quinta-feira, 17 de julho de 2008

Afagos Amargos

O que vale mais? Paz na relação ou um boquete bem dado? Calmaria e crescimento à dois ou um gemido bem gostoso? Troca de conhecimentos e aprendizado ou um tentador puxão de cabelo?

Volta e meia noto discussões em grupo e/ou roda de amigos sobre o tema abordado. Opiniões de que uma boa trepada é 75% da relação. Outros opinam que a maturidade da pessoa e a aceitação de possíveis defeitos valem mais, a tal compreensão, troca de cumplicidade e entendimento de qualidades e defeitos em cada um de nós.

Por um lado ouço de mulheres e homens, que uma boa pegada, um bom tapa no pé do cangote ou uma dosada mordida na nuca compensam o inferno afetivo do casal. Uma boa gozada faz suportar o ciúme, a embriaguez e a desconfiança da outra parte envolvida.

Do time adversário, reagem comentários de que SIM, o sexo tem grande parcela, porém, de que vale um bom rebolado se depois, nas horas de convívio social, não se pode ir ao shopping com as amigas ou tomar um chopp com a rapaziada sem ter que passar por brigas e discussões?

Convenhamos de que é preciso saber dosar ambos - o que é pra lá de didícil de encontrar - mas será que realmente um lado pesa mais que outro?

Um foda bem dada, temperada de confiança e cumplicidade na relação vale mais ou menos que outra foda - também bem dada - regada a tesão, brigas e estresses? Ou os conflitos e "ranca-rabos" que temperam e apimentam a relação, fazendo com que a transa se torne indescritível?

Uma relação sadia, de confiança, onde impere a troca de carinhos e aceitação dos erros ( onde aí pode entrar o sexo não diário, a não mais regularidade das transas, o carinho em excesso, etc...) ou uma foda sensacional, porém, brigas?

Obviamente as opiniões divergem e cada um tem suas vontades. Não vim aqui julgar ou defender nenhuma das partes, até porque já tenho minhas preferências e opinião formada. Apenas vim levantar os fatos de algo que sempre me intrigou, pra que cada pessoa analise qual a melhor relação lhe convém - caso não tenha tido a experiência de encontrar alguém que chegue bem perto do equilíbrio mencionado.

De que adianta uma relação calma e um cotidiano pacífico se a paz no final sobra? Uma relação morna ao extremo de dar sono e carente de novas emoções também não é de bom agrado. Uns tapas e briguinhas as vezes ajudam a apimentar um relação, todos sabemos.

O dilema tá feito. "Arranca-rabos" ao cubo, brigas diárias mas uma boa gozada garantida ou vontade de dormir o tempo todo, indiferença na presença ou não do vizinho mas uma vida sem estresses, brigas e choradeiras??


Tem cor pra todos!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Flor da Idade 2012

Esther gostava de João, que gostava de Julia, que gostava de Paulo, que gostava de Amanda, que amava João Paulo, que amava Maria, que amava Vítor, que gostava de Isabella, que amava Igor, que gostava de Carol, que tinha uma ligeira queda por Carla, mas amava Rafael, que já tinha dado uns pegas na Carla, e namorava Cris, mas tava mesmo doido por uma putaria junto com a Carol, que assim como a Carla, também odiava a Cris, que namorava o mesmo Rafael, mas na verdade nutria um sentimento forte pelo irmão dele Rodrigo, que gostava mesmo era da Monique, que era louca por Michel, que tava amarradão, apaixonadasso pela Roberta que não queria saber de nada. Mas sua irmã notou os maliciosos olhares de Michel pra cima da irmã e tentou alertá-la. Mas Roberta não queria nada com Michel, tava afim mesmo era do Diego, que gostava da Danielle, que gostava do André, que as vezes ficava com o Chico às escondidas, incubado, que admirava Joana, que por sua vez mantinha uns casos com a Esther, aquela do início da história.

Pre-tensão!

Um olhar perdido num caminho sem sentido, vago, proibido. Esbaforido, luto perdendo os sentidos. Canso, desisto e me sinto mordido. A única certeza é que ainda vivo.
Enquanto isso, sigo, entre becos, vielas e locais proibidos. Vejo passos de perigo e danço sambas descabidos. Ouço com o coração e passo a amar com o ouvido.
Na intenção ou no juízo, nada continua fazendo sentido a não ser, a leve impressão de que sobrevivo, digo vivo.
E entre quedas e abrigos, discussões e ombro amigo, sigo perdido, entre elos e paralelos sem sentido.

Surpresa

Pronto!!! Apareci.

Ponto pra mim, no caso, consigo mesmo falando e comemorando.

Apareci. Sim. Como prometi.

Pra mim começou, iniciou.

Sim. Apareci porque quis.

E de tudo que um dia nunca almejei, me pego jogando no time adversário. Quem diria hein??? Quem diria que um dia a euforia de nunca pensar, quiçá almejar algo, foi trocado pela mesma alegria de atuar do lado de lá... Na disputa atual, atuo de camisa pra tampar a promissora barriga, coisa que em outros tempos, o orgulho do belo físico era sinal de titularidade no time antigo.

Apareci e vim.

Vontade de não mais voltar, mas nem por isso, deixar de ter um lar. Um novo lar. Daqueles revestidos de cara e coragem, um “ novo-kinder-ovo”, com suas devidas surpresas mas a certeza do sempre e bom gosto.

“Quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar...”

Vim e apareci.

O saudosismo tatuando em nossos rostos os sempre belos sorrisos por quem um dia, e até hoje fomos, e somos, atraídos e apaixonados

Sim. Vim e apareci.

E, embora sua seriedade irritante quando veste a camisa por quem destila seu talento, há algo sempre novo a ser ensinado e aprendido em nosso “novo-kinder-ovo”.

Somos alunos e professores de nós mesmos. Somos chefes e empregados um do outro. E que nossa empresa apesar de possíveis e mínimos quedas, seja sempre top das relações invejáveis no quesito: Gestão de Administração de Relação a dois.

Atleta sem treino

Me ensinaram a sempre vencer.

Mas me falaram pra aprender na derrota. E são os mesmos que me disseram que o importante é competir.

Olha, não se pode ser mais um, porém, perder faz parte. E ouse perder e veja o bombardeio que sofrerás. E nesse ataque soviético de bombas, chorar não pode, pois o choro é pra derrotado.

Mas não é na derrota que se aprende???

E esqueceu que perder faz parte e o importante é competir??

Mas não fui treinado pra vencer???

O importante é competir uma prova em que se saia vencedor e se aprenda com a derrota. E sem choro nela, pois você fez o mais importante: Competiu.

Disputou uma prova onde o importante é competir, aprendeu que perder faz parte mas sua obrigação era vencer????

Ah ta!!!

?

Fujo da certeza da incerteza. Duvido de minha própria dúvida. Certo é apenas a certeza do próximo erro, da próxima dúvida. E entre contradições e contra-indicações, me guio apenas pelo que vivo e acho de meus achismos.

Vivo apenas na certeza da morte de um dia incerto, certo??? Presencio cenas cristalinas e precisas que me indicam a imprecisão das coisas e fatos. E nesse mar de desconfiança que vamos vivendo, a única imposição clara que sabemos é que um dia naufragaremos nessa onda escura que me deixa em posição de paz.

Um momento por favor...

Tudo são momentos. Apenas momentos.

Alguns duram bastante, outros nem duram. Duro é aquele momento que tudo acaba. Mas infelizmente, mole é aquele próximo momento que sei que um dia virá. Novamente.

Nova mente.

E tudo se reinicia, embora nada seja igual. Mas no fim, quando o duro momento que acaba começa, é tudo novamente igual. Até a próxima nova mente, que te mostrará mais coisas novas e nunca pensadas. E você mais uma vez passará por momentos. Apenas momentos. Que embora algumas vezes pareçam ou se deseja que sejam eternos, são apenas momentos. Apenas bons momentos. Aí, um dia chega aquele duro momento que acaba e, inevitavelmente, esperaremos o próximo mole momento que chegará novamente.

Nova mente.

É sempre assim. Tudo são momentos. Apenas momentos. Até que um belo e cinzento dia, chega o pior momento. O de nunca mais se ter momento. Será o último momento de todos os momentos. Você se vira e vê que tudo foram momentos. Apenas momentos. E dessa vez não chegará mais o duro momento que acaba, tampouco aquele mole momento novamente. Pela primeira vez também, sem novamente.

Nova mente.

Até que um dia...

Trânsito de não me lembro onde

Tento enxergar um espaço vazio na contramão mas tudo vem de tudo quanto é lado. A sensação de um iniciante franco-atirador em sua primeira missão. Miram-se tudo e só se come o atingido. Ou não. Mais um aconchegante luar como acompanhante, enquanto adormecem os operários sem cérebro da engrenagem.

Quantas almas procurando seus corpos??

Quantos corpos fugindo de suas almas??

A leviana insensatez peregrina pelas artérias do nosso corpanzil. Vírus espalhados em cada esquina esperando o melhor momento de invadir qualquer tecido com suas baixa-estimas e baixas-imunidades. A vacina é ineficaz diante de tudo em volta. Paquero a droga mais próxima que é pra fugir da realidade. Sim, ela irá me ajudar. Talvez nunca saberão o que se passa por dentro de tanta suposta-certeza. Apenas poucas e boas proximidades.

O receio é grande mas o recheio descartável.

Meu prazer pessoal é dominador.

Não quero perder a pessoalidade com medo de não ter como voltar. Aventuro-me por sensações pecaminosas que certamente me levarão pro fosso. A fossa é logo ali e com certeza nunca a conheci. Você já saiu algum dia da casa dos pais???

Deixo-me levar por devaneios, pois a vida sonhada é muito mais emocionante que este pesadelo vivido todos os dias. Os monstros são teus e os heróis chegam apenas quando permitimos. Combino fugas solitárias tendo apenas minha companhia e planejo uma suposta normalidade, o que vai totalmente de encontro a tudo dito até hoje. Descobrirei mais uma faceta nesse Cara-a-Cara real?

Pessoas se camuflam a cada manhã e saem as ruas com suas melhores máscaras antes mesmo de acordarem. Defino como escroto qualquer gesto igual ao que toda manhã vejo, mesmo que até eu tenha um.

A personalidade e a opinião (in)formada te dá aquela falsa impressão de segurança que necessitamos pra caminhar. E esse caminho é um mar outrora e sempre navegado, onde nos equilibramos sempre com os olhos fechados para a insegurança, para a dúvida, para o não-conhecimento dos fatos. È melhor assim, sem bola de cristal. Os videntes ganham o pão que o diabo amassa de cada dia assim, pregando passos sólidos nas gelatinas diárias das pessoas. Tolos empreendedores psicológicos que os tolos e frágeis, psicologicamente falando, precisam. São vírgulas colocadas em cada sobrancelha levantada, passo-a-passo, sempre procurando o melhor caminho a se orientar, aquele que no fim, deixará a frágil e perdida pessoa feliz, e ele, com a sensação da certeza de mais um pão amassado garantido.

Existe vida antes da morte?

Me vejo errando e persistindo no erro. Tenho certeza que lá na frente o arrependimento vai me tomar. Meu abrigo é um céu aberto sem porta em nenhum dos raros cantos que só me conhecem quando a vontade de estar oculto prevalece.

Creio que vou enlouquecendo em determinados instantes do meu dia. Percebo que adoro quando me vejo diferente de todos. Sorrio maliciosamente como se fosse o dono da verdade ou, ao menos, tendo a certeza de toda essa mentira que pulsa.

Me julgo como um louco, talvez me escondendo sobre este falso álibi que tem efeito de morfina.

To cansado desta porra de sempre tentar entender o motivo da merda alheia. Ah! Não fode. Pagando de bom sujeito tentando entender o motivo pra qualquer merda dos outros e procurando o porquê, a explicação de tal atitude.

Foda-se que é intrínseco. Foda-se o que irão achar desta atitude “radical, despreparada, infantil, imatura...” Ninguém me dá motivo algum pra ser diferente ou agir em prol da paz mundial.

Como bem disse o rei: “Todos estão surdos”. Ou atarefados e engajados demais em seus projetos empresariais corporativos do tipo 24 por 24. Todos ocupados atrás de seus notebooks, celulares, gadgets, marcando suas viagenzinhas de merda pra encontrar fulanozinho de bosta dentro de seu alinhado paletó, costurado sobre linhas chiques “ não sei o quê..”, marcando outra reunião de merda que poderia muito bem ser feita e resolvida com uma simples conferência. Após isso, ficam disputando mais e mais merdas sobre as patéticas vantagens que cada um tem e suas respectivas amantes e aventuras sexuais que fizeram por si só.


Cansei das mesmas caras, rostos e atitudes. Cada vez mais iguais. Nada farei, confesso. É muita mira pra pouca bala, mas também foda-se tudo. Ao menos não perderei tempo destilando minha ira pessoal no sistema alheio quando lá no fundo, um simples boquete resolveria meu problema e me colocaria de volta ao ciclo, até a próxima revolta.

Desordem

Cheguem logo cambadas.

Isso! Educação pra que? “Dá licença por favor” é pra novela. Aqui todo mundo sofre, então a linguagem é única. Pra ficar pouca coisa melhor que o vizinho, vale tudo.

Podem chegar manada.

Isso! Chega empurrando geral e mostra quem manda. Se aconchegue no ínfimo espaço alheio chegando de supetão e se alojando como bem queira.

Cheguem logo taurinada.

Isso! Aumentem seus aparelhinhos de som. Disputem com seu “parcero” ao lado quem toca mais alto o último sucesso daquele grupo de pagode, acotovelem-se com seus funks ridículos, discuta quem tem mais merda na cabeça, dispute o eco mental com todos ao redor, inveje o cara ao lado com seu novo pisante e em troca, deixe à mostra seu mais novo celular. Adquira e esbanje status. Tira onda “mermão”.

Disputem o troféu “ Nunca li um livro” 2008. Discutam apenas BBB´s e capítulos de novelas. Opine e aconselhe à todos. Julgue, pré-julgue, taxe, rotule e apadrinhe tudo e a todos sem base ou conhecimento dos fatos. Se o sujeito ali do lado disse e a madame atrás confirmou, então é verdade. Mete bronca rapá!!!!!!!

Dispute ecos, discuta futilidades e compartilhe seu sonho de ser logo e a qualquer custo uma celebridade.
Mas não perca tempo, próxima estação Praça XI.

Confissões


“Desejos íntimos jamais revelados por um serial killer interno psicológico”

O Daniel News exclusivamente através de uma micro-câmera, consegue desvendar tudo que se passa na mente de um “psicopata-sociopata-homeopata-sem-pata”. Com os recursos de uma lente instalada na parte interna de um supositório que ao ser introduzido no devido local do investigado por meio de um controle remoto via satélite, foi conduzido até o hipotálamo criminal , diagnosticou e mapeou a moringa do suposto desviado mental.

Após algumas análises, chegou-se a conclusão de que não só os desviados mentais mas em tese, quase 90% da sociedade considerada normal e apta para convívio, possui tais desejos, mesmo que inconscientemente de:

1) Chutar com toda força um cachorro;

2) Empurrar ou dar uma banda bem forte um idoso;

3) Abusar sexualmente de uma criança, aproveitando de toda a inocência da mesma;

4) Atirar algum ser vivo pela janela e observar o encontro com o solo;

5) Estuprar uma ninfeta serelepe;

6) Atirar em alguém com armas de fogo;

7) Empurrar alguém na linha quando o metrô/trem estivesse chegando;

8) Usufruir de todo tipo de sensação que as drogas proporcionam, utilizando e aproveitando todas as sensações de todas elas misturadas;

Quem nunca sentiu uma louca vontade de fazer coisas do gênero acima??

De se despir da tediosa e descartável rotina e ir, mesmo que por momentos, de encontro à loucura e entender e se apoiar em atitudes livres e espontâneas de desejos bizarros, que nunca passariam pelo crivo da insignificante e também descartável sociedade.

Gestos singulares descompromissados, levando ao êxtase, ao jorro do prazer de seus normais e mornos donos e seus deliciosos e tentadores desejos reprimidos.

Assumam-se!

Eu danço em frente ao espelho, cantando um rock alheio, difícil admitir que sou fruto do meio...

Me acho um pentelho mas nem me despenteio, acho feiúra no belo e beleza no feio....

Esse não é um texto sobre amor.

Esse texto não é bonitinho e nem tem final feliz.

Esse texto não tem compromisso com nada nem ninguém.

Esse texto não tem engajamento político, social e nem “macro-alguma coisa”.

Esse texto não te fará rir, muito menos arrancará lágrimas ou suspiros de quem leia.

Esse texto não tem super-herói X vilão, nem mocinho X bandido.

Quem ler este texto não encontrará coadjuvantes essenciais para o desenrolar da história e nem roteiro surpreendente. Também não possui acidentes e tragédias que emociona a quem se deixa envolver. Mortes, crimes e suspense também passam longe deste conjunto de palavras.

Esse texto não serve pra nada.

Esse texto acabou.

Poesia Pura


E lá foi eu entrar no depósito de decepções humanas – local das mais profundas viagens a sós que alguém pode ter. Sim, é lá onde tudo termina ou começa. É lá onde nós nos encontramos e chegamos a decisões que futuramente são tomadas, pensadas e/ou analisadas – pra saciar minha fisiológica vontade. Trinco fechado, coloco meu instrumento de criação e prazer pra fora e me preparo pra jogar fora todo líquido excedente na carcaça da alma. E PUM!!!! Eis que a bomba visual decepa minhas entranhas, pondo a fundo toda euforia que o prazer pra fora me daria.

Lá estava a merda boiando solitariamente como se quisesse me afrontar. Lá estava aquela porra, ops, aquela merda me olhando com seus co-irmãos pequeninos. Parece que me diziam: “ ei, ó nós aqui...não nos afogue mais..” A porra ( caralho, é merda! ) com todos os ingredientes que um somaliano jamais deve ter conhecido. Estava lá revestida e acompanhada de uns cinco grãos de milho, alguns de feijão, alguns grãos indecifráveis e eu, sem o menor interesse de saber de onde vieram. Reluzente, vistoso, graúdo mas de qualidade duvidosa, expelia sem o menor pudor todo seu odor totalmente dispensável.

Minha face foi totalmente invadida pelo asco, pelo nojo. Também sem o menor pudor, despedi-me lentamente deles, dando-lhe tchaus e vai-na-sombra a cada um dos já tontinhos pedaços de dejetos, que finalizaram a despedida rodando, rodando, rodando e sumindo, rodando, rodando, rodando e sumindo, rodando e sumindo, sumindo, sumindo e sumindo.

Blopt!! Ainda deu tempo de dar um último adeus e atentar-lhes com as barcas e catamarãs que fatalmente iriam encontrar.

Recompus-me e iniciei o meu já apertado xixi, que, obviamente, seria o próximo a encontrar com eles caso tivesse sorte.

Mulher-Feira

Mulher melancia, mulher moranguinho, mulher melão, mulher filé, mulher rodízio....

Ta na moda ser “mulher-alguma-coisa”. Dentre todas estas, a minha preferida é a que tenho lá em casa. A “ Mulher-de-Verdade”.

Creio que anda em falta este gênero. Não que não exista por aí, o problema é que a mulher-de-verdade anda sendo ofuscada pelas “mulheres-qualquer-coisa”. Sentem-se intimidadas pelo status dado a todo tipo de banalização que a mídia insiste em vender e os imbecis em consumir.

Mulher-de-verdade é como a minha. Não se deixa abater por nada. Ela não se ofusca nem se intimida, simplesmente por não ter tempo pra tal mérito(?). O dia dela precisa ter 40 horas pra que consiga cumprir todas as tarefas que uma mulher-de-verdade tem. A mulher-de-verdade não tem tempo pra se preocupar com a mídia. Não possui tempo pra se ater ao que a mídia idolatra, venera ou quer vender. Ela simplesmente precisa viver e, pra isso, se abstém de banalidades empurradas goela abaixo.

A mulher-de-verdade possui filhos, contas à serem pagas, metas a serem cumpridas, prestações, dívidas, dúvidas, etc..... A MDV pouco se lixa pro status que fazem dela. Defeca se está inserida no que atualmente consideram moda ou não. A MDV tem celulite, estrias, pode ou não encontrar-se acima do peso, é vaidosa e comete falhas. Mas como dito anteriormente, a mulher-de-verdade cai e levanta, erra e acerta, se desculpe, chora mas também sorri e se alegra.

Mulher de verdade é a minha, a sua, a nossa. Desde que, enquadre-se no texto acima.

Redistribuição de terra já!!

Cópias falsas e fajutas de tentativas de búfalos. Nem pra manada vocês servem. Estão mais pra saída de baile funk. – embora estes se justifiquem pelo pouco acesso – ou para uma bela e organizada vaquejada.

Sem o mínimo de civilização, fingimos e sustentamos a imagem de que é justo e correto levarmos a classificação de humanos.

De humano só temos a carcaça e olhe lá.

Nossos gestos e atitudes estão mais próximos de um rinoceronte do que propriamente humanos. Os animais, ainda podemos justificar pelo subdesenvolvimento e falta de organização mental que os impede de uma mínima comunicação entre as espécies.

Já nós....

Bola de Cristal! Viu, viu, viu.??

Viu como foi tudo bem?? Viu como tudo deu certo?? E pensar que um dia entramos em conflito sobre nosso incerto e angustiante futuro.

Parece que foi ontem que adentramos pela primeira vez aquela porta. O vazio da sala contrastava com nossas milhões de dúvidas e o eco que a casa possuía parecia que duvidava e perguntava o que seria da gente.

Acho que nem nós sabíamos o que seria, onde iria dar, mas torcida era o que não faltava. E logo eu que nunca me vi e nem sequer imaginava algo do gênero, fadado e pré-fardado com o símbolo da união. Eu como homem nunca tinha me imaginado e você, como se quisesse mostrar que não era preciso ter medo, já vinha carimbada de fábrica. A diferença era o seu mal uso.

Diferenças à parte, aprendi e amadureci mais do que um dia imaginei que poderia acontecer. Hoje só tenho a agradecer por tudo e só termino por aqui porque o feijão ta no fogo e da última vez queimou....

Horrível como as pessoas se apegam, se fixam e atribuem possíveis certezas à experiências outrora vividas. Não que esteja errado, mas é diferente de se achar com total certeza, principalmente, partindo do princípio que as pessoas mudaram.

Claro que quando temos uma certa vivência e já passamos por determinadas situações, agimos mais racionalmente do que na primeira ocasião mas isso não quer dizer que todas as nossas decisões e atos terão finais felizes em função de já termos tido uma experiência. A probabilidade do êxito ou que a queda seja mínima é maior sim mas não elimina as chances das falhas. Nossas bases passam a ser do que vivemos. Nossas feridas das quedas anteriores e nossas dúvidas e incertezas só persistem quando não sabemos de que forma agir.

Muito bonito. Muito poético isso tudo e cairia muito bem no caderno de poemas do jornalzinho do bairro, mas aqui fora a porrada come e dentro de cada um habitam traumas e bichinhos do passado que quando tocados, mordem, e quando mordidos, transformam seus seguros donos em criancinhas choronas e indefesas.

Portanto, experiência é o caralho. Experiência serve pra você colocar no curriculum. Experiências nunca serão iguais quando as partes envolvidas possuem peitos, rolas, bucetas, desejos e fantasias. Ou seja, pessoas são todas diferentes uma das outras. Pessoas pensam de determinadas formas, agem de determinados jeitos e possuem seus respectivos bichinhos internos. Cada um mordendo em determinado lugar e se fazendo chorar por diversos motivos.

Portanto, com a mesma força que te odeio, alimento em mim a esperança de que tudo passe e volte ladeira acima do que volta e meia nos pegamos pensando e planejando.

A inteligência e/ou a desconfiança de tê-la ou de que alguém tenha, causa arrepios em determinadas pessoas. Medo de, de repente, a responsabilidade cair sobre ela e que, dela, se cobrem possíveis atitudes e conselhos.

Somos treinados pra obedecer. Treinados pra não reagir. Em troca, ganhamos biscoitinhos nos fins de semana com direito a mais uma vitória do mengão...

Trabalhamos tanto e vivemos tão cansados que na única energia que nos resta, preferimos deixar pra organizar (ou tentar ) aquele churrascão na laje ou assistir aquele show (?) do créeeeeeeuuu ou até mesmo combinar aquela mega viagem pra curtir o sol em Iguabinha.

E com isso sobrevivendo à vida comemorando mais um final de semana com muita praia, sol e futebol.


Sim!! Bem Alto. Muito alto. Aumenta mais esta porra. Coloco todo som no máximo que é pra não escutar o inferno que isto aqui se transformou. A partir de hoje, ouço apenas o que me convém. Cansei desta merda de música com distorções recheadas de incompetência. Desse grave cheirando a descaso e o acompanhamento do baixo, sem vontade alguma de vencer. Destes solos da Pátria Mãe Gentil transpirando idéias vazias e mentes inquietamente doentes e infectadas pelo marasmo e pela superficialidade.

Aumenta esta porra pois não agüento mais estes vocais vazios onde apenas um corpo oco e inerte emite sons que causariam inveja ao mais velho dos zumbis

Visões

Tem pessoas que quando ficam a sós, se entristecem. Outras reagem bem e ficam na boa. Algumas, em função da tristeza entram em processo de depressão, enquanto outras “viajam” pra bem longe, talvez almejando locais onde por alguns momentos encontrariam a paz interior, ou seja, o autoconhecimento. Existem também pessoas que tocam punheta, assim como as que se expressam e tentam se encontrar com melodias ou simplesmente textos.

Pertenço a este último grupo. Não que ocasionalmente eu não me entristeça, me meta em uma “viagem” ou me arrisque em uma punheta, mas a princípio, me identifico mais com o bando que gosta de caneta e papel. Pode ser qualquer coisa de qualquer espécie. Uma história vivida, devaneios oportunos, reclamações sem causa ou crises de viadagem. Estou sempre maquinando algo pra se jogar no papel. Faz-me bem, esvazia e renova.

Quanta esperança e desperdício juntos. Quantas manobras mal-planejadas mesmo com a intenção de acertar. Pra que tantas locomoções sem juízo em prol de algo que não valha muito à pena?? De qualquer forma, obrigado pelo crescimento e amadurecimento. Sempre é bem-vindo. O autoconhecimento ainda está distante de se completar, porém, o caminho se encurtou. Mesmo que pouco, se encurtou sim, é notório.

Fico pensando o que serei mais a frente. Todos se acertando e se encaixando e eu aqui, contra o destino que teima em me mirar. Ou seriam apenas ilusões? Alguns sim, mas todos?? Não mesmo. O mundo caminha em uma velocidade absurda, atropelando sonhos e desfazendo almejos perfeitos. Parece que vem sempre mostrar que não estamos preparados. Talvez nunca estaremos, aprendamos com ele, é fato.

Que não percamos tempo tentando adivinhar ou entender algo que a cada segundo está mudando. Uma metamorfose cruel, feita para atingir em cheio os mais frágeis quadros com suas mais surreais e bucólicas cenas. E nós imbecis, perdendo o precioso tempo de crescermos internamente, de encontramos os mais prazerosos sentimentos que nos tornariam muito mais humanos enquanto cegamente, rimos dos que estão a nossa frente e tentam dividir e semear o que já aprenderam. Evoluídos sendo julgados, pré-rotulados e taxados de frágeis como se quiséssemos mostrar que isso é cafonice e, em contrapartida, tentamos passar a imagem de fortes e seguros enquanto nos afogamos em lágrimas no primeiro silêncio que nos afronta.

Que continuemos assim, desvencilhando-se dos sonhos por falta de tempo. Sintonizados e rastreados por chips que invejamos. Talvez sejamos ou desejamos ser assim. Frios e sem compaixão pelo simples medo de mais uma queda. Somos uma geração de covardes. Enfrentamos centenas de vôos, horas e horas de reuniões com pressão em cima, estresses com prazos e documentos pra ontem, tudo em troca de uns míseros trocados ao mês, mas fraquejamos e nos angustiamos quando olhamos pra dentro e não vemos nada. Quando fechamos os olhos e nos deparamos com interrogações e exclamações. Mal temos tempo de trocar carinhos e confidências com nossos companheiros, sejam estes, maridos, esposas, irmãos, filhos, etc. A falsa impressão de um cartão bancário bem aceito, camuflando nossas falhas com os mais queridos, iludindo a angústia do que não se quer ver. Enfrentamos tudo e todos mas fugimos de nós mesmos.

Talvez assim seja melhor, pois afinal de contas, o salário está em dia, aquela reunião logo vai começar e pra variar, seguimos sem tempo de pensar em tais palavras...

" Éramos três velhos amigos na praia quase deserta. O sol estava bom; o mar, violento. Impossível nadar: as ondas rebentavam lá fora, enormes, depois avançavam sua frente de espumas e vinham se empinando outra vez, inflando, oscilantes, túmidas, azuis, para poucar de súbito na praia. Mal a gente entrava no mar a areia descaía de chofre; quase a pique, para uma bacia em que não dava pé; alguns metros além havia certamente uma plataforma de areia onde o mar estourava primeiro. Demos alguns mergulhos, apanhamos fortes lambadas de onda e nos deixamos ficar conversando na praia; o sol estava bom.

Éramos trÊs velhos amigos e cada um estava à vontade junto dos outros que não tínhamos o sentimento de estar juntos, apenas estávamos ali. Talvez há 10 ou 15 anos tivéssemos estados os trÊs ali, ou em algum outro lugar da praia, conversando talvez as mesmas coisas. Certamente éramos os três mais magros, nosso cabelos eram mais negros...Mas que nos importa isso agora? Cada um vivera para seu lado; às vezes um cruzara com outro em alguma cidade e então possivelmente teria perguntado pelo terceiro. Meses, talvez anos, podem haver passado sem que os três se vissem ou se escrevessem; mas aqui estamos juntos tão a vontade como se todo o tempo tivéssemos feito isso.

Falamos de duas ou três mulheres, rimos cordialmente das coisas de outros amigos ( "aquela vez que o fulano chegou de ...." " O ciclano outro dia me telefonou de noite...") mas nossa conversa era leve e tranquila como a própria manhã, era uma conversa tão distraída como se cada um estivesse pensando em voz alta suas coisas mais simples. Às vezes ficávamos sem dizer nada, apenas sentindo o sol no corpo molhado, olhando o mar, à toa. Èramos três amigos já bem maduros a entrar e sair da água muito salgada, tendo prazer em estar ao sol. Três bons animais em paz, sem malícia nem vaidade nenhuma, gozando o vago conforto de estarem vivos e estarem juntos respirando o vento limpo do mar - como três cavalos, três bois, três bichos mansos debaixo do céu azul. E tão sossegados e tão inocentes, que, se Deus nos visse por acaso lá de cima, certamente murmuraria apenas - " lá estão aqueles três" - e pensaria em outra coisa. "

Rubem Braga

Texto homenageando três amigos que não existem mais. Três amigos inseparáveis que viveram momentos maravilhosos, momentos tristes, de euforia, de descaso, de desrespeito, de sinceridade, de atenção, de dedicação, as vezes decepcionando algumas pessoas mas em outras surpreendendo de tal forma que por isso, eram assim. Três amigos pra lá de imprevisíveis. Talvez por isso, fossem amigos. Hoje não existem mais. Não mais daquela forma que um dia foram e que me fizeram homenageá-los. Três amigos que não existem mais, mas que também não se foram. Apenas a responsabilidade chegou pra algum deles, a mudança tardia mas bem aceita ou adaptável pra outro e, quem sabe, a fuga de algo do gênero do terceiro.

Independente de suposições, de argumentos, de convites negados e de reencontros como forma de surpresa mas nem sempre aproveitados, a admiração, o respeito, a alegria ainda impera, mesmo que lá no fundo, dentro desses três idosos animais - que passaram por poucas e boas, por dor e alegria, tristeza, lágrimas e abraços - com certeza existe a lembrança desses bons tempos que não voltarão, mas que, enquanto Deus permitir, seguirá por muito tempo na memória de cada um dos que foram cúmplices desses três amigos, que hoje separados, já foram classificados como inseparáveis. Como até hoje são.

Pela rua vejo vagabundos e os invejo. Sem nenhum prerrogativa ou destino certo, vivem num tempo próprio em que não existe suposição ou insegurança. Não existe aquele intervalo tenso e longo demais entre uma decisão e um tapa no meio da fuça.

Esses sujeitos não prestam contas a ninguém e com certeza seriam expulsos de solo cubano. Permutam sua miséria por ausência quase absoluta de opressão. A ausência de orgulho os faz mais fortes, riem da polícia, cagam escárnio e mijam desdém. Devolvem em dobro ao mundo seu desprezo.

É inútil argumentar com o próprio pau.

Tenho medo de passar a vida buscando um sentimento puro, livre de referência e que algum dia alguém possa ler, conhecer e entender. E o melhor: se identificar. Meses, anos, décadas, séculos e épocas depois, mesmo com todas as mudanças que o futuro e a modernidade impõem as cidades e sociedades, mesmo assim, se identificar e achar atual. Cabível perfeitamente no instante lido.

Mas tenho medo de só conseguir idéias inúteis, pensamentos vazios e circulares, como todo inútil e patético teria. Supérfluos e clichês que a todos agradam mas que aumentaria a humilhação diante do conhecimento dos sábios almejados.

Lembranças de algo já fluído

Você pode sentir o nada sobre sua cabeça, é só um enorme murmúrio sem sentido nem direção. Não há o que tirar daqui, não há matéria-prima pra nada, a fonte secou. Toda essa sofisticação babaca e deslumbrada e eu só enxergo aves de rapina comendo merda num deserto estéril...

Inddiegente.

Mesmo de barba malfeita, embriagado e sujo, o homem que chora pelo motivo certo, o homem que é homem de verdade, levanta o pescoço e encara os outros cheio de honra e caráter.

Ao redor do corpo, todos pensam que teria sido melhor ir no lugar dela. E teria sido. É sob essa desvantagem que nós temos que construir nossas coisas. No dia em que a maioria das mulheres se entenderem, não dessa forma feminista-machista, mas da forma que eu as entendo, no dia que as mulheres perceberem essa vantagem sagrada, absoluta, inalcançável, nesse dia meu amor, vocês vão botar pra foder...

Porra!! Quando eu era moleque e ficava assim, sabe o que eu fazia? Eu ia dormir e ficava imaginando as mulheres que eu ainda iria amar. Porque todas elas estão por aí, flutuando sobre nossas cabeças, andando pelas ruas, respirando esse mesmo ar, sob esse mesmo céu. Todas estão acordadas agora, você entende? Elas já existem, já está acontecendo. Suas brigas de ciúmes, o passado que um dia vai te atormentar, está acontecendo agora enquanto estamos bebendo aqui nesta merda. Você já parou pra pensar que o seu passado no futuro é hoje? Elas já nasceram. Já estão por aí. E você vai amar cada uma delas. Vai amar como um filho da puta, até se esquecer desse dia. Você vai beijar com devoção a boca que hoje lambe o saco de um imbecil, vai enfiar a língua no rabo que está cuspindo merda agora, nesse momento. Tudo acontece agora porra. Essa merda é um presente eterno. A eternidade é agora. Se agarra nela animal!! Mas se agarra nas vagabundas que você ainda não conhece. Quantas bucetas ainda tem nesse mundo pra você cheirar???

No fundo, o inexplicável olhar feminino é uma das coisas que diferenciam uma mulher de uma portadora de buceta.

Eu quero é poder olhar a minha própria merda e não ficar remexendo a dos outros.

Você já parou pra pensar no que é capaz de fazer com uma mulher inconsciente?

Os caixas de banco não sentem mais o cheiro e o gosto da comida, os infelizes só sentem cheiro de dinheiro, incutido sob a pele dos seus dedos de ponta grossa. O dinheiro que nunca terão, que passa diariamente sob seus olhos, filmados por outros olhos mecânicos, eternamente vigiados e desconfiados.

Paidecer no inferno....


Ser pai deve ser uma merda. Você está no auge da juventude. Descobre diariamente truques de sedução, armas de conquistas e descobre que tudo acabará. Se tornará pai. Ó Pai, porque? Sua maturidade lá em cima e a independência financeira atingida e logo pai?

Ser pai deve ser uma merda. Todas as merdas de sua própria autoria terão que dar lugar à coisas escrotas como responsabilidades, atenção, dedicação, etecétera...

Ser pai deve ser escroto. Você reúne paciência e determinação durante boa parte de sua vida pra dar de entrada naquele AP sempre desejado ou comprar aquele carango sempre sonhado, que será dividido com os mais belos pares de pernas da cidade e BUM!!! O merdinha se envolve em alguma merda( Sim! Com trocadilho e daquelas que você sempre fez e o avô dele sempre o socorreu) o que faz com que aquela polpuda e sacrificante verba ( evitou-se de beber muito, de sair muito, vários bolos nas meninas afoitas por diversão, pão-durismo ao cubo, jantar com a namorada no podrão da esquina) fosse dissolvida quase a zero.

Ser pai deve ser escroto. Tanto sábado pra se curtir com aquela gostosa, tantos dias pra se divertir com a turma e você tem que ficar em casa zelando pelo bem estar gofante do pupilo e sua inseparável mamadeira de sopinha de legumes que obviamente daqui a pouco irá virar bosta. E bem fedida e obviamente também, você limpará.Você dedica o resto da sua vida à alguém que pode ser igual a esse verme que está na sua frente enquanto você lê isso.

Ser pai deve ser...


País

País de merda, país ingrato. Feliz e mesquinho. País imbecil, país do colarinho.

País sub, país dub. País bagunça esporte clube.

País das leis que beneficiam os reis, país praia-sol. País samba-funk, micareta e futebol.

País nobre, país falcatrua, país sonho e pesadelo. País pobre, filhos-da-rua, país sonho e brigadeiro.

País sem olho, sem boca, país sem testa. País sem fresta, sem molho, país de festa.

País penetra, atleta, país ladrão. País metrô, país ônibus, país pirata, país sem condução.

País-País, País-Nação, País-Intercontinental. País-não-me-lembro, agora só depois do carnaval.

Tatuagem do Capeta


Dinheiro, tutu, grana, bufunfa, faz-me-rir...

Dinheiro. Esta porra necessária do inferno. Dinheiro. Eu quero, eu quero, eu quero.

Dinheiro. Mal da porra, criado pelo diabo. Eu quero mãe, me arruma um trocado??

E se não existisse o dinheiro?? Qual seriam os valores que distinguiriam as pessoas?? Que parâmetros teríamos?? Que argumentos teríamos para bajular ou não as demais?? Altura? Raça? Cor, credo? Bom papo, tamanho do pau, da bunda, do pé? Valores pessoais que exaltam ou rebaixam um indivíduo seriam prioridade de reprovação e redenção? Caráter, costumes, hábitos, moral, seriam responsáveis na hora de diferir um ser de outro? E gestos e atitudes também contariam?

Seja ganancioso, sujo, mau-caráter, arrogante, egoísta mas tenha dinheiro e garanta seu lugar de respeito na sociedade. Experimente ter bons modos, educado, respeitar o próximo, não roubar, furtar, julgar, rotular, ostentar e não ter farpela algum no bolso. Capte, absorva e veja a reação da mesma mesquinha e famigerada sociedade. Perceba e adquira os costumes e modos do primeiro exemplo e torne seguro o trânsito perante os demais.

O que torna uma vida importante? São as regras que a regem? São os valores que seus condutores possuem e aprendem? E os tortuosos desvios, sejam aprendendo com a vida ou enfiados goela abaixo, fariam dessa pessoa melhor ou pior? De que ponto de vista? Com que enredo e no que baseado, alguém pode sentenciar, formar juízo ou supor algo?

Me arruma um dinheiro aê???


Amanhã Dispensável


Poie é!! Você sumiu da minha visão. Peço apenas que devolva meu coração. Alado ou perdido tanto faz, mas devolve ele logo, junto com minha paz. E agora fico aqui, independente de sorrindo ou chorando, me resta apenas ir, levantando e tombando.

E agora que não sei mais em que táxis andas??? E agora que não sei mais que cerveja bebes??? Não sei se choras ou sorri e nem em que colo hoje irá dormir. Com quem divides a conta neste novo faz-de-conta???

E quem agora é seu mais novo amigo?? É pra ele seu mais novo sorriso??

Não consigo e não admito. Apenas grito como um rito, um mito,a já sabida ausência que me destrói e corrói.

E as crianças?? Já trocaram de herói??


Nunca Saberão


Sim!! Eles não sabem e não fazem a mínima idéia disso. Nasceram e foram criados sob essa mania doutrinada de ganhar, lucrar e arrecadar. A vantagem acima de tudo. Nem que pra isso tenham que se sobrepor sobre companheiros de profissão ou qualquer outra espécie humana que insista em atraverssa-lhes o caminho. Querem e querem e pra isso batalham, duelam. Trabalham, trabalham, trabalham pra mais rápido atingirem seus objetivos, mesmo que pra isso, percam a maioria das coisas que deveriam ser vividas. Não desconfiam o quão prazeroso é a companhia de bons humildes amigos - que não apanham, não perdem, apenas vivem - a sua volta. Não possuem a noção do quanto pode ser bom e saudável jogar conversa fora com pessoas que não falarão sobre política, ciências ou Europa, porque além de não saberem, não conhecem. Pessoas dividirão o pouco que possuem com todos ao redor da mesa e, ao final das contas, independente de quem comeu ou bebeumais a conta será dividida igualmente.

Não desconfiam e nunca desconfiarão.

Vocês nunca saberão...


Essa nossa exposição diária ao horror como se fosse normal e essa total ausência de responsabilidade social que nos cerca e aumenta diariamente, putrifica qualquer bom pensamento ou caráter. Aqui, aprende-se cedo que ser é ter. Não importa se aprendem como se faz para se ter. Logo, não importa se for trabalhando, roubando, emprestando ou fraudando. Dá no mesmo. Ir na direção do possuir e ter é o que fará você ser aceito ou não e, foda-se se durante o percurso trilhado foi cometido meia dúzias de crimesou ou não, no fim tudo se torna algo perfeitamente aceitável, tanto para o Presidente da República quanto qualquer ingrato.

E eu?

Eu, que nenhum talento possuo, que passará pela vida sem ter cometido uma grande obra. Sem ser herói ou assassino. Passarei pelo mundo como os milhões que já passaram, os bilhões, trilhões de desconhecidos que não tiveram nada pra deixar pro futuro. Milhares de rostos na sombra, no limbo. Cada qual dependendo de filhos, netos, bisnetos e tudo o mais para serem relembrados. Porém a memória da vida de um homem médio não dura mais que três ou quatro gerações. Algumas pessoas são imediatamente esquecidas quando partem...

Partem pra onde? E como? Com que direito?

V.P

Vergonha

" A manutenção das relações é delicada, requer boa vontade e cuidado. Qualquer casamento está sempre a um passo de entrar em declínio, é necessário um senso de equilíbrio digno de malabaristas. Um pequeno tropeço em falho e o amor cai corda bamba abaixo. São palavras que devem ser pensadas, pesadas, medidas. Tratar o outro como uma pilha de cristais finos. Pois o ser humano é um amontoado de traumas. E cada um desses traumas merece atenção e tato, quase tratamento especial. Daí, se faz a intimidade máxima: um conhece os problemas emocionais do outro, muito mais do que suas mães ou seus analistas jamais conheceram. É, no final das contas, essa sabedoria que sustenta os alicerces de um casamento.

Mas mantê-los é tão cansativo que, às vezes, os casais duvidam se aquilo vale a pena. Se não seria melhor viver sozinho do que ter que estar atento a tudo o tempo todo. Estar ligado às variações de humor do outro, às faltas de interesse físico, ao desânimo com a própria higiene. Estar acompanhado é um trabalho árduo, disfarçado de aconchego."


Solidariedade: qualidade do que é solidário; responsabilidade mútua; reciprocidade de interesses e obrigações; estado de várias pessoas em que cada uma delas se obriga por todas e por tudo, no caso de falta de pagamento por parte das outras.

Obrigatoriedade: qualidade do que é obrigatório; imposição legal.

Porque uma sociedade insiste em ser assim?? Porque é interessante pra nossos governantes (?) que o povo se mate mais a cada dia?? Excesso de peso na Terra??

Porque estas porras desocupadas, arrogantes e estúpidas que se utilizam o metrô não aprendem de uma vez por todas o significado da palavra SOLIDARIEDADE????

Porque não são solidários com os demais e cedem o lugar para os de mais idade e beneficiários da lei?? Porque não aprendem que os bancos verdes são para uso livre de todos e neles, nos bancos verdes, que entra a tal SOLIDARIEDADE????

Os bancos centrais marrons são de OBRIGATORIEDADE a cedência do local. É LEI!!!

A lei é pro banco marrom. A SOLIDARIEDADE pros demais bancos, ou seja, os verdes.

Bando de imbecis.


Leviano Órgão


Eu tento acertar, aprimorar, adaptar pra ganhar. Baseado em nossas promessas, tento caminhar. Lhe dou segurança e posições de todo o caminho a ser percorrido. Você some e me empresta sumiço no lugar do carinho.

Desprezo, frieza, degelo. Por fim, congelo. E no mais frio inverno, fico a mercê de sua conduta. Tanto sobre o mais amigos dos companheiros ou o pior da espécie de filho da puta.

Ouço planos e projetos de um futuro sob o mesmo teto e recebo gestos contra-sensuais onde o caminho para a queda é reto. Lamentavelmente me descredo e eis que me pego, otimisadamente pensando no fim. Pessimamente divagando no ruim.

Sobre nossos risos não sorridos e nossos abraços não perdidos. Sobre nossa casa não morada e nosso bar não bebido. Nosso quintal não aparado, nosso cão não fugido e sobre nossos copos não quebrados. Enquanto sua apaixonante lesadisse impera, você tolera e o coração acelera. Nossa placa de "enfim, sós" se ergue , logo após adormecermos as feras.

Nossas cervejas e cachaças, nossos cigarros e isqueiros, não vi lá nada disso e nem sujeira no cinzeiro.

Não vi nada mas ainda quero. Cabe a nós, oro, almejo e ainda espero.

No dia em que me fui de você, olhei com calma aqui pra dentro e senti. A ausência de suas palavras, a falta de teu corpo e, inevitavelmente, de frio morri.


Arrote-me!

Engula-me com suas dúvidas, achismos e desconfianças. Engula-se com seus traumas passados e tortuosos. Seus desprezíveis conselhos vagos e perdidos. Ouça a voz da desequilibrada perda enquanto em grupo mental, promete e jura fielmente " nunca mais deixar isso acontecer..." porque errar duas vezes é burrice e blá blá blá.

Sinta o gosto de teu prazeroso vômito, temperado e recheado de desaventuras, fracassos, medos lá da frente, entregas e devoluções zero-oitocentos fora do prazo, enquanto a vida passa e a armadura não-despida, o medo não superado, o fracasso não esquecido, não enfrentado e as certezas das dúvidas seguem consumindo-te a cada segundo...

Reais Idades

nde estás rapaz??? Cadê você??? Pode onde caminhastes este tempo todo??? Onde esteve quando esperávamos nos churrascos??? E nos encontros de final de ano, por onde perdia-se??? Não sabia que isso era uma coisa fundamental para todos nós??? Que todos temos isso como importância na vida??? Por quais vales se perdera neste tempo todo???

Mariano hoje em dia é gerente de banco. Carlos virou engenheiro e trabalha nO Canadá. Tamberlini, com aquela inteligência toda trabalha com logística, enquanto o Bruno se formou em Educação Física e abriu uma academia. Ana Karine é nutricionista e André Fampar advoga. Coutinho hoje em dia é fisioterapeuta e Gustavo tem uma agência de automóveis.

Lembra da Flávia??? Virou estilista e possui uma grife. Gabriela chegou a tentar carreira de modelo mas engravidou e atualmente é casada com um italiano. Vinícius virou personal e trabalha na academia de Bruno e eu gerencio uma equipe de vendas.

Mas e você??? O que fez??? O que andas fazendo??? Por onde andas??? O que virou???

Os soldados prontos pra mais uma largada. Os búfalos sistemáticos hipnotizados por arco-íris impostos latrina abaixo. Todos a espera da sinalização para poder parodiar Pynk Floyd em seu " Another..."??? O verde esperado é sinal de esperança?? Se sim, rumo a ele!!! Pensaria o mais sensato e otimista dos Tool os.

Acordem úteis. Despenque-se de forma inversa. Talvez a menos esperada por todos e surpreenda-lhes. Demonstrem, exibem, orgulhem-se revolucionalmente. Especializem-se em outra disciplina que não esteja ligada a delitos, mesmo os internos. Saracuteiem, reajam, mexam-se. Mostrem poder de organização - principalmente a mental - e deixem claro a insatisfação de todos. Precisam aprender a se instruir. Aprender a se orientarem, nortearem, focarem. Buscar uma solução, descobrir um caminho, um trajeto e rumo, pois só assim constrói-se uma saída saudável, uma nação e seus recheios de personalidade e caráter, coisas que hoje em dia são facilmente tombados como camadas de marshmallow.

Caso contrário, continuarão a patética felicidade virtual que cada um acha que tem. Continuarão com suas piores pobrezas, a de espírito. E se contentarão com mais um feriado de sol na praia - abstraindo os engarrafamento, arrastões, roubos, descasos, desrespeitos, preconceitos, bagunças, desordens... - se alegrando e achando o mundo perfeito após mais uma vitória do mengão.

E o pior, com aquela sensação de felicidade superior...

Liberdade Humana

" O Homem pode tudo, todas as pessoas podem fazer aquilo que bem quiserem. Os limites, que impedem o Homem de cometer erros, são os mesmos que qualificam o que é errado, o que é impedido. Como é o próprio homem quem cria essas leis, pode derrubá-las com a facilidade de quem muda de idéia ou de roupa. Não há regras naturais, há regras do jogo.

E o grande perigo que corre a humanidade é perder o que resta do sentido maniqueísta de bem e mal. Os instintos humanos são selvagens. Uma vez despidos de limites morais, os Homens esfolarão uns aos outros. Terão filhos de suas próprias mães e irmãs e se matarão sem remorsos. As leis não valem porque públicas ou bíblicas. Os Dez Mandamentos de Moisés são metáforas a serem entendidas, não pecados a serem temidos. É isso, melhor crer nas leis do que viver num estado primitivo sem ter a essência para tal.

Faz tempo que o Homem não é mais macaco e não pode viver dessa nostalgia. As chances estão sempre contra, mas por sorte nasce mais gente boa do que má. E, apesar de tudo, a maioria delas cresce e consegue continuar assim..."

V.P.

Danilo sofre por antecedência. Passou a notar isso há uns anos atrás. Isso o incomoda e o pior, o perturba. Pede a Deus calma e sabedoria para não colocar tudo a perder, independente em qual esfera de relação tenha em mente.

Alterna desespero com medo, calma com paz, alegria com entusiasmo. Achou que estava ciente e curado de tudo. Novas feridas sim, elas sempre existirão, mas pra quem já quebrou perna, braço, joelho, costas e etc, o que é um simples arranhão?? Nada que não possa ser remediado.

- Que porra de sentimento é esse que me faz querer estar junto a todo tempo? Que porra é essa que na distância, o deixa irritado, de mau-humor?? Por que isso??

Sente que pode estragar a relação a todo momento mas quer mudar. Mas como?? É o jeito dele. Não que terá que ser assim pro resto de sua vida, mas também precisa de ajuda. Precisa que percebam isso e que tenha uma mão esticada com o intuito de ajudar a sair dessa. Precisa de paz e confiança, algo que sempre teve mas que descobriu que pelo menos nesse assunto lhe falta.

Não! Pra quem já passou por isso as vezes ajudar não é a alternativa. Praticidade fria e cruel é o melhor remédio prum aprendizado. O detalhe é que se torna uma aula separada. A sós...sem professores e, principalmente, sem admirados por perto para tais correções.

Não!! No lugar da professora eu também olharia pro alto em dúvida para aceitar auxiliar. É preciso experiência e maturidade e não cobranças e ajudas. É preciso receber abraços e carinhos e não ser cobrado de atitudes e gestos carinhosos.

Meu tempo é corrido e farto. Curto e dinâmico. Nos poucos momentos que me restam, preciso de companhia e não de um boleto bancário humano me lembrando do que tenho que fazer ou deixar de. Quero paz quando em lazer.

Danilo já errou e já acertou. Talvez a paz que lhe faltou em anteriores relacionamentos, o atormentem tanto. De repente do nada, ele encontra a paz? Quer coisa melhor?

- Mas porque tanta paz? Porque tão solto e tão livre?? Na verdade quero é ser lembrado pelo vento e receber brisas faciais. Quero saber que estou vivo e que sou lembrado...

Cobranças pessoais se multiplicam lá dentro. Dúvidas e desconfortos aqui fora. Tolo Danilo...tudo na palma da mão e fica se lamentando. A vida tá lá fora doida pra ser vivida, esgaçada, curtida e dividida com risadas e espasmos de felicidade. E você aí dentro de si perturbando-se com visões criadas e não domadas??

Tolo rapaz...Logo você?

Voltei a querer que essa porra que, apesar de assustadora, continue.

Que ansiedade é essa que volta e meia me consome??

Um angústia, um aperto que tira a fome???

Convivências tornando-se rotina.

Viciantes como tabaco e cafeína.

Paciência outrora bem evidente,

Hoje é explícita, morna e não mais quente.

Esfriou e hoje eu a domino e, embora as vezes ela cresça, volta e meia me

pego sorrindo.

Quero bis, quero mais, quero de novo, quero mais vezes e quero repeteco...

Quero orgias alimentares, quero álcool, quero nicotina, quero aventuras de

boteco...

Quero a porra do medo aqui dentro latente.

Quero emoção, frio e quente, passado e presente.

Quero a frequência de sua calma, seus apagões, seu sincero sorriso, abraços,

lindas sandálias, seu braço roxo....

Quero mais Lapa, agendas indefinidas, podrões insólitos, chopp, cerveja,

pastéis e mofo...

Quero isso.

A certeza de um passado esquecido e superado...

O acerto de um presente bem vivo e acertado...

E um futuro quem sabe, pra lá de planejado...

Quero...


Tem pessoas que quando ficam a sós, se entristecem. Outras reagem bem e ficam na boa. Algumas, em função da tristeza, entram em processo de depressão enquanto outras “viajam” pra bem longe, talvez almejando locais onde por alguns momentos encontrariam a paz interior, o autoconhecimento. Existem também pessoas que tocam punheta, pensam em suicídio, assim como as que se expressam e tentam se encontrar com melodias ou simplesmente textos. Pertenço a este último grupo.

Não que ocasionalmente eu não me entristeça, me meta em uma “viagem” ou me arrisque em uma punheta, mas a princípio, me identifico mais com o bando que gosta de caneta e papel.

Pode ser qualquer coisa de qualquer espécie. Uma história vivida, devaneios oportunos, reclamações sem causa ou crises de viadagem. Estou sempre maquinando algo pra se jogar na folha. Faz-me bem, esvazia e renova.

Quanta esperança e desperdício juntos. Quantas manobras mal-planejadas mesmo com a intenção de acertar. Pra que tantas locomoções sem juízo em prol de algo que não valha muito à pena?? De qualquer forma, obrigado pelo crescimento e amadurecimento, sempre é bem-vindo. O autoconhecimento ainda está distante de se completar, porém, o caminho se encurtou. Mesmo que pouco, se encurtou sim, é notório.

Fico pensando o que serei mais a frente. Todos se acertando e se encaixando e eu aqui, contra o destino que teima em me mirar.

Ou seriam apenas ilusões? Alguns sim, mas todos?? Não mesmo.

O mundo caminha em uma velocidade absurda, atropelando sonhos e desfazendo almejos perfeitos. Ele vem sempre mostrar que não estamos preparados. Talvez nunca estaremos. Que aprendamos com ele.

Que não percamos tempo tentando adivinhar ou entender algo que a cada segundo está mudando. Uma metamorfose cruel, feita para atingir em cheio os mais frágeis quadros com suas mais surreais e bucólicas cenas. E nós imbecis, perdendo o precioso tempo de crescermos internamente. De encontramos os mais prazerosos sentimentos que nos tornariam muito mais humanos, enquanto cegamente, rimos dos que estão a nossa frente e tentam dividir e semear o que já aprenderam.

Evoluídos sendo julgados, pré-rotulados e taxados de frágeis como se quiséssemos mostrar que isso é cafonice e, em contrapartida, tentamos passar a imagem de fortes e seguros enquanto nos afogamos em lágrimas no primeiro silêncio que nos afronta.

Que continuemos assim, desvencilhando-se dos sonhos por falta de tempo. Sintonizados e rastreados por chips que invejamos.

Talvez sejamos ou desejamos ser assim. Frios e sem compaixão pelo simples medo de mais uma queda. Somos uma geração de covardes. Enfrentamos centenas de vôos, horas e horas de reuniões com pressão em cima, estresses com prazos e documentos pra ontem - tudo em troca de uns míseros trocados ao mês - mas fraquejamos e nos angustiamos quando olhamos pra dentro e não vemos nada. Quando fechamos os olhos e nos deparamos com interrogações e exclamações. Mal temos tempo de trocar carinhos e confidências com nossos companheiros, sejam estes, maridos, esposas, irmãos, filhos, etc. A falsa impressão de um cartão bancário bem aceito, camuflando nossas falhas com os mais queridos e iludindo a angústia do que não se quer ver. Enfrentamos tudo e todos mas fugimos de nós mesmos.

Talvez assim seja melhor, pois afinal de contas, o salário está em dia, aquela reunião logo vai começar e, pra variar, seguimos sem tempo de pensar em tais palavras...


Embarque Imediato

Oito e oito da manhã de primeiro de Outubro de Dois mil e sete.Acordei cedo demais e, pra variar, meu humor continua roncando e sonhando. Automaticamente como sempre foi, ele será obrigado a acordar daqui a pouco e sem sono algum. Bom humor sem sorriso definitivamente não combinam. Madruguei à toa. Vôo atrasado, irritação pontual e tempo sobrando. Pensando bem foi até melhor, pois só assim ficarei menos tempo com os assassinos de caráter, sistemáticos automatizados a tendências americanas de ser e agir.

Tolos coitados. Sem culpa talvez, pois provavelmente não enxergam a cena e muito menos possuem a sensibilidade de sacar seus fracassados futuros camuflados por trocados. Daqui a pouco, adentro o arquitetado engenho de puro ferro e, como o restante das cobaias, torço pra que tudo dê certo. Engraçado!! Torcemos para que nada dê errado, para chegarmos e voltarmos a um local e "lugar" de onde nunca iremos parar de reclamar. Vá entender!! Tomara que Deus tenha reservado uma chegada diferente daquela há pouco tempo reservada a demais cidadãos. Que Ele me faça chegar e voltar pois, como e de quê irei reclamar depois???

Será que meu "chão tocado" será da mesma forma da tragédia?? Será que logo mais irei Encontrá-lo?? Como deve ser lá?? Será como nos filmes?? Tudo branco e calmo como deve ser??Será que tem cerveja? E cigarro?? Sol?? Chuva?? Será que realmente existe o "Descanse em Paz"?? Como será que morrerei?? Deitado em uma cama doente?? Dormindo?? Atropelado?? Pelado?? Bala perdida?? Hum...Não!! Bala perdida está na moda e quem me conhece, sabe que odeio modinha. Quero uma morte diferente. Acidente Aéreo?? Bem chiqué..! Assim como pra que se morra, basta estar vivo, pra "se ir" de tragédia aérea, basta estar em um vôo.

DIN DON!!! AVIAÇÃO DESCANSE EM PAZ. VÔO: 666. DESTINO: INFERNO. EMBARQUE IMEDIATO

E cá me vou. O inferno e suas capetas gostosas com shortinhos vermelhos de veludo e suas blusinhas transparente que me aguardem. Pior que aqui, lá não é.

Como irei?? Será que sentirei dor?? E na queda da aeronave, será que terei meu corpo mutilado?? Será que serei carbonizado e terei o cerebelo separado do corpo e achado a raios de quilômetros da catástrofe?? Será que ficarei sem chances de reconhecimento?? Será que pior, meu avião cairá no centro da cidade e ao restarem poucas vidas que milagrosamente sairão andando da nave ( entre estas, eu), seremos atropelados por uma Kombi de feira verde e cheia de melancia, de motorista barbudo, gordo, de bermuda, havaianas e palito na boca?? Será que seremos homenageados?? Será que vosso Presidente saberá de algo??

Putaquepariu!! Quero ser o MCGyver. Quero em plena queda ao ouvir os desesperados gritos dos passageiros - alguns rezando, outros enfartando e morrendo antes do impacto - descolar uma moeda de R$ 0,05, um elástico, retirar o cadarço velho de meu velho tênis, uma tampa de bic, um pouco de cuspe e obviamente um clips(esse é indispensável) e, sabe-se como, criar um balão de emergência de onde sairei flutuando e acompanhando o desfecho trágico do avião se dividindo em dezenas de pedaços.

Pra não perder o espírito McGiveriano de ser, este mesmo artifício seguirá pelo Atlântico e cairá em uma ilha paradisíaca e deserta contendo diversas nativas saradas e nuas e ao me apresentar, serei atacado por todas que após me despirem, irão me obrigar a praticar sexo selvagem. Restarão-me traumas e sequelas pro resto da vida. Já até prevejo...

O que levarei?? O que deixarei?? Será que meu enterro ficará cheio?? Será que sentirão minha falta?? Será que minha mãe ficará bem?? E meu pai?? Irmãos?? Será que serei exemplo a algum deles??

Será que meu vôo atrasou de novo e terei que me alongar na escrita?? Será que devido ao tal caos aéreo, o horário será adiado mais uma vez?? Será que terei tempo de...

DIN DON!! EMBARQUE IMEDIATO!!

Carapuça

E nosso Presidente do Senado foi absolvido. Porque tanta revolta?? Não entendo.

O azar dele foi ter sido descoberto. Quer dizer, descoberto não, entregue. Mas isso não vem ao caso.

Não consigo entender tamanho ódio na sociedade. Seria inveja? Desejo de estar movimentando tamanha quantia sem levantar suspeitas e com apoio e conivência dos grandes lobbistas? Vontade de estar no lugar deles? Só pode...

Deixemos de ser hipócritas. Deixemos de fingir que ficamos e ainda estamos chocados. Pura ficção. Parem de arremedar!!! Deixemos de fingir que foi a primeira e será a última vez que iremos nos defrontar com fiasco do gênero. Faríamos pior por importâncias bem menores. Olhemos no espelho e vejamos os principais responsáveis por tal situação. Temos o que merecemos, assumamos.

Até meu melhor amigo sabe disso. Vou apresentá-lo: Você da Silva Tu. Ele que é capaz de não perceber dinheiro caindo do céu e nem mulheres dando em cima dele, foi sensível a ponto de perceber de quem é a culpa.

Eu e Você nos cansamos de matar aula quando criança. Eu e Você inventamos doenças e desculpas para professores quando ainda estudávamos. Um dia, tocamos o sinal do recreio fora de hora e foi aquela algazarra. Eu e Você pra variar, colocamos a culpa em outro aluno que não sabia de nada. Lembrei também quando Eu e Você enchemos a cara e vomitamos no banheiro de uma festinha que fomos. Saímos como se nada tivesse acontecido.

Recordei-me agora da época de faculdade, quando Eu e Você fumamos vários baseados comprados dos inspetores da Instituição e quando fomos enquadrados pelo reitor, negamos veementemente. Foi nessa mesma época que conhecemos aquele grupo de meninas, onde fizemos diversas bagunças, dos mais variados gêneros, e entre elas, aquela mega orgia a la Calígula e nem sequer pensamos na bendita camisinha.

Um pouco mais tarde lembro de uma situação, onde a gente tinha bebido um pouco após assassinarmos mais uma aula e Tu pegaste o carro do teu pai escondido. Fomos aquela reunião na casa de umas meninas que conhecemos na semana anterior. Eu e você nem tínhamos habilitação e muito menos idade pra adquiri-las. Na volta, fomos surpreendidos por uma blitz policial e tivemos que “morrer” na única grana que tínhamos no bolso.

Tempo bom era aquele. Após nos formarmos, conseguimos nossos primeiros veículos e ficamos super orgulhosos. Anos depois, lembro que retornávamos de um churrasco do antigo pessoal da faculdade e bêbados, fomos parados por uma viatura policial. Lá tivemos que suborná-los devido aos documentos estarem atrasados.

Depois disso casamos e aparentemente sossegamos um pouco. Tivemos nossas famílias, filhos e filhas, assim como qualquer cidadão comum e honesto merece ter. Eles cresceram e pra variar, começaram a fazer merda. Normal pra "crianças". Lembro de uma vez que você me ligou desesperado, pois o seu menor estava no hospital. Após a alta, foram receitados diversos remédios caros. Lembro que Eu e Você tínhamos um amigo em comum que desviava remédios e, se não fosse por ele, Você gastaria uma fortuna com medicamentos.

PAssaram-se anos e ingressaram na faculdade. Você teve a sorte de conhecer uma pessoa de forte influência lá dentro e que por um simbólico valor, conseguiu colocar teu herdeiro lá dentro, sem prova nem nada. Tive que baixar o orgulho e dar-lhe os Parabéns. A minha guria não teve tanta sorte, pois além de fazer prova, teve que esperar na fila. Foi sofrível, mas Graças a Deus, sugeri a ela faltar com a verdade em relação a cor e, por sorte, acabou entrando dentro da cota na época criada.

Anos se passaram e Eu e Você vivemos coisas inesquecíveis. Eu e Você mentimos pra esposa, enganamos os filhos, subornamos autoridades, pessoas, funcionários. Usamos coisas ilícitas, passamos recibos falsos, sofismamos a Receita alegando falsos cursos e despesas. Trocamos cheques sem fundos, mentimos no emprego, na aula, na escola das crianças. Vendemos idéias erradas, convencemos pessoas de forma indevida, praticamos atos obscenos, xingamos, vingamos. Cometemos adultério, gula, lascívia, tivemos preconceitos, julgamos, rotulamos e taxamos quem não merecia. Desejamos mal as pessoas, não fizemos nossa parte em diversas vezes, preferindo a discórdia em algumas situações e camuflando a serenidade em outras. Discutimos quando poderíamos conversar. Irritamos quando o diálogo era mais coerente. Batemos, espancamos, chutamos, socamos, apanhamos, usamos de violência em excesso quando poderíamos selar a paz da ocasião.

Enfim, Eu e Você temos muito a falar e relembrar. Eu e Você tivemos uma vida até agora muito condizente com nossas atitudes, Graças a Deus. Eu e Você não temos do que reclamar, já que pudemos fornecer com nosso suor uma vida boa a nossa família.

Eu e Você somos felizes, ou ao menos tentamos ser. Mas se tem uma coisa que irrita tanto Eu quanto Você, sem dúvidas, é essa gente porca, suja, desonesta e de caráter duvidoso que comanda esse país. Como podem??? Não é possível existir pessoas assim sem escrúpulos, meticulosas, capazes de cometer o mal. Será que não percebem que desse jeito o país nunca vai pra frente???

É incrível a capacidade que algumas pessoas possuem para praticar delitos. Incrível.

Cadê a nossa sociedade para sair às ruas agora, pleiteando nossos direitos e cobrando justiça. É por isso que existem menores na rua, crianças assaltando e gente com fome. Até quando Eu e Você teremos que pagar por isso. Não é justo. Sou um cidadão íntegro, que sempre agiu de forma correta e não aceito agora passar por essas ofensas.

Eu e Você só temos a lamentar a lama e a podridão que assola Brasília.

Será que Deus não vê isso??

Errar é humano, perdoar é canino.

E lá se vão três meses. Três meses de descobertas. Três meses simplesmente de novidades. A cada manhã em que abro a janelinha visual, me deparo com cenas não vistas antes, o que me leva a crer que amanhã terei mais "novas cenas não vistas antes".

É engraçado. As vezes acordo esbaforido e alegre. As vezes me acordam no sopetão e fico de mal-humor. As vezes sou a alegria da casa. Em outras, motivo de brigas e discórdias.

Algumas horas tento me comunicar, mas o que vejo são rostos mongóis que ficam sorrindo e tentando brincar comigo, quando na verdade, quero desesperadamente avisar que a fome chegou. Falar em fome, me acostumaram a comer um troço ruim pra cachorro. Parece um biscoito, só que muito mais duro. O gosto?? De nada...! Falam em fibras e vitaminas, mas pra quê, se nem eles ingerem isso??Se fosse bom, eles também iriam comer. Eu lá, sendo obrigado a comer umas gororobas duras e sem gosto e eles desfrutando de carnes macias e suculentas. Não é justo...

Tenho três donos. O vovô bagunça é um deles. Ele é super carinhoso, mas as vezes me pega a força e me obriga a tomar um remédio ruim, que segundo ele, é pra melhorar. Mas melhorar de que se estou bem? Ele é alto e barbudo e fica a maior parte do dia comigo. A gente fica lá naquele quarto que tem uma TV com botões em que ele fica apertando. Gosto de ficar mordendo ele, mas quem disse que ele gosta? Fica brigando comigo quando faço isso.

O outro dono é dona. É a tia falante. Dei esse nome a ela pois ela vive conversando comigo. Parece que eu entendo ela e vice-versa, mas a verdade é que não entendo chungas do que ela me diz. Ela fica lá que nem o tio bagunça, sorrindo e fazendo altas caras e bocas, enquanto eu cá do meu lado, fico não entendendo nada e balançando o rabo. Eles adoram e eu também. Ela fica a maior parte do dia fora mas nem por isso é a melhor. Sabe porquê? Porque ela de vez em quando teima por qualquer coisa que quer me dar banho. E nada tira isso da cabeça dela. E lá vou eu, com toalha, shampoo e sabonete pro box ser completamente enxaguado. Depois, quando molhado, fico parecendo um galo, um pinto, um gato, qualquer coisa bizarra, menos um cão. Após isso, me secam e pronto, lá vou eu parecer um pavão ou qualquer coisa do gênero.

O terceiro dono, é o irmão/tio/pai retardado. Chamo ele assim, porque a cada dia, entre as descobertas que tenho, a única igual é a que ele definitivamente é retardado. Fica também a maior parte do dia fora. Fica mais que o tio bagunça, porém menos que a tia falante. Acorda depois de todos e chega antes. Não entendo. As vezes cisma de me pegar e colocar na cama dele. Eu gosto quando ele fica brincando comigo fazendo caras e bocas, me mordendo, me assoprando, e me jogando pra lá e pra cá, enquanto fica falando com voz fina que nem débil mental. Mas eu gosto dele apesar disso. Ele é carinhoso. Nem sempre, mas é. As vezes que chega de madrugada meio estranho. Andando pra lá e pra cá e comendo tudo que vê pela frente. Chega perto de mim e sinto um cheiro estranho. Um bafo estranho. O olho dele fica pequenininho e ele falando coisas desconexas. Tudo bem que eu nunca entendo o que as pessoas dizem, mas tenho certeza que aquilo que ele fala e da maneira como verbaliza não é a maneira correta. Difícil entender. Ele sai tão bem e volta tão mal...

Tem uma quarta pessoa, mas nunca sei se é meu dono ou não. Na verdade, minha dona, pois ela chega de manhãzinha todo dia e só sai quando está anoitecendo. Aí já sei, ela vai, eu fico só, e um tempo depois chega o tio bagunça. Ou a tia falante. Ou o tio retardado. Só sei que ela não sai da cozinha e vive falando sozinha com o rádio. Sem contar que ela tem um cabelo pior que meu rabo. É duro.

Se imaginou, escreva! Se cismou, veja! Acreditou? Tenha certeza.

Estressou? Esvazie. Desconcetrou? Alivie. Relaxou? Assobie.

Se ficou fraco, fortaleça. Recuperou? Forneça. Remediou? Esqueça.

Se ligou, desligue. Desligou? Avise. Avisou? Ajuíze.

Se bagunçou, arrume. Arrumou? Aprume. Desalinhou? Estrume.

Se esquentou? Congele. Não gostou? Altere. Aprendeu? Espere.

Tem idéia? Palpite. Desconhece, imite. Enjoou? Regurgite.

Descartável? Na veia. Quer pagar pouco? Meia. Nem de graça? Não leia.

Me vejo com saudades suas. Saudades que diminuem a cada minuto, até estarem adormecidas lá no cantinho do coração e da alma, dividindo espaços com outras saudades que também se aportaram ali. Obedientes e respeitosas.

Quando quero, vou ali dentro no cantinho e ressucito algumas delas, pra logo depois, despedir-me e deixá-las lá como pra sempre ficarão.

Talvez a previsibilidade com que lhe rotulara, me surpreendeu. Talvez a certeza de que nada mudaria e a exata previsão de que tudo continuaria igual, tenha me levado a "melhor decisão a ser tomada".

Hoje me surpreendo com algumas mudanças. Essas consentidas e assumidas, vistas e revistas, indoors e outdoors, assustadoramente reconhecidas de erros e falhas.

Porque tão tarde? Porque não quando eu cansei de avisar????

Esgotou-se. Game Over.


Como se fosse fácil adivinhar, mais uma noite previsível condicionada ao ontem. Uma surpresa que além de literalmente espantosa, trouxe consigo um misto de sentimentos. Alegria, felicidade, alívio, prazer, tristeza e lamentos incômodos da alma. Quem é você que sempre me visita? Porque? E para que?

Vontade de abraçar bem forte e dizer que tudo vai dar certo, mesmo não sabendo decifrar seu rosto sofrido. Vontade de manter distância para que as coisas não mais desandem e sim, permaneçam como estão. Ou, como são.

Inevitavelmente um sorriso se abre ao lembrar. Perigo, adrenalina, escuridão, desconhecimento, proibido, medo e todas essas sensações que somadas resultam em um coquetel onde o sabor é gostoso e prazerosíssimo.

Retorne ou deixe-me voltar a dormir, pois em pensamentos, você me habita e visita faz tempo, sempre me presenteando com imagens e sensações deliciosas que me fazem bocejar, enjoar e ensejar milhões de "bis"...

Culpa, exceção indescritível e descaso saudoso...Vá saber Lua Bonita...

Que o mundo foi e será uma porcaria eu já sei
Em 506 e em 2000 também
Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados, valores, confusão

Mas que o século XX é uma praga de maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos manuseados

Hoje em dia dá no mesmo ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta, pretensioso, afanador
Tudo é igual, nada é melhor
o mesmo um burro que um bom professor
Sem diferir, é sim senhor
Tanto no norte ou como no sul
Se um vive na impostura e outro afana em sua
ambição
Dá no mesmo que seja padre, coveiro, rei de paus
Cara dura ou senador

Que falta de respeito, que afronta pra razão
Qualquer um é senhor, qualquer um é ladrão
Misturam-se Beethoven, Ringo Star e Napoleão
Pio IX e D. João, John Lennon e San Martin

Como igual na frente da vitrine
Esses bagunceiros se misturam à vida
Feridos por um sabre já sem ponta
Por chorar a bíblia junto ao aquecedor

Século XX "cambalache", problemático e febril
O que não chora não mama
Quem na rouba é um imbecil
Já não dá mais, força que dá
Que lá no inferno nos vamos encontrar
Não penses mais, senta-se ao lado
Que a ninguém mais importa se nasceste honrado
Se é o mesmo que trabalha noite e dia como um boi
Se é o que vive na fartura, se é o que mata, se é o
que cura
Ou mesmo fora-da-lei

Passa passado, passa...

Aprenda, entenda, analise e saiba enxergar. Não convém apenas ver o que faz bem ou se deseja. Não filtre apenas seus interesses. Treine enxergar tudo como um todo. Olhe tudo como realmente é, e se, em algum momento desconfiar de algo, passe a mão nos olhos, abra e feche-os novamente. Assim, talvez a visão deturpada de como antes você via (queria?) mude um pouco e você perceba a precipitação. Se até agora não enxergou, tomara que aprenda a ler.

Você me faz bem e se recusa a aceitar. A experiência me deixa anestesiado e feliz. Suas crises me enervam, justamente por você me ter todo o tempo e mesmo assim levantar suspeitas.

Ah, pra variar, você acabou de ligar e já brigamos. Tudo devido a porra dessa tua insegurança que não te deixa respirar...

Não quero mais continuar.


"O primeiro sintoma da velhice é quando a gente começa a se parecer com o próprio pai."

Han?

Falta-me a cobrança da melhora. A cobrança pela perfeição dos erros. A cobrança de que tudo pode melhorar. A dívida com alguns pensamentos outrora acordados, sugerindo isso e aquilo enquanto recebe o aval do ISO9000 aqui de dentro. A já trôpega mente fiscalizadora aprovando ao mesmo tempo que reprova. As loucas, insanas e perfeitas idéias do mundo ao redor me caem bem e proveitosa, enquanto o outro lado da face insistem em pessimizar.
As coisas são canceladas por quaisquer motivos. O tempo esgota-se sob o pretexto de que a obrigação existe. Tempo esse que massacra o cotidiano. Tempo esse capaz de curar um amor e fechar uma janela. Mesmo que seja a da alma. O histórico de herói X bandido baralhando-se enquanto o senhor tempo passa e ficamos aqui a mercê de preconceitos, divagando devagar passíveis passos que ainda damos aos "demos" do sistema. Sim, tema por nosso futuro furado sendo empurrado pra cima da gente goela abaixo. Não baixe a guarda e tire do guarda-roupa aquela velha indignação do fim da década de noventa. Inove e ouse nas velhas e infalíveis atitudes. Novas ações em prol do velho povo. Velhas atitudes pegando fogo. Use sua maior virtude, abuse e não mude. Colhamos os resultados décadas a frente e escrevamos na história um final justo e digno. Bem brasileiro. Registremos algo nosso, pueril, obstinado e pertinaz, fugindo sempre do já americanizado "The End".

Estamos todos no mesmo buraco. Nos afundando mais e mais a cada menos dia. A globalização nos uniu ainda mais aumentando e internacionalizando a massa fecal que nos envolve. Globalizemos os pobres e miseráveis e os enviemos aos tais "países de primeiro mundo". Pronto, sejamos um só. Salvo apenas um ou outro grupo manipulador, os demais se putrificam de mãos dadas.

É cada vez maior a "unitariedade-individual-singular-únicá-ímpar" de cada um. A população mundial aumentou e os olhos de Deus não mais enxergam a todos. Provavelmente nem Ele imaginou que fôssemos chegar a tal ponto. Sábio Pai, em seu lugar faria o mesmo. Fecharia os olhos e largaria de mão. - Não se culpe. Não faça isso. Deixou tudo em nossas mãos e agradecemos assim, depravando-nos em ataques contra tudo e todos, num ato claro de desespero puro e caminhando para o pior.

Um dia, quando a natureza se revoltar, todos pagarão o preço do descaso e serão responsabilizados por seus e também nossos atos. É questão de tempo. Mais cedo ou mais tarde o planeta reage e invoca toda sua fúria jamais vista, pulverizando os "sábios" modernos e suas maquininhas de destruição em massa.



Passaram-se dois anos desde a última visita aquele local lindo. Precisava de calma e nada mais apropriado que a Rodrigo de Freitas. Bucólica cena.

Fechou os olhos e lembrou da última vez, quando acompanhado do filho e da ex-esposa, caminharam os três de mãos dadas enquanto o sol refletia na água presenteando-os com esplêndida visão.

Parecia ontem que tinha ensinado o pequeno a andar de bicicleta. A felicidade na face do garoto o tornara o pai mais feliz do mundo. Ele e a esposa abraçados e sorrindo aplaudindo mais um desafio vencido pela criança. Ele crescera e nem parecia mais aquele bebê recém chegado a vida. Em seu rosto agora figuravam traços marcantes onde não restavam dúvidas das semelhanças com ele e esposa.

Mal acreditava que naquele dia estava a sós. Solitário e solteiro. A esposa o trocara por um cara mais velho e muito mais bem sucedido que ele. Sofria a cada vez que lembrava dela. Não satisfeita, ainda levou seu muleque, ganhando a causa em uma época que ficara desempregado.

Foi difícil. Entrou em depressão e achou que nunca mais fosse se recuperar. Graças a um amigo fez terapia em um dos mais renomados psiquiatras e com isso retomou a vontade de viver. Conseguiu se recuperar psicologicamente e novamente equilibrado, arranjou um excelente emprego onde ganhava muito bem.

Agora solteiro, bem de vida e morando sozinho, passou a confiar em si mesmo. Entrou em uma academia e recuperou a saúde, além de um belo corpo.

Recordava-se do tempo de criança. Imagens de quando menor tomavam sua mente de assalto. De infância pobre, perdeu os pais em um acidente de carro quando tinha cinco anos. Dois anos antes, já tinha perdido a irmã em decorrência de uma malária, normal para o local e as condições em que viviam.

Fora criado por uma tia de origem humilde, que lhe dera uma criação muito rigorosa. Perdeu-a quando tinha seus vinte e sete anos. Recém-formado e tendo que se virar sozinho, sofreu horrores nos anos seguintes onde se sujeitou as piores tratamentos na empresa onde trabalhava em troca de míseros trocados ao fim do mês. Estudou mais ainda e com muito sacrifício pós-graduou-se, alcançando assim um emprego melhor, agora sim, digno.

Foi nesse emprego que conheceu sua ex-esposa, uma funcionária que fazia parte da equipe que supervisionava. Casaram, tiveram seu herdeiro e andaram algum tempo felizes. Ou achava que assim eram, até descobrir que sua companheira, mãe de seu filho, tinha um caso com um diretor da empresa. Pirou e entrou em desespero. Como se não bastasse, foi mandado embora após tramarem contra ele.

Foi ao fundo do poço.

- Como pode uma família tão bonita e feliz se acabar em tão pouco tempo, da noite para o dia???

Desesperado, passou a pensar nas piores coisas que um homem pode imaginar. Acovardou-se e se não fosse por esse amigo e seu devido tratamento, não saberia onde estaria.

O dia estava belo. O vento balançava seu cabelo e trazia lembranças de dois anos atrás. Tinha saudades de seu filho. Como será que ele estava? Permanecia com aquela saúde de ferro, sempre dando trabalho aos responsáveis de seus cuidados? Será que ainda continuava com os traços paternos? E na aula, será que era bom aluno??

Uma vontade absurda de abraça-lo fez com que seu rosto ficasse angustiado, fechado.

Pôs-se a chorar.

Lembrava de sua ex com muita raiva. Como uma mulher tem o poder de destruir com a vida de um homem? Ela não tinha esse direito. O ódio o cercou naquele instante e caso se deparasse naquele momento com a figura da dita cuja, era capaz de matá-la. Com as mãos.

Mas não!!! Seu amor por ela ainda era maior que tudo!! Mesmo depois do que passou, ainda tinha a coragem de esquecer tudo e aceitá-la de volta. Bastava uma simples desculpas por parte dela. Porém a realidade era outra e uma buzina de um veículo que passava despertou-o daquele doloroso transe e o trouxe à tona.

- Porque não consigo esquecê-la meu Deus?? Já conheci diversas mulheres após isso mas nenhuma capaz de apagar meus sentimentos do passado...Sou solteiro, ganho bem, moro em um excelente apartamento, tenho um cargo invejado, carro do ano e ainda assim sou infeliz. Me ajuda Pai...!!

O desespero tomava conta de seu corpo. A angústia o preenchia e sem perspectivas de melhoras, enlouqueceu.

Um vendedor de picolés se assustou com tamanho sofrimento em sua cara. Mal percebera um casal alegre que lhe cruzara de patins. Ao lado, despreocupados, dois meninos de rua cheiravam em paz suas respectivas resinas. Não prestou atenção em uma bela jovem de mais belo corpo que passeava com seu cão. O mundo caía sobre seus ombros e o peso e a dor que sentia era algo indescritível. Uma dupla de idosos passou despercebido em sua caminhada.

Não tendo muita noção de seus atos e passo, correu em direção a pista. Atravessou um gramado onde crianças jogavam bola. Sua velocidade aumentava e em sua maratona sem pódio olhou pro alto e acompanhou o vôo solitário de uma gaivota e, antes de voltar seu olhar para baixo, em silencio pediu perdão a Deus.

Se atirou embaixo do primeiro carro que passava em altíssima velocidade. Sem tempo de frear, o motorista de uma Mercedes preta recém-saída da concessionária o acertou em cheio, exterminando qualquer pensamento de sobrevivência.

Com o carro praticamente destruído, seu condutor saiu do pouco que sobrou de seu motorizado e desesperadamente começou a pedir socorro.

Em vão. Morte instantânea.

Dentro do veículo, a ex-eposa e o filho da vítima...

Andanças

"Andei por aí como sempre.."

Nada de novo parece mudar. Após pouco tempo, a exata certeza de que tudo continua como antes, no mesmo lugar. Talvez eu deva ter mudado uma ou duas coisas mas nada capaz de alterar o rumo de tudo. Ou de nada...

A lua continua bela e testemunha dos mais diversos acontecimentos. Sem espaço pra julgamentos. Sem mal ou bem. A noite cada vez mais sem graça. Talvez por isso a identificação com ela.

As pessoas continuam com suas mentes opacas e sem nenhum argumento que me faça se interessar por elas. Os passos, tadinhos, permanecem sendo dados como se buscassem algo, e o pior, sem a noção de por onde começar ou seguir, continuar.

Desconfortos, dúvidas, certezas, devaneios, carências, reencontros, mesmices e mais algumas dezenas de confusões, confissões e esclarecimentos internos sem rumo me deixam. O medo de tudo novo e principalmente com a força e forma que chegou me preocupa. Talvez o medo de que se vá com a mesma intensidade me deixe assim. Ao menos feliz, já que significa que deixou marcas e pegadas. Ao mais, é que continue assim e muitos...

Eram apaixonadíssimos. Se amavam loucamente e acima de qualquer coisa.

Se alguém procurava uma definição para o amor, que olhassem pra eles e entenderia. Parecia cena de novela ou ápice de conto de fadas. Viviam suspirando pra cima e pra baixo, deixando bem claro o sentimento que os movia e alimentava. Se na rádio embalava uma canção daquelas extremamente melosas de amor, logo estavam dedicando-lhes um ao outro a melodia. Se avistassem uma floricultura ou chocolateria, lá estavam gastando seus últimos trocados...

Declarações de amor em público tornara-se cotidiano, assim como poemas e poesias feitas um para o outro. Palavras e denominações como amor, paixão, "nem", coisa rica, coração entre outras como também quaisquer atitudes que envolvessem carinhos, sentimentos ou qualquer gesto de afeto lá estavam ambos como autores...

Não falavam a língua ordinária das pessoas comuns. Não citavam "eu" ou ou "ele", mas sim " nós", " a gente". Nunca em primeira pessoa. Isso não existia.

Um dia se cruzaram na rua. Um cruzamento movimentado em plena hora do rush e passaram lado a lado, corpo a corpo, mas não se cumprimentaram. Cada um com o olhar a frente como se vivessem seu mundinho particular e o mundo exterior não fizesse parte de seus projetos e planos. Mal se olharam. Parecia que não se conheciam, embora para os que notavam, era nítida a sintonia pertinente em ambos...Talvez não se conhecessem. Talvez nunca tivessem trocado olhares...talvez as cenas nunca tivessem sido concretizadas...

Ele morrera há quatro anos. Ela estava prestes a nascer...

Meio aviadado sou. Percebo cada vez mais nas atitudes alheias. Quer ver??

Macho que é macho não assume ser carinhoso e eu sou. Leio poemas, livros de literatura e ouço canções românticas.

- Ah, besteira Dani! Você é fofo!!

Quer cosa mais bichona que ser taxado de fofo???

Quer mais???

Me emociono vendo filmes ou cenas que despertam comoção. Fico com os olhos cheios de lágrimas e convincentemente me entitulo digamos "diferente" !!

- Pára de besteira, vc é sensível???

Han?? Porra, sensível é sacanagem. Isso já é um estágio final da viadagem.

Mas veja bem!! Ó isso. Leio qualquer tipo de revistas, desde a de esportes, passando pela Caras e chegando na Cláudia, Capricho e Casa e Jardins. Quer coisa mais abichornada??

- Ah Daniel, você é culto!!

Porra, homem que é homem é inteligente. Bibas sim, são cultas.

Saio a noite pra tomar chopp e não pra pegar mulher. Posso sentar em uma mesa com cento e quarenta e sete meninas e não estarei pegando ninguém.

Só aí já partimos do princípio que homem que é homem não fala meninas e sim: MULHERES!!!!

- Ah querido, isso é pura bobagem, você tem apenas um jeito romântico de ser.

Porra!! E homem que é homem não é romântico. No máximo, no máximo, não tão duro e cruel.

Tem mais, olha só.

Sou capaz de sentar na mesa e dentre as cento e quarenta e sete, duas ficarem afim de mim, e caso não me agradem, infelizmente não me atracaria com elas. Homem que é homem, pega a "mulé". Mesmo que pra isso seja necessário litros e litros de etanol e óleo dieesel pra tornar a vítima mais acessível visualmente.

- Dani, Dani, isso é banal. Você só se envolve com quem lhe agrada.

Porra, ó aí ó, macho mesmo não se envolve. Macho sai pegando.

Posso estar apaixonado por uma mulher que mesmo que outra interesante "dê condição", dispenso.

- Poxa lindo, isso é legal. Um gesto raro de se ver.

Você não está entendendo que viril que é viril, come todas, independente da relação existente. Ah, e antes que eu me esqueça, pegador que é pegador não tem gestos e sim, ATITUDES.!! Viu, eu te falei....

E não pára por aí, veja só.

Não consigo ver covardia. Se estou assistindo Animal Planet e me deparo com uma cena onde um búfalo enorrrrrme ataca ferozmente um coelhinho branco, me emociono me revolto!!!

Putaquepariuó!!! Viu? Prestou atenção? Não?? Vou enumerar.

1) Porra, que homem assiste Animal Planet??? Homem assiste Vale Tudo.

2) Que porra de macho fala "enorrrrme"?? O certo é " grande pra caralho".

3) " Coelhinho Branco?" Tá de caô né? O ideal seria: " Aquele coelho viado que vai tomar no cu quando o búfalo grande pra caralho trucidar ele".

4) "me revolto"??? Porrrrrrraa!!! Comedor de verdade não se revolta, F I C A P U T O !!

- Ai Danizinho, que rigor consigo mesmo!!!

Mais!

Agora lá em casa tem um animal. É o Melvin. Um poodle toy branco de 2 meses!!! Quer mais prova que isso????

Comedorque é comedor não tem um poodle. Tem um Pitbull, um Fila ou um Fox Terrier.

De nome Melvin? Caralho!! Comedor que é comedor tem animal de nome Thor, Saddam, Hulk, Trovão e todos os gêneros fortes e firmes como devem ser. Ah, e 2 meses tem que ser o tempo que ele ficará sem comer, antes de levá-lo a pracinha do bairro onde as velhas passeiam com seus beagles e pinchers.(?)

- Tá bom Dani! Desisto desse papo. Se tu se acha viado ou gay, é azar o seu, embora eu ache errado.

É! Chega mesmo. Vou pra casa que tá me dando enxaqueca.

Ahhhh porra, viu só! Enxaqueca quem tem é libélula.

De novo, de novo, de novo...merda!

Ops, merda não. PORRA!

Ops não, NÃO FODE!!

Que compromisso?


meu lado poeta é mudo, surdo e mongolóide. tem problemas de cabeça, é perturbado, mas cisma que tem um "quê" de intelectuóide

palavras bonitinhas que rimam nunca ficam bem em meus textos, e devido a isso, uso minha rebeldia sem causa como pretexto

do tipo que xinga a todos e tem marra de escrever difícil, pensa em comprar um revólver, pistola ou até um míssel

tá vendo??? quanta pobreza escrita e tempo perdido, com combinações escrotas e um texto encardido

quer polemizar? aprenda e seja pervertido. Abuse e use dos palavrões: cú, buceta, sexo anal e pau no ouvido

aposto que atrai muito mais interesse, do que papinhos melosos falando de namoro, amor ou um simples flerte

seja cruel, condene tudo e a todos critique, fale mal do próximo, cuspa no chão e desperte chiliques

Aponte aquela família dos mais puros moldes conservadores, taxe-os de imbecis, covardes e suspire horrores

Aposto que bem ou mal falarão de ti, cause raiva, revolta e fique solitário aí

palavras clichês e texto piegas, esse é o macete. vou terminar aqui, porque essa porra de textoficou ruim pra cacete!!


Parem as máquinas e suspendam as impressões
A partir de hoje, pouco importa a sua opinião.

Fostes treinado desde pequeno pra ser o melhor
Ensinado igual tarzan a se virar no o cipó...

Pule, cante e brinque é coisa do passado
Acorde rapaz, seu terno está amassado

Me entregue os relatórios até o fim do dia
Com muita sorte, no final de semana terás alegria

Aproveite e providencie um churrasco em sua laje
Compre carne de segunda, cerveja cristal e aquele cd do "Karametade"

Não reclame da vida, pois graças a mim possui um trabalho
Me respeite a partir de hoje e não me mande pra casa...

Se acostume com planos, metas e objetivos cumpridos
De segunda a sexta concentração total, evite miados e latidos

Agradeça ao Pai por ter ticket refeição e vale transporte
Seu horário é apenas de 8 as 22 hrs e com ele se conforte

Após isso, um descanso se tiver sorte
Vá pra casa, se esquive das balas e adie a morte

Fim de semana se beber, com moderação
Fume pouco, pratique esportes e por sua família tenha paixão

Alugue um filme, leia um livro ou conserte seu Opala
Faça algo de útil seu inútil ou teu sedentarismo lhe põe na vala

Domingo a tarde descanse o corpo e a mente
A noite saia com a família e a eles proporcionem um cachorro quente

Acho que agora entendeu o recado. Então assine aqui e estás empregado.

Rallu do Ser -ão Intenso

Assim como tenho certeza de que todo e qualquer texto escrito pela primeira vez sai melhor do que se mexido ou alterado posteriormente , cada vez mais também vou tendo a cristalina certeza de que não sei falar e nem me portar bem com as palavras e pensamentos quando o tema proposto envolve sentimentos e/ou amor, e/ou...

Já me despi de prováveis dúvidas que possam vir a me impedir de continuar o texto, assim como, procuro me abster de qualquer achismo precipitado. Luto contra mesmo. O espaço pode ser público mas antes de tudo é meu. Sempre foi usado pra isso no intuito de expressões relatadas e experiências trocadas e desta vez não seria diferente.

É novo sim. E estranho. E confuso. Me assusta ao mesmo tempo que me alegra. Será que errei ao pedir ajuda nos primeiros passos.???

De qualquer forma, adoro tudo na mesma intensidade que me aflige.

Temos medo de qualquer coisa que desconhecemos e desta vez não seria diferente...

Adoeça-se!


Vejo que vou ficando velho e tenho mais certeza disso quando abro minha bolsa casual-chic-cult-moderna-despojada-de-mendigo-suja-velha-rasgada e vejo praticamente uma farmácia dentro. E o pior é saber que noventa por cento dos tais medicamentos são pra "boi dormir", ou seja, nenhum que combata diretamente com eficácia a causa, mas sim, substâncias sedativas e aliviadoras de coisas que ainda não existem ou nem sintomas possuem.

Seria eu um hipocondríaco? Me tornando então?? Teria aprendido inconscientemente com a minha ex-ex-ex-ex sogra a recorrer a medicamentos como se fosse a porra de uma pobre coitada?

Cada um pinta e borda sua própria vida fazendo dela exemplo ou não a ser seguido. Ao menos na teoria.

Cada um usa e abusa do estereótipo cotidiano trivial de ser. Seja com gestos, atitudes, pensamentos, comportamentos e palavras, cada um de nós sabe ao certo onde o chão é duro e a cama é fria.

Rótulos, pré-julgamentos e pré-conceitos são fraquezas que cometem quem não tem saída, nunca sabendo respeitar a vida e a opinião do próximo.


Roque dos Degegios

Quero continuar com sonhos e planos. Quero seguir com metas e objetivos dos quais nem sei. Quero continuar gritando com todas as forças tudo que venho sentindo. Tudo isso vem transbordando e me consumindo a cada dia. Quero dar continuidade a esse sentimento maduro de paz, calma, de respeito e sabedoria.

Essa relação entre uma pessoa que achava que sabia de tudo e outra que nada queria saber. Uma que nunca perdeu as coisas tão fáceis com outra que nunca se deixou ganhar. Uma que sempre correu atrás e outra que sempre fugiu. Uma que caiu e outra que levantou. Uma queda dada(?) por descobertas e uma reação também dada por descobertas. Enfim, um futuro onde um sabe muito bem onde quer chegar e o outro, mesmo que inconscientemente também...

Vírus? Medique-se...

Fulana foi convidada para dar vida a um projeto jamais pensado na ocasião. Estando diante de tal desafio, não hesitou em aceitar mesmo sem saber por onde começar. A idéia do novo a motivava e pensando bem, não tinha nada a perder caso o projeto não vingasse. Arregaçou as mangas, exibiu a face e se pôs a luta. Punhos erguidos e cara esguia. Apanhava ou surraria quem viesse pela frente.

Nos primeiros meses, nos primeiros anos, supreendeu não só a quem lhe convidara para o desafio do projeto como também a si mesma.

Empolgante e agora mais confiante, tirava de letra os percalços que vez ou outra cismava em prostar-se. Acostumou-se a destruir barreiras e com gestos e atitudes derrubava qualquer pessimismo.

Acontece que como qualquer criança nova que fica exposta a bactérias, Fulana deixou-se infiltrar por um pequeno vírus. Inicialmente algo pequeno e sem muito perigo, pensava, mas que com o passar do tempo teimava em crescer e tomar forma.

O tempo passou e o tal vírus já dominava grande parte do projeto. Crescia cada vez mais. Sem saber o que fazer, Fulana foi lutando como pôde para combater tal ser. Ser este que resistia e conquistava passo a passo. Fulana foi perdendo as forças à medida que tentava não se entregar. Lutava, fraquejava, caía, empatava, sorria e chorava. Nada de vitórias. Hora se via fraca e prestes a tudo abandonar. Outrora via-se forte como nunca e partia pra cima.

Cansada de medir forças com algo mesquinho e insignificante mas capaz de sugar tudo de alguém, via-se a cada momento menos disposta e mais sozinha. Ninguém a ajudava ou fazia menção de algum esforço em prol...

Certo dia o vírus venceu. Sem ânimo e principalmente sentindo-se desvalorizada pelo próprio projeto que criou, jogou a toalha. Chorou, se rebelou, pulou, caiu e sem forças, não lutou.

O projeto??? Soube que tempo depois deixou de existir e nem sequer sabia o motivo. Apenas previa e desconfiava.

Sumiu do mundo e de todos. Ninguém mais sabia de Fulana.

Anos depois foi vista andando pela rua. Dizem que escondia um orgulho dentro de si, uma energia prórpria e que sorria para quem quisesse ver o quão feliz estava. Parece que pouco tempo depois coordenava uma equipe de desenvolvimento de projetos.

Ah! E como ela chegou lá?? Soube-se que era a única conceituadamente com experiência e competência para lidar com certos tipos de vírus e prever tais chegadas.

Voltou a sorrir e principalmente, voltou a ser!!

Aos poucos descobrindo que infelizmente vou enterrando todo mundo comigo. Cogito o abono de Deus em alguns momentos, pois ao menos ele vem me privando. Não quero encarar essas palavras como um "estalo" divino mas apenas devaneios que sempre me pregam surpresas.

Tem sempre alguém que me fala de um outro alguém que se foi. E logo depois vem aquelas sessões de lamentos, reclamações vazias, "não-compreensões" sobre as respostas de nossas passagens pela vida, até o agradecimento ao céu por não ter sido conosco, por nos livrar de tal destino e blá blá blá...

Sei de nada e muito menos que missão temos aqui embaixo. Nem sei se temos que aprender alguma coisa. Ou ensinar.

Também não sei se quando "capotarmos" o destino será o céu, se ficaremos vagando e vagabundeando por aí ou se porra nenhuma acontece e ficamos perdento tempo discutindo o fim da vida enquanto ela passa por nossa frente.

Nada sei. Tenho minhas dúvidas se o inferno não é aqui. Com tantas desgraças, as chances são grandes disso daqui ser a terrinha do capeta.

Haja gente feia...

V-A-G-A-B-U-N-D-O!

Ahhhh coração vagabundo!!

Pregando peças no próprio dono e depois fica aí, choramingando e querendo dar a volta por cima, sem nem entender os reais motivos. Ahhh!!! Seu vadio, arredio. Te desafio a seguir em frente e em paz, sem o olhar pra trás. Saia dos escombros mas sem revirar o olhar por cima do ombros.

Recupere-se do tombo.

Calejado e calejando-se vai pagando de vacilão. Em vão. Saltos e sonhos esquecendo-se dos devidos pés no chão.

Seu relapso!! Atitudes e gestos fora do laço. " Por favor, uma cerveja em garrafa e um cigarro em maço!!"

Seja esperto!!

Acorde!! Desde quando coração tem calcanhar e faz as coisas certas??? E desde quando existem regras se a única regra é ser livre??

O manual veio no original e em um idioma universal. Fazer o que se fico dando uma de cafona e não pertenço a este universo que conspira contra o mal?

Sem-vergonha e ousado, apaixona-se sem mandar recado. Agora fica assim, xôxo, moribundo e ilhado. Tenha modos e comporte-se.

Solte fogos e aporte-se dentro de si mesmo. Curta sua carreira solo e canta! Bem alto como o mais cara de pau sicofanta.

Não seja abstruso para não ser taxado de intruso. Dispa-se deste escudo e relembre que tudo tem jeito. Recorde-se do que foi feito e jamais, eu disse: jamais deixe-se abater novamente. Abandone o leito, tenha força, fé e estufe o peito: Eu vou vencer!!

A escolha é sua!! Vaze desta bolha e vá pra rua!!


Pra quem não sabe, ODEIO telefone.

No meu ponto de vista, telefonemas servem para avisos, informações, percalços e similares.

- " Oi, tudo bem?Houve um imprevisto e me atrasarei para a reunião. Avise a todos por favor. Obrigado."

- " Mãe!!! Olha só, a Ju e a Si estão me convidando pra dormir na casa da Bel. Você deixa?? O pai da Cá vai pegar ela amanhã e avisou que me deixa aí. Posso dormir aqui? "

-" Sr. Daniel?? Seu cheque foi devolvido pela sétima vez. Favor entrar em contato com seu gerente. Aguardamos."

Pronto!! Telefonemas surgiram com esse intuito e não depassarmos horas a fio reclamando do excesso de trabalho passado pelo chefe, ou reclamar que aquela vaca rampeira da Kleydilaine não parava de olhar pro seu macho!!

Assim penso eu!!

Mas confesso que ultimamente venho ficando preocupado com certas atitudes minhas, dentre elas, a de esperar ansiosamente a resposta de um e-mail e ele vir via fios enrolados!! Será que ando me transformando em nerd(?)??

A alegria de ter a resposta, misturada com a tristeza de não ter recebido o e-mail. Eu sei, quanta viadagem né?

Abstraindo...


Casa Pós-Destruída

Abre os teus armários eu estou a te esperar
Para ver deitar os sol sobre os teus braços castos
Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais

Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.
Se alguem te perguntar se me viste
Diz que sim,
Diz que devo andar por aí,
Perdido,
Indeciso.
Diz que devo estar as portas do inferno
E que não sabes quando de lá saio,
Que a minha vida está um tormento.
Não te esqueças de dizer
Que sairei de lá,
Mais forte que nunca.
Lembrar-me-ei dos amigos,
Os inimigos não merecem o esforço.
Se alguem perguntar por mim
Diz que ja tive dias felilzes
E que agora luto
Para conseguir sorrir.
Se alguem perguntar por que estou assim
Diz que foi por amar.
Um amor que trago comigo
E que me faz sofrer,
Um amor que está bem perto de mim
Mas teima em se esconder.

Acabei de rever alguns trechos de um DVD de funk antigo. Tá, eu sei que funk não é bem visto por todos e que é música de preto, pobre e favelado, mas quem nunca dançou até o chão no início dos anos 90?? Quem nunca se pegou cantando um daqueles refrões de rimas fáceis e que não desgrudam da mente?? Quem nunca nos tempos atuais, da virada do século pra cá, não sorriu de forma nostálgica quando em alguma festinha ou barzinho ouviu este tipo de som que nos remete ao passado???

Ouvindo o som e vendo as imagens, tive saudade daqueles tempos onde nossa responsabilidade era apenas acordar cedo e ir a aula. Isso, senão estudássemos na parte da tarde. Tempos idos onde passava a tarde regado a groselha e skyny, assistindo Lagoa Azul, Benji, Lassie, Trapalhões, A Lenda ou qualquer outro similar na Sessão da Tarde. Dividia Pirapitos e pirulitos Zorro com amigos, com quem jurávamos amizade eterna. Pulava em um pogobol emprestado de um amigo que em troca, pedia minha monareta para dar uma volta. Sim, naquela época a gente podia dar voltas pelo quarteirão de forma tranquila, sem que presenciássemos um tiroteio, assalto ou violência de qualquer grau.

Antes que esqueça, volto ao assunto inicial. Conforme mencionado, voltei a lembrar das "más" companhias da época de gladiações dentro dos sujos clubes e quadras. Lembro das "minas" e dos "parceiros", dos "bondes" e dos "alemão". Hoje em dia não tenho como negar que era tudo uma tremenda babaquice. Brigas, confusões e mortes por motivos banais. Espancamentos e furtos apenas pelo sujeito morar em outro bairro que não pertencia ao mesmo "lado".

" Passa o Mizuno, o Nike, o Reebok, o Puma, a bermuda da Cyclone, a camisa da redley e o boné original do Charlote Honets", este último pra quem não recorda, era aquele time de basquete americano, no qual o mascote era uma imensa abelha. Existiam também conjuntos de casaco e calça, todos bordados com os respectivos mascotes. Um touro pro Chicago Bulls, um Sol para o Phoenix Suns e por aí vai.

" Amplifica o som pra ver como é que fica DJ !!! " , " Foi num baile funk, o baile do Borel, que conheci alguém com a boca de mel...foi, foi.."

Recordo-me que saía de casa com um "gaúcho", nota antiga de CR$ 5.000 cruzeiros. Lembro que dois anos depois, surgiu a URV e logo depois o Real criado por nosso presidente da época FHC. Nesta época, lembro que saía de casa pra ir aos bailes com R$10,00 apenas. Na entrada pagava R$ 3,00, mais R$ 1,00 de passagem de ida quando "perdia o bonde" e R$ 5,00 para beber minhas cervejinhas, entre elas Bavaria e Krill :o) ( lembra? Não né...rs). Recordo-me também que tomava duas ou três latinhas e já ficava "alto". O que sobrava, entre R$1,00 e R$ 2,00, era gasto no "podrão" de R$ 0,50... tempo booommmmm!!!!!!!

Rivalidade na época era entre Lado A e Lado B. Não tinha ainda essa neurose atual de facções, talvez por existir somente na época o tal do CV. Hoje vemos facções multiplicando-se com a mesma facilidade em que se tira vidas.

" Funkeiros eu sei vocês são sangue-bom, vão pro baile cheio de disposição...".

Idolatrávamos quase todos os MC´s e treinávamos gritos de galera e raps de festivais na esperança de virarmos um deles. O corredor era famoso por sua selvageria, onde centenas de jovens brigavam alucinadamente enquanto a borrachada dos seguranças comia solta. Hoje em dia "revejo" alguns dos brigões bem de vida jogando futebol em times profissionais do Brasil e do exterior. Amém que ao menos poucos foram salvos pelo esporte. Muitos se foram nesa época. Outros milhares foram "sumindo" quando a neura das facções nasceu.

Assim é a vida. O que nos resta são imagens que vem a tona quando ouvimos essas músicas da época, como me ocorreu hoje.

Tempo bom!!!

"Alalaôoooo.." Tempo BUM!! " Pros funkeiros sangue-bom somos Borel até morrer..."

De novo não.

Não senhora. Com todo respeito que lhe tenho, mas desta vez não. Há exatos um mês que a recebera. Fui cordial, respeitoso e meu passivo silêncio fez com que seu admirável trabalho fosse cumprido.

Desculpe, mas como ousa retornar tão cedo com um olhar de quem tem certeza do triunfo? Não tens medo próprio?

Desta vez o respeito passará longe caso se aproxime. A passividade já não existe e a admiração encontrará forças na decepção, na mágoa.

Não foi este o acordo verbal. Nem de longe este foi o trato. O combinado foi manter distância enquanto meus pedidos de reza matinal continuarem. Não é justo bumeranguear tão rápido pois existem outros. A lista é extensa. Imensa e interminável. Incalculável. Como ousa furar fila e reaparecer? Nem convidada fostes...

Irá se arrepender!!! O pequeno príncipe nos chegou há pouco tempo e despertou nela uma vontade de viver jamais vista. Comprove e veja.

Não poderás competir com as forças que a cercam. Não adianta resistir. Encare teu habitat pós-própria e se contente com visitas relâmpagos e repentinas em lares alheios.

Já a aceitamos assim! Seja esperta e conforte-se. Abuse de seu poder mas sem exageros atropelados. Entenda.

Aconselho-te a seguir em frente sem a audácia de olhar pra trás. Cumpra teu ciclo e não provarás do próprio veneno...

Não siga em paz. São meus singelos votos...

Faça, fuçe, force...

Hoje acordei mal. Nenhuma novidade pra quem me conhece. Mau humor lá em cima e ânimo lá no pé. Ou abaixo dele. Sabendo que mal chegamos ao meio da semana e o humor já está no nível de sexta-feira. Vontade de cruzar com todos que desejam ser cruzados. Vontade de mandar todo mundo tomar lá dentro. Desde o babaca que avançou o sinal, desta velha do meu lado que se acha com dezoito anos, vestida com essa saia de onça ridícula e essa blusinha decotada, tentando deixar a porra do peito "murcheba" em pé. Parece um abajur. Passando por aquela atendente que todos os dias me recebe de cara feia (ou será que é própria?). E claro, sem esquecer daquele velho ranzinza do jornaleiro que toda manhã finge não me ver.

Não que estas atitudes me melhorariam, mas com certeza deixariam-me mais leve no momento. Bando de merda. Povinho de bosta sem exceção. Vontade de fazer tudo que der na telha e bicar pra bem longe tudo e todos que tentam me encher o saco com cobranças, pressões, prazos, perguntas e afins.

Vontade de...

Saga Tostines

Mais uma semana iniciada. Como se fosse um ritual, evoco agradecimentos pedindo mais e contemplando a jornada até aqui dada.

Nada de novo. Uma execução a sangue frio de um motorista de ônibus, desvios de verbas e caixa-dois aqui, uma polêmica com um global ali, resultados questionáveis de uma partida de futebol e informações em geral disputam a primeira página. Nada de novo continua sendo a manchete principal.

Se definitivamente tenho algo a agradecer, é o fato de termos enfim tido um fim de semana bem.

Será que não entramos em atrito por não termos desfrutado o tempo inteiro juntos?? Será que se tivéssemos passado o Domingo lado a lado, teríamos nos "desavençiado"?? Ou será que por termos gladiado quinta e sexta, o fim de semana terminou bem??

Quer saber? Não sei de nada. Só sei que assim que ficar. Bem!! Estimo...

As loucuras repentinas o confundem a todo instante. As incertezas o colocam em total bagunça consigo mesmo e pra piorar, os conflitos cada vez mais frequentes transformam em tempestade o que antes era apenas uma goteira controlável. Cansado de tentativas que nunca chegaram a se completar e nem de serem percebidas, transforma o já consagrado jogo em algo velho a ser repaginado. Ao menos em sua mente.

Perdeu a personalidade e se sente refém. Não a vê em um futuro próximo, porém, o presente o alegra, mesmo que semeado de conflitos. Fecha os olhos e torce pra tudo acabar. Canta sons mentalmente para não ouvir a lista das "10 mais" mais uma vez. Quer reinventar o já velho e batido desconforto. Quer re-colorir o acinzentado-colorido de sua vida, mas tem medo e nem sabe o porque de tal sentimento. Apenas imagina e prevê.

Nada tão novo e nada de que nunca foi superado. A mente trabalha procurando talvez dissolver e diluir a balbúrdia que sente em alguns momentos além de não se inquietar mais com velhas visitas inconvenientes.

Recebe-as, mas tenta despachá-las com a mesma rapidez e facilidade com que as aceita para não perder mais nenhum momento do " nada-interessante-que-sempre-me-cai-bem".

Coloca o melhor som e nele viaja para bem longe, onde a paz e a calma reinam eufóricos. O copo cheio reluta em transbordar e as gotas continuam caindo. Ele se alargando mais e mais de modo a não deixar-se vencer...

O vento cortante já passa batido por entre as vielas de sua já tão vazada alma. Alma essa que cresceu e se modificou. Se pra pior ou melhor ninguém sabe, mas sim, que apenas se modificou. Perdeu a sintonia consigo mesmo e as notas de suas canções vem estremecidas como se não tivessem sido criadas por ele. Desconhece a própria sombra e nem reconhece sua própria voz, mas ciente de que tudo faz parte de um aprendizado, aceita (as vezes) passivamente o vento frio que teima sempre em visitá-lo. Não se conhece mais ao espelho mas não o desagrada tanto a nova imagem. Sua mais nova versão, seu mais novo avatar parece desajustado e mais desconexa com a que conhecia, porém, mais graúda e mais talhada sim, talvez, sabendo que mais a frente bem o fará.

A experiência não serviu em nada a não ser em esfregar na cara dele que pelo menos nessa melodia, ela não o acompanhará.

" Caminhe sozinho". " Aprenda sozinho", ele ouve enquanto escuta mais uma vez a mesma música que fala sobre o silêncio inquietante de um escuro vazio, mas cheio de felicidade. Tropeça nos mesmos velhos buracos e suas nuvens deram um tempo dele mesmo.

Um tempo a ele, embora, já deixaram bem claro que o acompanharão apenas quando forem solicitadas. A água continua caindo e ele imóvel tenta relaxar enquanto o filme com suas descartáveis imagens não sai de sua cabeça. As vezes se culpa pelo trivial cotidiano que tanto adora. As vezes se queixa e carece de uma guinada... Pensa na dúvida. Esquece da certeza e por fim, acaba não agindo. Os passos no chão continuam nos mesmos locais. A futilidade se espalha mais e mais colocando temores de um futuro solitário e incompreendido.

Os outros vencerão suas falsas batalhas e o olharão de forma superior. As vidas continuando enquanto seus protagonistas se afundam cada vez mais em vitórias holográficas e camufladas por falsas e virtuais alegrias momentâneas e com prazo de validade a vencer. Cairão nos já previsíveis erros. Mais cedo ou mais tarde darão a mão e sofrerão juntos o desespero desfecho das incertezas. Talvez seja tarde demais para se lembrarem das críticas feitas e dos conselhos não ouvidos.

De quem eram mesmo???

Não faz mais nenhuma importância. Ele acompanha tudo do alto da montanha, lamentando apenas tamanha radicalidade. A vida passou e ele tentou dominá-la. Hoje, depois de tanto tempo entre levantes e quedas, se alegra das lembranças e ri. Ri do desespero que nele imperava em certas ocasiões. Fecha os olhos e viaja... A única certeza é a dúvida de que...

Deprimida Morte

essa semana a morte visitou minha casa. levou alguém querido. sábia morte, optando e acertando quase sempre em suas escolhas. o céu hoje está mais alegre. florido e risonho. Mais cômico e engraçado. Deus hoje recebe de braços abertos. amanha eles receberão os mais novos sortudos do vôo de hoje. ´no céu vai ter festa. todos comemorando e rindo da gente aqui embaixo, que se esvazia a cada segundo em troca de trocados materiais. sábios sortudos. riem e pulam de alegria, talvez contando a próxima chegada. talevez torcendo para os próximos serem queridos. o céu será especial esta semana. recebeu sorrisos e piadas no domingo e amanha será presenteado com uma leva de almas bondosas, caridosas e recheadas de euforia. sábios sortudos. amanhã cada mortal aqui embaixo acorda como se nada tivesse acontecido e continua com sua pútrida vidinha básica, comemorando mais um grande feito de outro ser normalzinho e igual a todos nós. sábios sortudo rindo de nós, tolos reles. amanha terá mais graça no céu. será que tem groselha? água?suco de melão? indifere a deconhecida resposta. amanha teremos papos ao léu e festa no céu. os sábios sabendo se divertir. os tolos continuando brincando de se destruir. quem vai, sorri. quem fica, ri. acham graça de nada saber, enquanto fingem tudo entender. sábios sortudos. escolheram as coisas boas de lá de cima, enquanto rimos a esmo do desconhecido e gastamos tudo que temos tentando procurar significado. amanha viramos sábios e lamentaremos o tempo perdido rindo de nervosismo vazio.a morte essa semana passou aqui em casa. sábia morte contemporânea. abusou da tecnologia e pegou carona num vôo. pacote fechado. centenas de carona em simples movimentos.

sábios sortudos. receberam a nefasta visita e agora desfrutam.

até um dia. até lá, ria. sorria.


Tragédia X Catástrofe

Sabe a diferença entre tragédia e catástrofe? A segunda opção é um desfecho da primeira.

Independente da classificação atribuída, mais um fato ocorrido envolvendo desastres aéreos. Para variar, a mesma TAM envolvida em mais uma lamentável situação.

Triste saber que centenas de vidas se foram. Mais triste ainda é saber que nosso já sofrido povo brasileiro, castigado por lambanças e falcatruas armadas por nossas autoridades - eleitas por nós, porém, com diversas faces - hoje chora mais um episódio que poderia ter sido evitado, mas que amanhã cairá no esquecimento mediante a pobreza de espírito do nosso ( mesmo sofrido )povo brasileiro que comemorará mais uma mísera medalha ganha por qualquer um de nossos ( também ) sofridos atletas.

Triste fim.

Amanhecerá escuro aamanhã. A alma poluída e límpida, encardida e inodora, pessimista mas esperançosa.

Mas só até o próximo fato...

Alma Gêmea

Não me considero igual a você. Não mesmo!!

Minha mente e meus pensamentos ficariam pequenos dentro deste terno medíocre. Meu tênis sujo é comparável a suas atitudes, assim como seu sapato é limpo demais quando nivelado com seu caráter ganancioso e desumano.

Sim, eu sei que minha barba é mal feita e tenho o aspecto de sujo, mas que mesmo assim, me deixa limpo quando lado a lado a suas belas expressões faciais limpinhas e saudáveis.

Minhas vitórias são pessoais e montadas em cima de personalidade, objetivos sociais e humanos. Suas vitórias são comemoradas quando valores morais são postos pra trás por sua arrogância e seu despreparo psicológico. Suas viagens a Europa não chegam perto das minhas em meu quarto. Suas companhias burguesas conseguem se equiparar no máximo aos animais domésticos das minhas. Seu bom senso se resume a cópias plagiadas dos outros. Falta calor humano em seus ambientes gélidos e condenados a podridão. Suas cifras recheadas de zeros e sua conta bancária não tem valor algum perto de meus livros e palavras.

Minha inveja sobre você tem como objetivo desagregar as atitudes X imagens suas, pois com certeza, não suportaria viver sua vida mesquinha por muito tempo.

Mais uma noite longa. Bem longa, onde o futuro e o passado se revezavam. Com eles, as dúvidas, incertezas, angústias, previsões, filmes repetidos e um leque de sentimentos me dominaram. A "pieguice" da certeza da dúvida é coisa antiga e banal. Quero o novo e o velho, mas o medo do desconhecido chega junto de sopetão, trazendo apreensão e gerando devaneios dos mais diversos.

Quero é brindar-me com uma visão esperançosa do futuro, onde ao menos me defina e me "siga". Cansei de tentar a cômoda ajuda da sorte.

Ohh!! Quanta contradição em um corpo redondo e feio. Um dia sem querer futuro ou deixando-o vir conforme lhe for vontade. No outro, preocupações do vizinho do tempo a frente, dúvidas sobre "se´s" e preocupações indignas.

E viva os "não-seis"...

Tempo mano velho...


" Não existe perda mais lamentável do que a perda de tempo." ( Phellip Chellister - Político Inglês )

Era praticamente diário o seu atraso. Na maioria das vezes chegava atrasado para tudo. Se marcasse chopp com amigos, chegava atrasado. Se fosse com a namorada ou qualquer outra pessoa, lá estava ele com 10, 15, 20 minutos de atraso.

Com raras exceções chegava no horário. Aquilo foi enervando e tirando a estratosférica paciência de seu chefe. Dia a dia como um conta-gotas, seu chefe foi perdendo o humor. Os atrasos se repetiam mais que frequentemente até que um dia foi encostado na parede.

Com os olhos arregalados, o superior esbravejou: - Se chegar atrasado amanhã, perde o emprego. Tá na rua.

O atraso em pessoa achou um absurdo de exagero, porém, restou-lhe apenas acatar.

Ao chegar em casa, colocou os dezessete despertadores ao lado da cama, programados todos para se manifestarem sequencialmente, de forma que se um falhasse, teriam outros.

No dia seguinte foi acordado pela lambida de seu cão chamado Preguiça. Atrasado pra variar, se desesperou ao notar que quatro despertadores pifaram na madrugada. Dos dezessete aparelhos, seis estavam ainda no horário de verão. Três tinham acabado a pilha e os quatro restantes já não funcionavam há séculos.

Calmo como se nada tivesse acontecido, encaminhou-se ao trabalho com a magnífica paz que pairava sobre o bom partido. Com sua costumeira forma pacífica, rumou-se ao dever.

Eis que quando chega na rua onde ficava sua empresa, se deparou com o prédio inteiro no chão. Ficou atônito. Chocado. Não acreditava na cena que se passava diante de seus olhos. O prédio tinha desabado. Ele fora salvo pelo A T R A S O!!!!!!

Perdeu o emprego mas não a vida.

Hoje em dia ganha a vida dando palestras sobre horários e compromissos. E vive muito bem...


Pergunto a nuvem negra quando o sol vai brilhar. Essa frase meio que resume o espírito do momento. Talvez hoje e agora não seja a melhor hora para estar aqui escrevendo uma vez que mais tarde, ou melhor dizendo a noite, iremos nos encontrar e a paz e a alegria que nessas horas sempre nos invadem brotará.

Não tenho gostado de andar assim. Além de não me fazer bem e acabar me agredindo, ainda rolam devaneios e conflitos internos. Sempre eles...

Talvez a certeza que tenho hoje me faz agir assim. A grosseria e a estupidez de antes não me preocupava em agradar e sim apenas bel prazer. Hoje procuro estar sempre presente, independente de como seja, justamente porque tem me feito muito bem essa nova descoberta, assim como as atitudes e gestos dela proveniente.

O que antes eram dúvidas, virou certeza. O que era falta de delicadeza, transformou-se em excesso.

E o que nem existia, hoje é minha pura essência.


Quero continuar com sonhos e planos. Quero seguir com metas e objetivos. Quero continuar gritando com todas as forças tudo que venho sentindo. Tudo isso que vem transbordando e me consumindo dia a dia. Quero dar continuidade a esse sentimento maduro de paz, calma, de respeito, sabedoria.... Essa relação entre uma pessoa que achava que sabia de tudo e outra que nada queria saber. Uma que nunca perdeu as coisas tão fáceis, com outra que nunca se deixou ganhar. Uma que sempre correu atrás e outra que sempre fugiu na frente. Uma que caiu e outra que levantou.

Uma queda dada por descobertas e uma reação também dada por elas...

Enfim, um futuro onde um sabe muito onde quer chegar e o outro mesmo que inconscientemente também...!!

Mãe, tô voltando.

" Um objeto distante da Terra, que foi descoberto no ano passado e pode ser o décimo planeta do sistema solar, é cerca de 30% maior do que Plutão, anunciaram astrofísicos alemães. Eles determinaram o diâmetro do possível novo planeta, chamado 2003 UB313, medindo sua emissão térmica. "

Acho que agora posso voltar pra casa...


Bí Olímpico

Em Duque de Caxias, o Colégio Estadual Minas Gerais acomoda cerca de 340 alunos. Seria admirável, se 86 deles não assistissem aulas sentadas no chão, uma vez que o Estado não fornece cadeiras suficientes para comportar o número de alunos ali matriculados.

Em Japeri, um músico francês de 28 anos foi morto após seu carro furar o pneu. Dois menores chegaram em uma moto e o renderam. O músico que prestava serviços sociais voltados a educação musical reagiu e foi baleado. Mulher e filho presenciaram o assassinato.

No Hospital Pedro II em Santa Cruz uma adolescente de 16 anos morreu em função de uma injeção dada de forma errada. O medicamento Diazepan deveria ser aplicado em um paciente que se encontrava a seu lado, porém, o enfermeiro confundiu os leitos e tascou-lhe a maldita de uma injeção contendo a forte medicação no organismo da menina que não aguentou o efeito da substância e a levou a morte. O paciente ao lado anda gritou: " Esta injeção é para mim", mas não deu tempo. Em tempo, a menina estava apenas com pressão alta quando o médico receitou um calmante.

Ah, o enfermeiro tomou esporro do Chefe Médico.

Ah bom!!

Enquanto isso Chávez já acorda com suas Forças Militares a invasão da Guiana, alegando que há 60 anos o país - que sofre forte apoio dos EUA, Canadá e Reino Unido, em troca de espaço em solo para treinamento militar americano - invadiu terras venezuelanas.

E eu que tenho que ser correto, agir com dignidade e mostrar que posso salvar o mundo????????

To Manó cu!

Vou é olhar mais pra mim e pra ela. Olho mais pra gente e pra quem me importa.

O último apague a luz...

Medalha de ouro em natação.


A cada dia morrem diversas pessoas. Sejam meros(?) cidadãos. Sejam reles mortais contribuintes, sejam PM´s ou até mesmo bandidos. Independente da classifcação que recebem, a verdade é que a cada hora tem sempre alguém morrendo.

Seja assaltado, assassinado, executado, vingança, traição, bala perdida, roubo, assalto a mão armada, por paulada, por facada, morto devido a ter muita grana, morto por ter traído, morto por ter sido traído, morto, morto e morto.

Taxas altíssimas são cobradas. Impostos elevadíssimos são cobrados regularmente. Nada muda. Nada melhora. Os valores com seus valores adicionados de taxa-isso, taxa-aquilo, taxa-pra-melhorar-aquilo lá, são todos desviados. Nada é melhorado. Nada devidamente pago para ser devidamente melhorado é feito. Tudo é "englauberado" e some no bolso do político mais perto.

Por falar neles, são descobertos roubando, desviando, matando, cheirando, furtando, mentindo e blefando e nada acontece. São pegos com a boca na botija, com as mãos nas rodas e estepes, com a cabeça em seu bem estar. São pegos em flagrante mas nada acontece. Roubam, fogem, são descobertos, deportados, voltam, fogem novamente e nada acontece. Se juntam e preparam tudo novamente.

Assassinos são julgados, sentenciados, condenados, presos e após 4 ou 5 anos voltam e fazem tudo novamente. E nada muda. Nada.

Menores matam, roubam, esquartejam, mutilam e ainda zombam e nada é feito. Nada.

PM´s são pegos extorquindo, roubando, matando, espancando, dormindo, pouco se lixando e nada acontece. Nada.

E ainda tentam me julgar ou rotular por meu jeito de vestir, andar e pensar???? E ainda tentam mudar minhas idéias com frasezinhas formadas, provenientes de pessoas completamente pobres de espírito??? Nada de criativo. Nada.

Tempo é perdido julgando, rotulando e enfaixando os outros. Esquecem do próprio umbiguinho sujo e torto, e querem que o meu seja limpo e bonitinho?

Enchem a cara, usam drogas, roubam, matam, são responsáveis pelo abandono atual e ainda querem que eu lave minha calçada bando de hipócritas??

Alteram, mudam, camuflam, blasfemam, blefam e eu tenho que ser sincero, real, intenso e "personalizável"??

O mundo é sujo e hipócrita e eu não posso ser???

Poupe-nos! E é o melhor que a gente pode fazer.

Vc finge que é certo e eu também.

E viva a praticidade.


Quero continuar com sonhos e planos. Quero seguir com metas e objetivos. Quero continuar gritando com todas as forças tudo que venho sentindo. Tudo isso que vem transbordando e me consumindo a cada dia.
Quero dar continuidade a esse sentimento maduro, de paz, de calma, de respeito, de cumplicidade e de sabedoria.

Essa relação entre uma pessoa que achava que sabia de tudo e outra que de nada queria saber. Uma que nunca perdeu as coisas tão fáceis com outra que nunca se deixou ganhar. Uma que sempre correu atrás e outra que sempre fugiu. Uma que caiu e outra que levantou. Uma queda dada por descobertas e uma reação dada também por descobertas.

Enfim, um futuro onde um sabe muito bem onde quer chegar e o outro mesmo que inconscientemente também.

Thank´s. Or think?

Agora posso afirmar que sou o verdadeiro Pinóquio.

Deixei de mentir e ganhei um coração. Coração este que pulsa alegre cada vez mais. Coração este que após descoberto, ou redescoberto, vibra, se angustia, se enerva, se alegra, relaxa, contrai, pulsa e exprime. Coração esse que anda feliz ultimamente. Após algumas feridas provocadas e recebidas, se policiou, se domou, e hoje em dia quer apenas acertar.

Quero a inveja dos casais apaixonados. Quero a ciência de cada um deles. Será que também brigam?? Será que também mentem? Será que já mentiram? E se perdoaram?

Será que se amam?

"Eu te amo!"

" Eu tb..."

Não me importa se a intensidade do desejo não é a mesma que por mim é lançada. Pouco me importa se o que lanço e desejo é recíproco. E muito menos me importa onde vou chegar. Sei o que quero e como sei! Sei como quero e como quero. Sei que sei.

Após erros e vacilos, desejo apenas acertos! SOMENTE ACERTOS. Não tenho mais disposição para desgastes. Ando sobre ovos e qualquer atrito, pode por tudo a perder. Quero passos calmos, devagar e calculados.

Minha cabeça voltou a erguer-se, pois tinha certeza que a máscara feia e monstruosa que de mim fizeram, não era verdade. Posso ter feito alguma cara feia ao tomar uma cerveja quente e me acharam assim, porém, aqui dentro, sei que não era isso tudo. E o melhor, redescobri que sou bonito. Redescobri sentimentos LINDOS outrora adormecidos. Ou como pensava, mortos.

Você ressucitou-o! Eu ressucitei-o. A tempo, diga-se de passagem.

Voltei! Como a lenda de fênix ou de qualquer lenda de cavalheiro, retornei unicamente para buscar a vitória.

Quer apostar??

Lamento, mas perderá!

Amo-te, com a mesma intensidade que amo-me!