuando, como se isso sempre acontecesse.
Mal sabem que embora o corpo esteja lá, está desabitado, opaco, oco e vazio. A alma só chega a tarde, trazendo consigo a mente.
Aí sim, cheguei de verdade e completo. Sincero e (i)responsável. Capaz das maiores e geniais idéias corporativas quanto das mais bisonhas merdas e deslizes, como deve e tem que ser...
E foda-se o que você continua achando do que acho. Esconda-se atrás deste terno ou tailleurd vagabundo, despeje um pouco desse fajuto perfume e meta o pé pro asqueroso lugar de onde você nem deveria ter saído: sua limitada baia, seu porta-retrato das férias em Maricá e seu dispensável diploma do Senac.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Inveja de Martinho.

Tudo começou com a Dani. Com ela aprendi a namorar. Foi ela quem me retirou das frustradas tentativas de pipa, gude e pião. Foi com ela que aprendo a me preocupar com os outros e também responsável por me apresentar a tal saudade.
Depois a Jana chegou. E com a mesma velocidade da chegada, ela se foi. Mas não sem antes me trazer ao conhecimento e me fazer entender uma coisa chamada valorização de sentimentos. Algo bem perto do "respeito ao próximo". Sábia morena...
Passado a Jana, aprensentei-me a Jackeline. Com ela conheci as deliciosas aventuras da vida. Os estresses, as boas sensações, as aventuras, aventuras e aventuras, sejam estas de qualquer estirpe. Ela também me apresentou uma coisa chamado DESEJO. Não que eu até então não tenha tido conhecimento, mas ali, aquele corpo, ali sim, foi re-bis-denovo-olhar-desejando.
Obviamente não só por mim, mas em sua grande maioria, apenas meus pecaminosos olhos que lentamente aprenderam a desejar cada centimentro daquele nome.
Sabe como é né? Saindo da adolescência, entrando no mercado de trabalho, topando qualquer coisa por uma manjubinha na conta, aprendendo na prática a diferença entre ser jovem e saber ser jovem, e se deparar com algo daquele jeito? Com aquelas marcas pós-praia?
Enfim, com ela aprendi enlouquecer...
Bom, daí depois dela veio algumas mais, mas enfim, xa pra lá. Post totalmente descartável.
Boa Tarde.

Sabe?

Após um período de reclusão, análises internas, conflitos externos, devaneios, dedos em riste, brigas e porradaria físicas ( essa última eu coloquei apenas pra dramatizar..rs), elas voltaram. E creio que desta vez, pra ficar.
Belas meninas belas - com seus duvidosos humores, gostos irreversíveis, prazeres sem culpa, atitudes imorais e um pouquinho de ironia pré-verdadeira - e seus deliciosos depoimentos, narrando as inenarráveis desventuras purgatório da beleza e do caos afora.
Sem muitos mafungos, deliciem-se com o gradual retorno de Bia e Sophia.
Sucesso e longa vida tetra-pak procês moçoilas.
Para o alto e avante. Fiquem à vontade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Já que tá na moda...

s. m.,
peça de metal que segura e liga duas pedras numa construção;
haste para segurar peças em que se trabalha;
instrumento com que se mantêm apertadas duas peças de madeira que se acabaram de colar;
peça de espingarda na qual se prende a mola da baioneta;
grande escápula de parafuso que se fixa nos tectos para suspensão de candeeiros, etc. ;pop.,
garra, unha;Brasil,
gancho para o cabelo;
alfinete comprido para prender o chapéu na cabeça das senhoras.

Tem gente que usa no cabelo. Outras utilizam pra juntar papéis, documentos ou segmentar coisas, de modo a se organizar. Algumas as usam para prazer, como os masoquistas que fincam peças por todo corpo para deleite pessoal.
Também usado em espionagem e chantagens..
Ancelmeando, deve ser horrível, vc sabe...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ser um merda deve ser uma merda

Quando penso que a prova de que posso conseguir, ter êxito e de que (atualmente) quero, deve ser frontalmente estapeada na face dos superiores-familiares-hierárquicos-que-não-desejam-mais-o-mesmo-destino, eis que vejo que preciso ir além disso. A sessão de socos no estômago, cara, olhos e boca, seguido da sequência de toma-e-esfrega-na-cara é mais longa, tendo direito também próximos torcedores que já me fazem duvidar se desejam ou não que o pontapé inicial seja dado.
Tolos invejosos.

Vote

Não. Eu não atualizo diariamente meu blog. Eu não tenho interesse em postar conteúdos e novidades que são encontradas em quaisquer outros blogs. Inclusive, ando com a paz tão em dia que meus estresses internos andam escassos.
Merda!
E agora? De onde vou tirar sentimentos de raiva e ódios( mimados, óbvio) para o bom desenrolar das idéias?? Baseado em que, ou em quem, vou dilacerar ouvidos e retinas com meu ácido e descartável conjunto de palavras?
Saco!
Ando tão cansado e estressado devido ao trabalho que o pouco de paciência que me sobra fica contido, recuado e calado, disposto a não gastar energia à toa.
Porra!
Não. E nem vai ser dessa vez que vou me despedir com palavrões intencionais querendo demonstrar toda minha ira dispensável e destilações de venenos à revelia.
Boa Noite e que a paz do Senhor acompanhe-os, protegendo não só você mas todos que lhe cercam.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cariocas...



Cariocas são metidos, cariocas são panacas, cariocas são ridículos, cariocas usam facas...
Cariocas são roubados, cariocas são assaltados, cariocas são estuprados, cariocas não ligam pra nada...
Cariocas são manes, cariocas são amigos, cariocas dão no pé, cariocas são passivos...
Cariocas são estuprados, cariocas se acham o tal, cariocas são larapiados, cariocas perderam os royalties do pré-sal...
Cariocas são nojentos, cariocas são grudentos, cariocas são calados, cariocas trocam tudo, até a mãe por um dia de sol...
Cariocas são camaradas, cariocas são parceiros, cariocas gostam de porrada, e usam a rua como banheiro...
Cariocas são assim, cariocas são assados, cariocas são cozidos, ladrão carioca no morro é tostado..
Carioca é corajoso, carioca é sem vergonha, carioca cheira pó, carioca fuma maconha..
Carioca quer é paz, quer viver, fugir e morar na mata, carioca lá também vai ser roubado, carioca é tudo babaca...
Carioca é malandro, carioca adora gíria, carioca é in e Cult, carioca é família..
Carioca é dia de sol, carioca é imagem, carioca é improviso, é churrasco em cima da laje...
Carioca é pegador, carioca é a caça, carioca é propina, carioca é blitz falsa...
Carioca é biscoito o globo, carioca é fandangos gosto de bunda, carioca é fofura, carioca é biscoitos dunga,
Carioca é Ipanema, Carioca é Freguesia, Carioca é Tijuca, é Duque de Caxias...
Carioca é mendigo, carioca é assaltante, carioca é mente-seja, carioca é traficante...
Carioca é relaxado, carioca é deixa-pra-amanhã, carioca é zen, carioca é tai-chi-chuan,
Carioca é barzinho, carioca é boteco, carioca é restaurante, carioca é “mermão-vou-te-dar-um-teco”...
Carioca é hot-dog, carioca é misto, carioca é podrão da madruga, porque carioca é sinixxxxtro...
Carioca é assim, sem ter o que fazer, carioca sou eu, carioca é você...


Desabafos e pirraças de uma criança.



Percebo a irritação chegando. Enojando, talvez seja a palavra mais certa. A cada dia novo, a cada regra nova, uma vida útil empresarial a menos. Continuo cagando bombons como antes, admito. Mas confesso que agora uma pontinha de preocupação é pingada vez ou outra em meus devaneios.

Quero e necessito de ousadia. Sinto que isso é necessário pra mim, mas fico esperando o tal dia do equilíbrio. O dia em que a balança se aquietar com ambas as partes no mesmo patamar e a certeza caminhar juntinho com a dúvida. O medo dividir espaço com a fé e a coragem e, antes que me veja inundado de dúvidas, perceber que a decisão já foi tomada e passo adiante dado.

Mas de que serve todo o cálculo, toda obra de arquitetura, engenharia e urbanismo planejada antecipadamente, se os maiores exemplos similares de "FODA-SE O MUNDO, VOU VIVER", foram dados sem nenhum pensamento? Pra que tanta preocupação se as maiores decisões, sejam elas ousadas, não-pensadas, defecadas e inovadas, foram feitas, todas no ápice do estresse e nervosismo? A falta de controle nestas horas serve simplesmente de tempero predileto pro prato principal, o almejado.

E logo eu, calmo quando ouso imaginar algo do gênero, nem de longe passaria perto de atitudes assim, estatisticamente falando.

Ou passaria?

Bendito fruto

Eu amo todas as mulheres. Todas. Sem exceção. Todinhas. Do Japão ao Chile, do Canadá a Madagascar, tô amando todas.
E consigo isso sem a menor cerimônia, vergonha ou apego. Amo você, sua irmã, sua tia e a irmã dela. Se for simpática então, amo mais ainda. Amo minha primeira namorada, amo a segunda, terceira, a ex, a atual, a próxima e todas as mulheres que ainda hei de conhecer - rolando envolvimentos ou não - amarei.
Consigo amá-las todas. Amo as que me fizeram feliz mas também amo as que me estressaram e/ou magoaram. Amo as limitadas, as esforçadas e, na mesma intensidade, amo as que me surpreenderam.
Amo as meninas, moças, mulheres, coroas, senhoras. Amo-as da mesma forma. Todas
Amos as que já entenderam quando brochei mas amo também as que não me fizeram brochar. Amo as que adoraram e pediram bis como amo também as que odiaram e nunca mais entraram em contato. Amo-as todas com a mesma razão e vontade.
Desde a minha mãe, responsável por meu primeiro amor, como esta mãe aqui na minha frente que nem conheço e nem imagino de quem seja.
E assim vou amando todas. Sem doce nem pecado. Amo a maior de todas as mães, a mãe natureza da mesma forma como amo a mais temida de todas as mães: a mãe-morte.
Amo-as, amo-as e amo-as.

Eu queria ser um muro.


Eu queria ser um muro.
Daqueles altos, vistosos e imponentes.
Sim, eu queria ser um muro. Dividindo pessoas, coisas, espaços e lugares.
Eu queria ser um muro.
Impor a divisão e os lados. Decidir quem fica lá e cá. Definir limites e selecionar atitudes. Obrigar o retorno, o caminho e quem decidir pular, ao menos que se dê ao trabalho de me escalar. O mínimo esforço que evite a volta, o tempo a ser perdido. Servir de arte pichada, abrigo, escudo, proteção ou lamentos.
Eu queria ser um muro.
Respeitado e respeitando. Descansar eternamente sobre um local pré-definido que terá seu motivo para tal escolha. Estou ali, já era, dê a volta!!! Proteger local e pessoas. Mudar ou alterar o destino delas.
Eu queria ser um muro.
O divisor de águas do/no destino das que por ali ousam se aproximar ou imaginam transpor.
Eu queria ser um muro.
Um muro.




terça-feira, 2 de setembro de 2008

Delírios visuais de um sonâmbulo

Pros frágeis de coração e não preparados psicologicamente, aconselho a não prosseguir mais com a devida leitura do texto.
O aviso está sendo dado.
Acordei de madrugada pra mijar. Meio sonolento, me encaminhei de olhos semi-cerrados ao local certo para o ato, como se a intenção fosse não perder o já combalido e raro sono. O efeito do remédio tomado algumas horas antes ainda fazia efeito, porém, não com a mesma intensidade que me fez chapotear no aconchego da minha cama.
Bom, onde quero chegar?
Quero chegar que ao colocar meu magistral e meiobarro-tijolo-amigo-do-peito-de-tantas-jornadas-pra-fora, pondo fim a vontade de urinar, me veio aquela deliciosa e irresistível vontade de coçar o cú.
Tendo a ciência do horário e de que todas as almas lá de casa adormeciam, não hesitei e dei aquela deliciosa e indescritível coçada.
Ahhh!! Que sensação boa. Salientemente a coçeira foi embora, o majestoso pingente colocado de volta em seu casulo e a mão devidamente ensaboada.
E antes que o sonolento bole furado voltasse a me invadir, fiquei pensando nestas simples e íntimas coisas que fazemos e que são extremamente deliciosas.
Quem nunca deu uma discreta coçadinho no cú?
Quem nunca experimentou uma deliciosa e singela penetrada de dedo no nariz, tendo a missão de expulsar totalmente aquela meleca que cismava ema trapalhar a respiração, e que após isso, voltou a puxar e soltar o ar livremente sem aquela blitz de contenção de poeira?
Quem nunca quando se viu a sós, deixou "inocentemente" escapar aquele flato leve, intenso mas que a deixou com aquela sensação de 18 quilos a menos, e maliciosamente viu nascer aquele sorriso no canto da boca de alívio e prazer?
Quem nunca após um humilde almoço acabou sem querer eructando de forma desprevenida e sim, sentiu-se agradamente aliviada?
Quem Nunca....
O relato acima é uma obra meramente fictícia. Quaisquer coincidências com a sua, a minha ou nossas vidas reais, tornam simplesmente ato de delírio por parte de quem se aflige.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Hoje não.

Não. Nem sempre meu lado solidário está ativo. Hoje por exemplo ele está totalmente desativado. E com isso, sinceramente, dispenso quaisquer pedidos de ajudas, conselhos ou histórias tristes.
Hoje não. Hoje não quero ouvir desgraça alheia e nem problemas à serem resolvidos por terceiros, me ajuda aí Dani?
Não, hoje não. Hoje estou completamente egoísta, focado em meu centro distrito-industrial-corporativo-que-dispensaria-hoje-sem-pensar-duas-vezes.
Hoje não. Só hoje não, tá? Não quero saber se, porque e nem devido.
Hoje tô assim, meio impopatrígafo.

Senha ou não-senha, eis a questão.

Sim, eu esqueço senhas. Todas. É senha pro sistema, senho pro e-mail da agência, senha pra banco, senha pro envio de informações sigilosas. Senhas e mais senhas e mais senhas. É senha pro blog, pro cartão de débito, pro cartão de crédito, pra dúvidas dos mesmos cartões, senha pra informações, senha pro celular, senha pra sites, senha pra desbloquear cheque, senha pra bloquear cheque, senha, senha e mais senhas.
Agora que esqueci as senhas, me solicitam uma senha pra resgatar a antiga senha.
Peraí: Se eu esqueci uma senha e solicito ajuda, como vou me lembrar da senha pra senha perdida??
Putaquepariuó, Jesusicéu!!!!
Sim, esqueço senhas e odeio! As senhas e as contra-senhas. Daqui a pouco pedirão nossos asteriscos pessoais ao invés de documentos como Cpf ou RG.